Os socialistas ganharam as eleições em França?Pois ganharam! Já tiveram a primeira resposta do patronato frances através da Pegeot!Aparentemente o Governo não se atemoriza....mas vamos ver os próximos capítulos!Não há complot nenhum, pois não?Apenas boa rapaziada!
Paris, 12 jul (Lusa) - O ministro da Produtividade francês, Arnaud Montebourg, disse hoje que o governo francês "não aceita" o plano de reestruturação apresentado pelo grupo automóvel Pegeot Citroen, que prevê a supressão de 8.000 postos de trabalho em França.
O maior construtor automóvel francês, que emprega cerca de 100 mil pessoas em França, justifica a supressão dos postos de trabalho e o encerramento da sua fábrica de Aulnay-sous-Bois, onde trabalham cerca de 300 portugueses ou lusodescendentes, com prejuízos registados no primeiro semestre e quebras no mercado automóvel europeu.
"Não aceitamos o plano", disse Montebourg perante o Senado, sem precisar os meios que o governo poderá usar para pressionar a Pegeot Citroen.
"Vamos pedir à Pegeot Citroen para justificar a situação e para iniciar o diálogo social que o primeiro-ministro já exigiu que seja exemplar", prosseguiu o ministro, que nomeou um especialista para analisar a situação financeira do grupo.
"Pedimos à Pegeot Citroen que considere outras soluções além das que tem previstas para vários locais em França e para milhares de trabalhadores", insistiu Arnaud Montebourg.
O anúncio do corte de postos de trabalho pela Pegeot Citroen era já esperado pelo Governo francês, mas a dimensão do mesmo deixou o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault "em estado de choque".
Jean-Marc Ayrault, que esteve reunido com Arnaud Montebourg, manifestou-se hoje de manhã "muito impressionado pela dimensão, sem precedentes, do plano anunciado pela Peugeot Citroen, um verdadeiro choque para todos os operários do grupo, para as regiões afetadas e para a indústria automóvel no seu conjunto", indicou o seu gabinete em comunicado.
Jean-Marc Ayrault pediu à Pegeot Citroen para manter abertas todas as fábricas em França e para promover "de imediato uma concertação exemplar, leal e responsável com os parceiros sociais para que todas as alternativas propostas pelos representantes dos trabalhadores possam ser estudadas e discutidas, tendo como objetivo prioritário a preservação do emprego estável".
A Peugeot Citroen anunciou hoje que vai cortar 8.000 postos de trabalho em França e fechar, em 2014, a fábrica de Aulnay, perto de Paris, onde trabalham mais de 3.000 pessoas, incluindo 300 portugueses ou lusodescendentes, segundo estimativas do embaixador de Portugal em Paris, Francisco Seixas da Costa.
Este é um blog para comunicar com todos os que se preocupam com a promoção da segurança e saúde no trabalho, sindicalismo e relações de trabalho em Portugal , na Europa e no Mundo.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
quarta-feira, 11 de julho de 2012
PROMOVER A SAÚDE DOS JOVENS TRABALHADORES!
Será que a preocupação dos Estados europeus, União Europeia e empresários com a saúde de quem trabalha está a decrescer?Claro que sim !Os relatórios a constatarem essa realidade tardam porque a preocupação é o desemprego....É o contexto ideal para a precarideade e diminuição da qualidade do trabalho.
«...Os trabalhadores jovens registam taxas de acidentes de trabalho não mortais mais elevadas e estão mais expostos a doenças profissionais do que o conjunto dos trabalhadores. Ora, os locais de trabalho não têm de ser sinónimo de lesões e danos; podem, ao invés, ser palcos importantes de promoção da saúde, oferecendo aos trabalhadores a oportunidade de melhorar a sua saúde em geral. Desse modo, também as empresas colhem benefícios, pois vêem reduzidos os custos relacionados com doença e aumentada a produtividade....»Ver ficha técnica da Agencia Europeia
segunda-feira, 9 de julho de 2012
COMBATE AO TRABALHO PRECÁRIO!
