sexta-feira, 18 de maio de 2018

ROBÓTICA E TRABALHO-o futuro hoje!

Estou a ler o livro «Robótica e Trabalho» de António Brandão Moniz recentemente publicado pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento.Como diz o autor a obra pocura abordar o tema da relação entre robótica e trabalho a nível internacional e também em Portugal.
Aborda a automatação e em especial a robótica, os seus impactos sociais , legais e éticos.Alguns aspectos não são fáceis de digerir para quem não estuda estas questões mais a fundo mas apenas vai lendo matéria leve encontrada em jornais e revistas de viagem.
No entanto, por aquilo que já fui lendo estou a gostar e tenho pressa em chegar aos aspectos sociais legais e éticos.Por aquilo que já vi recomendo vivamente este livro a quem acompanha estas questões do futuro hoje com implicações nas organizações de trabalhadores e no trabalho.
António Brandão Moniz é sociólogo especializado em Sociologia do Trabalho e das organizações.Defendeu a sua tese de doutoramento em Sociologia na Universidade Nova de Lisboa em 1992 sobre o tema da mudança tecnológica e organizacional na indústria portuguesa.É professor universitário e investigador em várias universidades portuguesas e estrangeiras.Actualmente é coordenador da Agenda Nacional de Investigação & inovação em «Trabalho, robotização e qualificação do emprego em Portugal».O preço é quase o de uma revista!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

OS SOCIALISTAS PORTUGUESES E OS TRABALHADORES!

O próximo congresso do Partido Socialista não vai ter grande história.António Costa foi eleito
novamente Secretário Geral com 96% dos votos e a sua Moção ao Congresso irá naturalmente ser aprovada.
Ao ler a Moção ao Congresso fiquei com vários sentimentos e remoendo alguns pensamentos que ainda não compartilhei com outras pessoas.É um documento que aborda as principais questões do nosso tempo desde a demografia à sociedade digital e às alterações climáticas.Tudo pensamento actual e optimista.Por outro lado, o mesmo documento aparece-me como um compendio de generalidades, de constações e levantamento de problemas sem medidas ou propostas de soluções concretas mesmo que genéricas.É assim um documento que se faz porque tem que ser e que alguém «esgalhou »porque o Secretário Geral não tem tempo para estas questões.Não há compromissos na Moção para o Congresso.
Neste quadro de ausência de compromissos, que deixa as mãos livres á futura direção do PS,ressalta a ausência de um actor social, económico e políticio fundamental das nossas sociedades-os trabalhadores e suas organizações.Claro que a Moção aborda por diversas vezes o emprego, as relações laborais , a instabilidade laboral as desigualdades.Mas a abordagem é a mesma que faria qualquer outro partido burguês.Fala-se em trabalho, em economia, em combate à pobreza, aos efeitos no trabalho da digitalização, etc.Porém, os trabalhadores enquanto produtores organizados e actores de transformação social não aparecem.O Partido Socialista, que históricamente nasceu , das organizações de classe, mais uma vez tem uma visão e uma abordagem liberal-social da realidade económica e da perspectivação das transformações.
Nas moções alternativas, pelo que li, existe uma ou outra que aborda de forma específica as questões laborais.Mas são moções parcelares e poucas.
Poderão naturalmente argumentar que o Partido Socialista é um partido interclassista.Claro que sim!Mas a sua matriz e a sua composição é um partido dos trabalhadores e popular, incluindo o que modernamente se chama de classes médias como serviços,funcionários, investigadores, professores etc.Todos são actores fundamentais das transformações sociais.
Neste sentido é importante que a abordagem aos problemas sociais e económicos tenham uma perspectiva de que a alavanca principal para ganhar o poder e gizar as transformações são os trabalhadores e que estes merecem políticas de valorização salarial, equilibrio nas relações laborais e de combate ao empobercimento.Assim fica-nos a dúvida:será que o Partido Socialista continua a abdicar de ter uma acoragem forte no mundo do trabalho?

quarta-feira, 9 de maio de 2018

OS SOCIALISTAS VÃO CONTINUAR NO CENTRO DO PODER?

