As nossas luminosas sapiências da economia e da governação consideram que é preciso trabalhar mais! Na opinião destas eminencias pardas os trabalhadores portugueses são pouco produtivos. Por isso lembraram-se de atacar os feriados, as pontes, as férias e, no privado, mais meia hora de trabalho por dia sem pagar mais, ou seja de graça e a seco! Em breve também dirão que os funcionários públicos são uns lordes e que deverão trabalhar mais meia hora, ou trabalhar ao sábado para ficarem iguais ao privado.
Saberão estes senhores que mais de 400 mil portugueses têm mais de um emprego e que uma larga percentagem já trabalha para além das oito horas, em particular nas pequenas empresas? Já se deram conta do horário de muitos quadros de multinacionais e grandes empresas? Olhem para os escritórios de muitas firmas e vejam!
Por acaso estes sábios já se perguntaram porque é que os trabalhadores portugueses são altamente produtivos na Autoeuropa, na França e no Luxemburgo? Já estudaram devidamente as condições necessárias para que sejamos mais produtivos sem nos cortarem os salários e nos tirarem os feriadinhos que permitem aconchegar a família e dinamizar a economia?
Já pensaram na importância para a saúde e vida familiar do equilíbrio nos horários de trabalho? Deixem a matéria para a contratação coletiva! Há que travar a todo o custo a apropriação do tempo pelo capital para se impedir o regresso aos tempos esclavagistas!
E que dizer das azémolas da nova confederação de serviços (Sonae e C.ª) que agora apareceu com propostas inovadoras (?) sobre esta matéria propondo que o horário de trabalho fosse decidido no próprio dia. Ou seja, saio de casa para o trabalho com a minha vida familiar planeada e combinada, pensando em ir às aulas de inglês ou a uma reunião do sindicato e, zás, o chefe logo pela matina diz: «hoje ficas até ás 20 a trabalhar!» E pronto, nada a fazer! Isto seria o quê? Isto seria uma ditadura.
Portugal não precisa disto! Precisa de dinamizar a economia, motivar as pessoas para um maior empenhamento, maior garra, respeito por quem trabalha, pois as empresas não são apenas do capital. Sem a participação motivada dos trabalhadores e a valorização do trabalho não vamos lá! Não vamos não…Trabalhar mais? Não, obrigado!
Este é um blog para comunicar com todos os que se preocupam com a promoção da segurança e saúde no trabalho, sindicalismo e relações de trabalho em Portugal , na Europa e no Mundo.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
MAIS MEIA HORA DE TRABALHO: o crepúsculo da concertação social?
O actual Governo, como bom neo-liberal,está-se nas tintas para a concertação social!Vai dando com uma mão(demagogia) e vai retirando com a outra(direitos).Vai reunindo patrões e sindicatos, encanando a perna á râ, como diz o ditado,mas legisla a toda á pressa com medo da troika!Foi o que se passou com a famosa meia hora a mais de trabalho por dia!A UGT e CGTP não aceitam esta pantomina e muito bem!E finalmente o José Seguro também não concorda com tal medida e muito bem, claro está!
Com esta prática bem podemos estar a presenciar o crepúsculo da concertação social em Portugal que, aliás, acontece por toda a Europa!Os governos conservadores, em maioria na UE, e os tecnocratas consideram desnecessária a concertação social!Ainda o não dizem nos discursos mas a gente entende bem qual é a sua opinião real!Ainda falam em diálogo social mas estabelecem a imposição!
Daí que não seja de admirar o crescimento na UE e em todo o mundo de um neo-anarquismo que actualiza a «ação directa» como forma de responder a esta arrogancia do poder político, a este esvaziamento da democracia dos povos!
Perante o caminho que estamos a tomar, onde a precariedade e o desemprego é a regra e os eleitos se descredibilizam, onde o pobre é tratado como um doente,não nos admiremos que cada vez mais cidadãos simpatizem com novas e velhas formas de ação directa e que respondam á violencia do Estado desnaturado com outra violencia!