O trabalho precário atinge todos setores profissionais e é a situação laboral normal de uma parte substancial dos trabalhadores portugueses. Há jovens trabalhadores que não conhecem nem conheceram outra situação laboral que não seja na precariedade. Esta questão está inclusive a atingir as classes dos médicos e enfermeiros para não falar de nutricionistas e outros licenciados que há muito ou não têm emprego ou têm trabalho á hora, ao dia á semana…
Perante esta situação e tendo em conta a experiencia no terreno os «Precários Inflexíveis» decidiram no sábado passado transformarem-se numa Associação Nacional de Combate á Precariedade. É um desafio de todo o tamanho este, na medida em que não é fácil organizar trabalhadores precários ou desempregados. Aliás, neste momento, nada é fácil em Portugal neste terreno! As pessoas estão com medo perante um desemprego assustador! Quem tem um emprego, por mau que seja, é para garantir com unhas e dentes mesmo que tenha que abdicar de direitos constitucionalmente garantidos! O medo nas empresas, o desemprego e os encargos familiares que hoje as pessoas suportam explicam muita da aparente inércia e não mobilização!
Um dos problemas imediatos da nova Associação é definir uma estratégia relativamente ao movimento sindical português! A realidade é que neste sistema as diversas organizações sociais são concorrentes e partilham frequentemente o mesmo espaço. Os sindicatos também organizam desempregados e precários! Com pouco sucesso, é verdade! A cooperação será a relação mais produtiva entre parceiros que trabalham pela dignidade do trabalho!
Outra questão não menos importante será a autonomia. A nova Associação terá todo o interesse em ter uma direção política autónoma e uma agenda de trabalho abrangente e competente!Ver
sexta-feira, 6 de julho de 2012
A HIPOCRISIA DE UM TRIBUNAL EXCEDENTÁRIO!
Ainda não percebi o contentamento de algumas pessoas com a decisão do tribunal Constitucional em considerar inconstitucional o não pagamento dos subsídios de Férias e de Natal aos trabalhadores da administração pública e das empresas públicas! Tem alguns efeitos práticos? Foi apenas uma vitória jurídica que não impede os cortes e muito menos proporciona os reembolsos! Aliás, nem sequer se pode falar em precedente pois as decisões deste Tribunal são perfeitamente políticas! Não defendem a Constituição, defendem antes a maioria partidária que ali os colocou!
Confesso que ainda não tive acesso ao acórdão do dito Tribunal e estou a falar pelo que leio nas notícias do dia.
O dito Tribunal parece que não diz que os cortes são inconstitucionais enquanto ataque ao direito á remuneração mas sim pelo fato de não atingir todos os trabalhadores, ou seja, segundo os doutos juízes, fere o princípio da não discriminação! Ou seja o Tribunal considera que todos «deveriam levar com o pau», tanto os do privado como os do público!
Sendo assim o douto Tribunal vem dar uma excelente boleia ao Governo na medida em que lhe abre caminho para tributar todos os trabalhadores em nome da crise! Penso que o Ministro das Finanças já deveria estar a pensar em como aplicar uma taxa suplementar no privado. Agora o Tribunal, que estava a ser contestado na sua própria existência, vem dar uma de neutralidade! Pura hipocrisia! Os juízes deveriam pronunciar-se era sobre a equidade em relação á crise. Quem mais está a pagar a crise são os trabalhadores.
Acontece que já ouvi funcionários públicos desabafando: «bem feito, pensavam que não lhes tocava!».Noutros tempos alguns do privado diziam: «boa, que esses funcionários públicos ganham bem». Aos trabalhadores, quer do público quer do privado, interessa, porventura, este sentimento de inveja e de tacanhez? Não! Mas interessa ao governo e aos patrões! Estamos todos informados e sabemos do que estamos a falar quando falamos dos trabalhadores deste ou daquele setor ou falamos pelo que ouvimos na comunicação social?