Aproxima-se o Congresso do Partido Socialista!É um momento político importante pois este partido é actualmente a charneira de qualquer poder.O debate sobre a estratégia do PS já tem vindo a ser debatida em alguns jornais, em particular por representantes da corrente mais à direita e mais à esquerda.Uns que nunca aceitaram a «Geringonça», ou apenas a aceitam de forma conjuntural,e outros que a defendem como um instrumento político de governação com potencialidades para o futuro.No meio fica António Costa e seus mais próximos que vão querer várias portas abertas e construir uma alternativa que continue a colocar o PS no centro do poder na próxima legislatura.Não será fácil construir essa estratégia para os próximos anos.O PS só poderá ser o centro do poder  de duas maneiras.A primeira tendo uma maioria absoluta sem necessidade de alianças à esquerda ou à direita e, numa segunda maneira com maioria relativa com alianças à sua esquerda, repetindo uma fórmula como a actual governação ou semelhante.
Uma maioria absoluta do PS parece muito difícil por diversos motivos.Porque a direita e os sectores mais importantes do capital vão fazer uma guerra sem quartel a este governo e em particular a Partido Socialista.O caso Sócrates, os incêndios e a saúde vão ser os grandes cavalos de batalha.O objectivo é fazer crer à população que este governo é incapaz de proteger a população e que está ligado aos corruptos e, portanto, deve ser derrubado.É clara a orquestração da comunicação social neste domínio preparando o terreno para, mais tarde e progressivamente, entrarem em cena Rui Rio e Cristas.A estratégia da direita passará por dizimar o PS e dar uma maioria confortável ao PSD/CDS ou, em alternativa, diminuir o PS e, através de Rui Rio, atrelá-lo ao PSD evitando uma alternativa à esquerda.
Por outro lado, os partidos da esquerda, PCP e BE, também irão lutar para que o PS não tenha uma maioria absoluta porque os tornaria irrelevantes na governação.
Assim ainda pode acontecer uma maioria relativa do PS nas próximas eleições e Costa poderia tentar um novo acordo com o PCP e o BE.Todavia, um novo acordo que desse vida a uma« Geringonça II» será muito difícil de concretizar.Em particular com o PCP que viu  não revertidos aspetos essenciais da revisão da legislação laboral do governo de Passos Coelho e sendo visível neste campo uma aliança sólida do Governo de Costa com o PSD/empresários.Os  militantesvão ser agora mais exigentes com a direção comunista.
Assim o objectivo das esquerdas políticas e sociais será demonstrar que é possível um novo acordo à esquerda que inclua uma substancial valorização salarial e uma melhoria da legislação laboral que reequilibre as relações de trabalho, nomeadamente no capítulo da negociação colectiva, dos bancos de horas, das indemnizações, do valor do trabalho suplementar, por turnos, etc.
Os compromissos do PS no campo do trabalho e do sindicalismo com o mundo empresarial e o PSD são históricos.Daí a criação da UGT e  a natureza das alterações liberalizantes periódicas na legislação laboral.Um acordo será mais fácil com um BE mais liberal no domínio económico e mais interessado nos domínios das transformações culturais e dos direitos das minorias.Iremos ver.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

SINDICALISMO EUROPEU! unidade e diversidade é possível?


Um relatório elaborado por investigadores do Instituto Sindical Europeu mostra-nos a situação dos sindicatos nos diferentes países europeus com as suas semelhanças e muitas diferenças!Os autores mostram-nos como os sindicatos nórdicos, latinos e da Europa central e oriental estão a enfrentar a desfiliação, a sindicalização dos jovens precários, os trabalhadores imigrantes, as privatizações, as lutas transnacionais e as novas tecnologias .É um documento muito interessante que nos mostra que o Movimento Sindical Europeu continua, na sua diversidade, a ser o movimento social mais importante do continente.O documento pode ser lido em inglês e francês.aqui

sexta-feira, 27 de abril de 2018

TRABALHAR MENOS HORAS FOI SEMPRE UMA CAUSA DE MAIO!