Não se pense que as artimanhas da policia e as suas técnicas chegarão para apagar os incendios!Quando são muitos os cidadãos que acordam, o poder, por mais arrogante que seja, fica semelhante ao pó levado pelo vento!
Esperemos que estes arrogantes políticos não venham ainda a ter saudades das ordeiras manifestações sindicais!
Com esta prática bem podemos estar a presenciar o crepúsculo da concertação social em Portugal que, aliás, acontece por toda a Europa!Os governos conservadores, em maioria na UE, e os tecnocratas consideram desnecessária a concertação social!Ainda o não dizem nos discursos mas a gente entende bem qual é a sua opinião real!Ainda falam em diálogo social mas estabelecem a imposição!
Daí que não seja de admirar o crescimento na UE e em todo o mundo de um neo-anarquismo que actualiza a «ação directa» como forma de responder a esta arrogancia do poder político, a este esvaziamento da democracia dos povos!
Perante o caminho que estamos a tomar, onde a precariedade e o desemprego é a regra e os eleitos se descredibilizam, onde o pobre é tratado como um doente,não nos admiremos que cada vez mais cidadãos simpatizem com novas e velhas formas de ação directa e que respondam á violencia do Estado desnaturado com outra violencia!
Não se pense que as artimanhas da policia e as suas técnicas chegarão para apagar os incendios!Quando são muitos os cidadãos que acordam, o poder, por mais arrogante que seja, fica semelhante ao pó levado pelo vento!
Esperemos que estes arrogantes políticos não venham ainda a ter saudades das ordeiras manifestações sindicais!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
DIFICULDADES PARA TRABALHAR NUM CALL CENTER!
Um artigo que aborda algumas dificuldades do trabalho em callcenters.É mais um contributo para a reflexão sobre uma actividade que cada vez acupa mais trabalhadores em todo o mundo.Trabalhadores em geral jovens e precários!
..«O mercado mundial de call center arrecadou cerca de 23 bilhões de euros em 1998, com estimativas de 60 bilhões de euros em 2003, empregando cerca de 1,5 milhão de europeus e 5 milhões de pessoas nos Estados Unidos. O número de operadores nesse país pode variar de 2 a 7 milhões, trabalhando em 70 mil estabelecimentos (Marinho-Silva, 2004).
Na Alemanha, são 65 mil trabalhadorese, na Austrália, os números chegam a 60 mil (Toomingaset al., 2002). O call center é um dos negócios em maior desenvolvimento na Suécia, empregando 1,5% da população, contrastando com a cifra de 438 trabalhadores em 1987 (Norman,2005, apud Assunção et al., 2006). No Reino Unido, estima-se que 860 mil pessoas trabalhem nas centrais de atendimentodo Reino Unido (UNISON, 2005, apud Assunção et al., 2006) e outras 45 mil, na Espanha (UGT, 2005 apud Assunção et al., 2006).
A estimativa no caso da Índia é de que emprega 813.500 trabalhadores, à medida que avanços tecnológicos têm permitido a mobilização de centros de atendimento das empresasglobais para países com menores custos operacionais (UNI-ASIA & PACIFIC, 2004, apud Assunção et al., 2006).»
Ver artigo
..«O mercado mundial de call center arrecadou cerca de 23 bilhões de euros em 1998, com estimativas de 60 bilhões de euros em 2003, empregando cerca de 1,5 milhão de europeus e 5 milhões de pessoas nos Estados Unidos. O número de operadores nesse país pode variar de 2 a 7 milhões, trabalhando em 70 mil estabelecimentos (Marinho-Silva, 2004).
Na Alemanha, são 65 mil trabalhadorese, na Austrália, os números chegam a 60 mil (Toomingaset al., 2002). O call center é um dos negócios em maior desenvolvimento na Suécia, empregando 1,5% da população, contrastando com a cifra de 438 trabalhadores em 1987 (Norman,2005, apud Assunção et al., 2006). No Reino Unido, estima-se que 860 mil pessoas trabalhem nas centrais de atendimentodo Reino Unido (UNISON, 2005, apud Assunção et al., 2006) e outras 45 mil, na Espanha (UGT, 2005 apud Assunção et al., 2006).