Neste momento é necessário olhar mais longe e não tanto para o prato do vizinho que pode ainda estar meio. Mais longe significa que é necessário estarmos todos preparados para responder aso desafios que esta crise ainda nos vai colocar pela frente. Mais desemprego, crise nos serviços públicos, menos rendimento, mais pobreza, eventual saída do euro! Neste cenário os trabalhadores não podem estar uns contra os outros e cada um por si. Mais do que nunca é importante unir para resistir!
quinta-feira, 5 de julho de 2012
MINAS DE OURO!
Vila Pouca de Aguiar, 05 jul (Lusa) - No planalto de Jales, concelho de Vila Pouca de Aguiar, chegaram a trabalhar nas minas cerca de 800 trabalhadores que extraíam aproximadamente 30 quilos de ouro por mês.
As minas de Jales fecharam na década de 1990, mas a extração de ouro poderá ser reativada em breve.
Sete empresas manifestaram interesse em apresentar proposta para a prospeção e pesquisa de ouro em Jales/Gralheira. As propostas serão abertas à frente de todos os interessados, serão avaliadas e, hoje mesmo, será decidido o vencedor.
Já desde o império romano que, por ali, se explora este metal precioso. População e autarcas encaram a reativação como uma oportunidade para o concelho, mas recordam as dificuldades sentidas aquando do encerramento da mina, em Campo de Jales.
"Jales foi considerada a segunda região mais pobre da Europa. A pobreza foi imensa", afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara, Domingos Dias.
Foi o desemprego, seguido do despovoamento, o abandono dos edifícios e os problemas ambientais, com as escombreiras deixadas a céu aberto.
O presidente da Junta de Vreia de Jales, Norberto Pires, referiu que, em 20 anos, a freguesia perdeu cerca de 20 por cento dos habitantes.
Segundo Domingos Dias, no auge da exploração, as minas empregaram 800 pessoas, que retiravam cerca de um quilo de ouro por dia.
Depois, a cotação do ouro baixou, os custos de extração aumentaram muito, a empresa foi acumulando dívidas à EDP e à Segurança Social, acabando por entrar em insolvência e fechar em 1992.
Estas foram as últimas minas de onde se extraiu ouro em Portugal.
Na altura, já era preciso descer a cerca de 700 metros de profundidade para trabalhar.
Agostinho Silva, com 75 anos, foi durante 33 anos mineiro em Jales, para onde veio de Felgueiras à procura de emprego e onde acabou por casar e ficar a viver com os 12 filhos.
O antigo trabalhador recorda o trabalho duro, mal pago e perigoso.
"Trabalhava-se muito e com pouca alimentação. Enquanto lá andava pedia sempre a Deus e a Nossa Senhora para que entrasse e saísse livre de perigo", afirmou.
Agostinho Silva garante que tirou "muitas toneladas de ouro" cá para fora.
Luís Delgado saiu de Jales antes do encerramento, mas numa altura em que já se falava que as coisas não iam bem.
Foi serralheiro mecânico durante 10 anos e de vez em quando descia às galerias para compor as máquinas. Agora, é dos poucos antigos trabalhadores que aceita falar aos jornalistas do passado e não se importa de fazer uma visita guiada pelo que restou das minas.
No local ainda se pode ver o cavalete de Santa Bárbara, com dois elevadores e por onde os trabalhadores e o equipamento desciam às galerias. Num edifício mesmo ao lado estava instalado o guincho, a máquina que fazia funcionar os elevadores.
A poucos metros encontra-se o Bairro dos Mineiros, onde viviam os capatazes e chefes da mina.
Pelos elevadores do poço número um, a cerca de 500 metros de distância, era retirado o minério. Pelo caminho, Luís Delgado recorda o supermercado, o refeitório, os escritórios, os laboratórios ou as lavarias. A maior parte dos edifícios estão abandonados, outros foram transformados em casas de habitação.
Em 2003, as escombreiras foram requalificadas, num investimento de três milhões de euros.