É quase consensual a ideia de que não é por trabalhar mais horas que aumenta a produtividade de uma economia.Hoje são vários os autores que escrevem sobre a libertação do trabalho e colocam a questão da possibilidade de se conseguir concretizar o «trabalho para todos».
David Frayne no seu livro em Le Refus du Travail resume-«sofrimento no trabalho e destruição ecológica têm a mesma fonte:uma organização neo taylorista do trabalho focalizada no rendimento financeiro e indiferente aos outros efeitos.Esta máquina de extarir o lucro esmaga o trabalho vivo,aquele que mobiliza o nosso corpo, os nossos sentidos, a nossa  inteligência, criatividade e empatia fazendo de nós, no confronto com o mundo, seres humanos». Este é um debate de grande actualidade.
O aumento do horário de trabalho dos funcionários públicos no consulado de Passos Coelho foi uma medida de propaganda para alemão ver e visando a redução de funcionários.Um trabalhador do Estado deveria fazer o trabalho de dois.Esta medida não resolveu nada e aumentou alguns dos crónicos problemas, nomeadamente nos sectores da saúde e da educação.Nunca como hoje se falou tanto na ruptura de alguns serviços públicos.Mas o que está verdadeiramente em ruptura são as pessoas, os trabalhadores.Aumentou o absentismo por doença física e psicológica, a violência e o assédio moral bem como o desejo prematuro de reforma antecipada.Hoje será difícil encontrar um funcionário que queira trabalhar até aos 70 anos, limite obrigatório para a aposentação no Estado.
Qualquer reforma dita estrutural deve passar pela diminuição do horário de trabalho ,tanto no sector público como privado e social.
Se bem se lembram, na decada de 90 do século XX, a luta pelas 40 horas para o setor privado foi uma das maiores mobilizações sindicais daquela década.No settor têxtil, milhares de mulheres batalharam como nunca pela redução do horário de trabalho!
Passados 132 anos da tragédia de Chicago, que marcou a luta operária pelas oito horas diárias de trabalho, ainda estamos a marcar passo.É tempo de uma redução do tempo de trabalho, numa primeira fase para as sete horas diárias para todos e posteriormente para as seis horas sem redução salarial.
O tempo e a saúde são os bens mais preciosos da vida.Não haverá vida digna sem saúde e sem tempo para descansar e fazer vida pessoal, familiar e social.
A luta pela redução do tempo de trabalho, para além das vantagens económicas numa sociedade tecnológica, é uma das mais importantes marcas de avanço civilizacional.Aqui está um dos grandes desafios para os movimentos sociais, em particular para as organizações de trabalhadores.A CGTP já tem este objectivo nas suas reivindicações.....A redução do horário de trabalho pode perfeitamente ser negociado ao nível da contratação coletiva, nomeadamente incluída nos acordos de empresa.As próprias autarquias poderão fazer acordos com as respectivas organizações sindicais para reduzirem o horário de trabalho.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

NO PRIMEIRO DE MAIO HÁ QUE PENSAR O SINDICALISMO!

Agora que nos aproximamos de mais uma comemoração da Revolução de Abril fundadora do actual regime democrático, e de mais um 1º de Maio, é importante relembrar alguns aspectos da nossa vida democrática.E a questão é a seguinte:que papel teve e tem hoje o Movimento Sindical na sociedade portuguesa?Que problemas enfrentamos?
Antes de mais convém lembrar que o Movimento Sindical Português, em particular a CGTP, teve um papel central na configuração do nosso regime constitucional.Foram as poderosas mobilizações sindicais que forçaram a importantes rupturas com o passado autoritário e fascista, impedindo cosméticas reformas e lançando os alicerces de uma segurança social pública, um serviço nacional de saúde, uma escola democrática e uma economia com forte intervenção do estado e  de participação das organizações de trabalhadores.Neste aspecto a transição portuguesa foi muito mais profunda socialmente que a espanhola.
Nas décadas seguintes e apesar da divisão partidária do Movimento Sindical Português, os sindicatos continuam a ser os principais baluartes na defesa de direitos sociais dos trabalhadores perante a contra ofensiva do capitalismo português.
Hoje , e apesar da solução governativa menos agressiva, temos profundas preocupações no que respeita à ação sindical e ao futuro do sindicalismo.Aqui deixo algumas das minhas preocupações que serão certamente partilhadas por muita gente:

1.Desertificação sindical em muitos locais de trabalho.Não apenas nas pequenas empresas e serviços mas também em grandes empresas com sinais claros tais como trabalhadores que deixam de pagar a quota sindical,outros que abandonam o sindicato, nomeadção/eleição do mesmo delegado sindical durante anos, sem renovação das caras, ausência de reuniões com os trabalhadores,etc.