A estimativa no caso da Índia é de que emprega 813.500 trabalhadores, à medida que avanços tecnológicos têm permitido a mobilização de centros de atendimento das empresasglobais para países com menores custos operacionais (UNI-ASIA & PACIFIC, 2004, apud Assunção et al., 2006).»
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
SINDICALISMO PORTUGUÊS: um congresso para enfrentar a crise!(III)
O próximo congresso da CGTP, a realizar nos finais de Janeiro de 2012, pode ser um congresso histórico!A maioria dos analistas vão centrar-se na saída de Carvalho da Silva bem como sobre a pessoa que o irá substituir!
Serão feitas análises também sobre a relação de forças entre as diferentes correntes e qual delas vai ganhar ou perder.Pessoalmente não considero particularmente relevante estas questões nem vejo que sejam importantes para o presente e futuro dos trabalhadores portugueses.Será importante para alguns sindicalistas da cúpula, a maioria ligados aos dois grandes partidos da esquerda portuguesa.Sempre existiu e continuará a existir uma luta latente pela hegemonia do movimento sindical.O problema está quando esta luta se torna central, mirrando a vitalidade de uma organização.Penso que não é o caso!Espero que não o seja no futuro!
Embora não subestimando este dado penso que será muito mais importante e interessante responder à seguinte questão:Vai a CGTP ser capaz de enfrentar a crise presente e sair dela mais reforçada e como a maior organização dos trabalhadores portugueses?Vai se continuar o seu caminho com destaque para alguns aspectos,nomeadamente:
1º Se o seu novo secretário geral mantiver e alargar a herança de Carvalho da Silva relativamente ao diálogo com a sociedade portuguesa, nomeadamente os partidos políticos, igrejas, movimentos cívicos, novos movimentos sociais e de trabalhadores precários;se valorizar a participação nas instâncias institucionais a par da reivindicação e da proposição autónoma.
2ºSe a CGTP se transformar cada vez mais num grande espaço de debate politico-sindical e de unidade de acção desde os locais de trabalho até á direcção.Um espaço onde sejam aceites com tolerância perspectivas políticas diferentes e plurais, acarinhada e incentivada a militância de base de novos trabalhadores e activistas sindicais.Para este objectivo é muito importante o reforço da formação sindical, cada vez mais aperfeiçoada e rica e que deve criar hábitos de leitura e de estudo, levando os activistas a evitar as receitas e os «chavões».
3ºContinuar e incentivar com responsabilidade a renovação de quadros sindicais, cativando gente mais nova para as direcções sindicais e delegados.Gente que não se perpetue na organização mas que possa regressar ao local de trabalho sempre que possível.A ligação dos activistas e dirigentes aos locais de trabalho é fundamental.Apenas os estritamente necessários devem ficar nas estruturas.
4ºEstudar novas formas de acção sindical adequada aos tempos actuais e ás diferentes categorias profissionais, aos desempregados e aos precários.Rever formas de manifestação e participação, a coreografia, os cenários, o discurso,etc.Todas estas questões podem ser estudadas na formação sindical.
5ºTalvez seja tempo de estudar uma nova forma de reorganização sindical adoptando e potencializando o território de modo a conseguir-se uma melhor participação dos desempregados e trabalhadores precários bem como até de alguns reformados.As uniões distritais não cumprem tais objectivos.Uma organização sindical mais próxima animaria a vida sindical.Não vejo que esta forma de organização sindical seja concorrente dos partidos políticos.
No quadro desta crise de ataque inédito aos direitos dos trabalhadores e aos seus interesses estratégicos a CGTP pode sair mais reforçada, mais forte e mais coesa, ou,pelo contrário uma organização cansada pelos combates, burocrática,ritualista e reduzida a uma organização assente apenas nos militantes que resistiram à tempestade.