PLI.
Lusa/Fim
terça-feira, 3 de julho de 2012
NANOMATERIAIS-riscos para a saúde dos trabalhadores!
Primeira fábrica de nanomateriais do país
2010-07-16
Fábrica será dotada de um laboratório com equipamentos avançados.A primeira unidade de fabrico de nanomateriais do país, criada pela empresa Innovnano, deverá arrancar em Coimbra em 2011 ou 2012, criando 40 postos de trabalho directos altamente qualificados, revelou hoje o administrador, André Albuquerque.
A instalar no Coimbra Inovação Parque (iParque), a unidade, que representa um investimento da ordem dos dez milhões de euros, vai ser instalada num lote de três hectares deste parque industrial e tecnológico, prevendo André Albuquerque que a construção comece logo que seja aprovado o licenciamento industrial.
(In Ciencia Hoje)
As nanotecnologias e as suas consequencias para a segurança e saúde de quem trabalha são hoje um desafio para a investigação, em particular para quem trabalha com os nanomateriais.Esta realidade começa também a ser estudada em portugal.Um artigo do INRS que aborda sob diversos angulos esta matéria em linguagem acessível e colocando o dedo em algumas lacunas como a falta de regulamentação comunitária e nacional.Ver artigo
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segunda-feira, 2 de julho de 2012
NEM CONFORMISMO NEM HIPERATIVISMO SINDICAL!
A nova direção da CGTP saída do Congresso de janeiro ficou com uma missão difícil pela frente. Um país a empobrecer e um ataque ao mundo do trabalho sem igual nos anos de democracia! Para piorar as coisas, e após uma greve geral conjunta, a CGTP viu a UGT assinar um acordo social considerado por muitos especialistas a entrega de bandeja ao patronato de algo que há muito este reivindicava como seja a facilitação dos despedimentos e trabalhar mais e mais barato e com larga flexibilidade nos horários!
Com a situação social a degradar-se e o medo do desemprego nas empresas, os sindicatos da CGTP têm uma vida difícil! A mobilização fica aquém do esperado tanto nas empresas como na rua! A UGT vai negociando, ou melhor, aceitando o menos mau e clamando dos incumprimentos deste governo!Na prática o conformismo!
Neste momento temos as duas centrais sindicais num caminho totalmente divergente. A UGT preferindo os confortáveis gabinetes do governo e a CGTP votada para um hiperativismo sindical na rua, com milhares de manifestações, muitas delas apenas de dirigentes sindicais.
Estes dois caminhos extremos podem levar ao descrédito sindical perante os trabalhadores e a um beco sem saída. Tanto a negociação pela negociação como a luta pela luta conduzem ao desgaste dos quadros e estruturas, bem como a um frenesim limitativo do pensamento estratégico.
A UGT ao acomodar-se á negociação com o poder, e ao retrato para inglês ver, vai perdendo o respeito de uma grande parte do bloco dirigente e governamental e, claro, dos trabalhadores sindicalizados nos seus sindicatos. A CGTP, com o seu frenesim sindical, embora indo ao encontro da sua ala mais radicalizada, vai chegar a situações difíceis de gerir como temos visto nos últimos dias em manifestações que visam ministros e Presidente da República!
Como descalça a bota uma CGTP tão preocupada em demarcar-se das manifestações mais radicalizadas dos movimentos de trabalhadores precários e de outros movimentos afins? Mas por acaso podemos brincar com o fogo sem nos queimarmos? Para onde nos leva a atual direção da CGTP sob a liderança de Arménio Carlos? Os protestos legítimos dos trabalhadores devem visar mudanças reais e ganhos para os trabalhadores. Caso contrário, alguns, e já são muitos, vão arreando as bandeiras! Neste momento nada pior que uma outra divisão nos trabalhadores: um setor sempre em luta e um outro que nem se mexe! Unir para resistir é a grande prioridade! Mas, unir exige sabedoria e saber ouvir….a direção atual da CGTP sabe ouvir?
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