Serão feitas análises também sobre a relação de forças entre as diferentes correntes e qual delas vai ganhar ou perder.Pessoalmente não considero particularmente relevante estas questões nem vejo que sejam importantes para o presente e futuro dos trabalhadores portugueses.Será importante para alguns sindicalistas da cúpula, a maioria ligados aos dois grandes partidos da esquerda portuguesa.Sempre existiu e continuará a existir uma luta latente pela hegemonia do movimento sindical.O problema está quando esta luta se torna central, mirrando a vitalidade de uma organização.Penso que não é o caso!Espero que não o seja no futuro!
Embora não subestimando este dado penso que será muito mais importante e interessante responder à seguinte questão:Vai a CGTP ser capaz de enfrentar a crise presente e sair dela mais reforçada e como a maior organização dos trabalhadores portugueses?Vai se continuar o seu caminho com destaque para alguns aspectos,nomeadamente:
1º Se o seu novo secretário geral mantiver e alargar a herança de Carvalho da Silva relativamente ao diálogo com a sociedade portuguesa, nomeadamente os partidos políticos, igrejas, movimentos cívicos, novos movimentos sociais e de trabalhadores precários;se valorizar a participação nas instâncias institucionais a par da reivindicação e da proposição autónoma.
2ºSe a CGTP se transformar cada vez mais num grande espaço de debate politico-sindical e de unidade de acção desde os locais de trabalho até á direcção.Um espaço onde sejam aceites com tolerância perspectivas políticas diferentes e plurais, acarinhada e incentivada a militância de base de novos trabalhadores e activistas sindicais.Para este objectivo é muito importante o reforço da formação sindical, cada vez mais aperfeiçoada e rica e que deve criar hábitos de leitura e de estudo, levando os activistas a evitar as receitas e os «chavões».
3ºContinuar e incentivar com responsabilidade a renovação de quadros sindicais, cativando gente mais nova para as direcções sindicais e delegados.Gente que não se perpetue na organização mas que possa regressar ao local de trabalho sempre que possível.A ligação dos activistas e dirigentes aos locais de trabalho é fundamental.Apenas os estritamente necessários devem ficar nas estruturas.
4ºEstudar novas formas de acção sindical adequada aos tempos actuais e ás diferentes categorias profissionais, aos desempregados e aos precários.Rever formas de manifestação e participação, a coreografia, os cenários, o discurso,etc.Todas estas questões podem ser estudadas na formação sindical.
5ºTalvez seja tempo de estudar uma nova forma de reorganização sindical adoptando e potencializando o território de modo a conseguir-se uma melhor participação dos desempregados e trabalhadores precários bem como até de alguns reformados.As uniões distritais não cumprem tais objectivos.Uma organização sindical mais próxima animaria a vida sindical.Não vejo que esta forma de organização sindical seja concorrente dos partidos políticos.
No quadro desta crise de ataque inédito aos direitos dos trabalhadores e aos seus interesses estratégicos a CGTP pode sair mais reforçada, mais forte e mais coesa, ou,pelo contrário uma organização cansada pelos combates, burocrática,ritualista e reduzida a uma organização assente apenas nos militantes que resistiram à tempestade.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
O MILAGRE DE CAXINAS E A SEGURANÇA DE QUEM TRABALHA!
Salvas as devidas proporções o caso do salvamento dos pescadores de Caxinas tem algumas semelhanças com o caso dos 32 mineiros do Chile enterrados alguns meses no solo.Muita emoção,muita exploração dos meios de comunicação social e a transformação dos mineiros em heróis.Falou-se, no entanto, muito pouco de segurança nas minas.Por isso, tudo continua igual no Chile!
Também estes pescadores tiveram um fim feliz.Falou-se muito de milagres, de emoção e muito pouco de condições de segurança das embarcações e de formação das tripulações.Basta uma breve análise á imprensa dos últimos dias e ficamos com a ideia de uma sobreexploração do factor sorte,do milagre, dos actos mais ou menos heróicos dos pescadores.
De vez em quando, e a terminar uma notícia ou a reportagem, vem uma nota a falar da rádio- baliza , um sistema que emite um sinal de localização em caso de emergência.A «Virgem do Sameiro», o barco que se afundou não tinha este sistema.Pelos vistos o sistema para todas as embarcações custa caro.O Secretário de Estado do Mar, Pinto de Abreu, e segundo o Jornal Público,lembrou que em 2009 o programa «Segurança é viver» previa uma dotação de oito milhões de euros da qual só metade foi assegurada.Essa verba foi usada para aquisição de algum equipamento como a balsa salvavidas do barco que agora se afundou.
Segundo o mesmo jornal um dos sobreviventes teria desabafado que «durante o tempo que estiveram perdidos nada comeram.Era suposto a balsa ter aprovisionamentos.Mas só encontramos água e medicamentos»Ora nem mais.Existe um problema de cultura de sgurança e de formação das tripulações como diria o Director da Mútua dos Pescadores em conferencia de imprensa que lembrou o número anormal de acidentes deste género e falou em falta de qualificação das tripulações.É suposto que antes de qualquer viagem se faça o ponto de situação dos meios de salvamento e segurança através de uma chek-List, ou lista de verificação!
Certtamente que esta questão será salientada no inquérito do acidente.Que sejam tomadas mais medidas de segurança e de formação dos pescadores.Pescadores que falaram muito pouco do acidente, a começar pelo Mestre do Virgem do Sameiro!Com todo o respeito que nos merece a fé destes pescadores e seus familiares não podemos ter uma cultura de segurança se não discernirmos entre o que é fé e o que são medidas de segurança para não perder vidas!
Também estes pescadores tiveram um fim feliz.Falou-se muito de milagres, de emoção e muito pouco de condições de segurança das embarcações e de formação das tripulações.Basta uma breve análise á imprensa dos últimos dias e ficamos com a ideia de uma sobreexploração do factor sorte,do milagre, dos actos mais ou menos heróicos dos pescadores.
De vez em quando, e a terminar uma notícia ou a reportagem, vem uma nota a falar da rádio- baliza , um sistema que emite um sinal de localização em caso de emergência.A «Virgem do Sameiro», o barco que se afundou não tinha este sistema.Pelos vistos o sistema para todas as embarcações custa caro.O Secretário de Estado do Mar, Pinto de Abreu, e segundo o Jornal Público,lembrou que em 2009 o programa «Segurança é viver» previa uma dotação de oito milhões de euros da qual só metade foi assegurada.Essa verba foi usada para aquisição de algum equipamento como a balsa salvavidas do barco que agora se afundou.
Segundo o mesmo jornal um dos sobreviventes teria desabafado que «durante o tempo que estiveram perdidos nada comeram.Era suposto a balsa ter aprovisionamentos.Mas só encontramos água e medicamentos»Ora nem mais.Existe um problema de cultura de sgurança e de formação das tripulações como diria o Director da Mútua dos Pescadores em conferencia de imprensa que lembrou o número anormal de acidentes deste género e falou em falta de qualificação das tripulações.É suposto que antes de qualquer viagem se faça o ponto de situação dos meios de salvamento e segurança através de uma chek-List, ou lista de verificação!
Certtamente que esta questão será salientada no inquérito do acidente.Que sejam tomadas mais medidas de segurança e de formação dos pescadores.Pescadores que falaram muito pouco do acidente, a começar pelo Mestre do Virgem do Sameiro!Com todo o respeito que nos merece a fé destes pescadores e seus familiares não podemos ter uma cultura de segurança se não discernirmos entre o que é fé e o que são medidas de segurança para não perder vidas!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
MULHERES JOVENS SOFREM MAIS VIOLENCIA NO TRABALHO NO SECTOR DA SAÚDE!
Estudo conclui que ocorrem diversas manifestações de violencia no trabalho no sector da saúde, com destaque para o assédio moral e sexual, agressões físicas e psicológicas.
Estes riscos estão frequentemente presentes em instituições de saúde da cidade de Córdova (Espanha) afectando um número significativo de trabalhadores.
As situações de violencia detectados afectam predominantemente as mulheres e em especial as mulheres jovens!
Esta situação é comum a outros sectores da saúde noutros países e tende a agravar-se com o aprofundamento da cise económica e com as medidas de ataque ao Estado Social.
VER ESTUDO
Estes riscos estão frequentemente presentes em instituições de saúde da cidade de Córdova (Espanha) afectando um número significativo de trabalhadores.
As situações de violencia detectados afectam predominantemente as mulheres e em especial as mulheres jovens!
Esta situação é comum a outros sectores da saúde noutros países e tende a agravar-se com o aprofundamento da cise económica e com as medidas de ataque ao Estado Social.
VER ESTUDO
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
A IDEOLOGIA DA AUSTERIDADE!
A austeridade tornou-se uma verdadeira ideologia, isto é, um pensamento (uma visão) legitimador de uma economia e de um modelo de relações sociais. Uma economia subordinada aos «mercados» ou seja ao capital financeiro e especulador que gera dinâmicas de concentração do capital e de desigualdade social inéditas na Europa.
Para se conseguir essa concentração da riqueza nas mãos de alguns aplicam-se políticas de austeridade para a maioria da população, políticas, aliás, já experimentadas pelo FMI noutros locais do globo!
Para que as políticas de austeridade sejam assumidas pelos povos sem grande contestação utilizam-se os «media» apropriados em geral pelos grandes grupos económicos beneficiários destas políticas. De facto, os meios de comunicação social desempenham hoje um papel chave na manipulação do pensamento como, aliás, os investigadores sociais explicam muito bem. Por outro lado reforçam-se os «meios de segurança», não vá o diabo tecê-las!
O medo é outro instrumento da ideologia da austeridade. Dizendo que não existem alternativas á austeridade senão o caos, consegue-se domesticar as pessoas que se disponibilizam para aceitar tudo, nomeadamente a perda de direitos e até cortes drásticos nos seus parcos rendimentos.
Neste momento existem assim duas políticas e duas culturas em confronto: uma que considera que será através da austeridade e de reformas estruturais que nos redimimos do passado e voltaremos a crescer; outra considera que a austeridade pura e dura impede o crescimento económico e aprofunda as desigualdades sociais. É óbvio que a UE rica, em particular a Alemanha, assumiu a primeira política ou seja a da austeridade e das reformas estruturais. É a política do FMI! As reformas estruturais são a constituição de um outro modelo de relações laborais e de Estado que permitam um crescimento económico socialmente mais injusto, beneficiando apenas um pequeno setor da população.
A ideologia da austeridade nórdica ainda tem uma outra componente de cariz racista com raízes geográficas e culturais. O norte protestante e rico considera o sul pobre e católico incapaz de se regenerar e, em geral, preguiçoso! É um elemento ideológico importante na medida em que legitima por um lado e desvirtua por outro as relações comerciais de desigualdade frequentes entre o norte e o sul. Apenas um exemplo, em tempos de avultados subsídios comunitários á agricultura portuguesa, pela década de noventa do seculo passado, compraram-se inúmeras máquinas agrícolas, algumas bem sofisticadas e particularmente caras. Sabem quem as vendeu? A Finlândia, a Suécia etc…Ou seja, o dinheiro do subsídio vinha para o sul mas rumava depois para o Norte!
Frente a uma ideologia da austeridade há que construir uma cultura da sobriedade. O consumismo incentivado pelo mercado é a outra face da austeridade. A sobriedade, porém, é a cultura do desenvolvimento económico sustentado social e ambientalmente. A sobriedade exige auto - controlo individual e coletivo, promovendo a qualidade de vida, a satisfação das necessidades fundamentais de todos, sem hipotecar o presente nem futuro!
O consumismo como ideologia e prática não voltará certamente, pese alguns sectores da população ainda sonharem com o regresso de tal paraíso! Nas mudanças em curso será necessário, porém, promover a cultura da partilha e da cooperação, afirmação de direitos e deveres para todos, sem privilégios e sem castas. Uma cultura da igualdade que combata a caridade institucionalizada que se reforça enquanto se alargam as valas da desigualdade
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