2.Quase todos estes aspetos também se verificam nos serviços públicos onde efectivamente a ação sindical está mais protegida porque existe mais segurança do vículo laboral.

3.Diminuição do número de trabalhadores nas mobilizações sindicais.Muitos trabalhadores não acreditam na eficácia das lutas.Os dirigentes e delegados são o grosso das «tropas» em algumas mobilizações.

4.Diminuição do número de trabalhadores que aderem às convocações de greves.

5.Baixa participação em algumas assembleias de delegados sindicais.

6.Fraco apoio sindical à criação de outras formas de organização de trabalhadores como comissões de segurança e saúde no trabalho, eleição de representantes dos trabalhadores para a segurança e saúde e comissões de SST.

7.Criação de estruturas sindicais cada vez mais centralizadas e pesadas ao nível federativo e ausência de vida sindical nas uniões regionais.problemas financeiros de algumas organizações.

8.Insatisfação de alguns setores profissionais com os seus sindicatos tradicionais.Criação de pequenos sindicatos mais vocacionados para a resolução dos seus problemas.

9.Proliferação de organizações sindicais em alguns sectores profissionais onde o caso dos polícias é um exemplo extremo e preocupante.

10.Insuficiente renovação de quadros sindicais em particular nas federações e alguns sindicatos.

11.Insuficiente relação do Movimento sindical com o mundo académico e com outros movimentos sociais.

12.A formação sindical ocupa um lugar periférico nas prioridades sindicais e dos dirigentes.

13.A informação continua ainda num quadro mental do passado ligada à propaganda.Insuficente atenção à internet.

14.A dificuldade que o Movimento Sindical teve e tem em gerir o seu patrimómio , nomeadamente centros de férias e outros serviços importantes para os associados.

15. Insuficiente participação das correntes minoritárias históricas,( BASE-FUT/católicos, socialistas e oriundos do BE) nomeadamente na CGTP, e democrata cristaõs do CDS na UGT),sendo assim mais evidente o peso excessivo da corrente comunista na reflexão e no discurso sindical na primeira central e a dos PSD,s na UGT.

E não me alongo mais para não contruir um inventário que, por ser longo, tem pouca utilidade.O Movimento Sindical Português, em prticular a sua vertente mais dinâmica precisa de «arejar» de promover uma grande renovação.Uma renovação que passe por novos métodos de trabalho e debate, sem medo de errar ou sair  da linha oficial, de dizer coisas novas, tornando-se assim mais atractiva para a juventude trabalhadora, hoje mais escolarizada e ligada às novas tecnologias.Não defendo aqui o «sindicalismo online» mas há muito a fazer neste e noutros domínios.
Uma democracia sem sindicatos fortes e reivindicativos é uma democracia do «faz de conta».É sim uma partidocracia, uma governação de uma elite política , sujeita á lei das empresas, a lei do mais forte!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

OS PADRES DOMINICANOS E A LUTA PELA LIBERDADE!

A Ordem dos padres dominicanos vai fazer oito séculos este ano.Também é conhecida por Ordem dos
Pregadores e dos Mendicantes!O seu fundador, S. Domingos de Gusmão, de origem espanhola, reconheceu que a Igreja não estava a enfrentar os novos desafios do mundo em profunda transformação.O grosso do clero estava encostado ao feudalismo e à suas benesses.As correntes de reflexão divergentes da ortodoxia, denominadas heresias (cátaros, albigenses,etc.)que queriam uma Igreja mais pura faziam mossa no grande navio do Vaticano e nos poderes estabelecidos.
Domingos e seus amigos, tal como Francisco de Assis começaram a fazer críticas duras a uma Igreja acomodada e de mão dada com os poderosos.Apareciam aos olhos do povo como uma espiritualidade alternativa , embora radical.Em geral eram irmãos itinerantes do clero e leigos que para comer iam pedindo aos cristãos que encontravam e iam pregando o evangelho.Uma estratégia diferente, mais astuta,daquela seguida pelos herejes que acabavam no fio da espada!Nada queriam de propriedade e viviam e pregavam em pequenos grupos indo ao encontro dos desejos da nova classe de artesãos e pequenos burgueses que se queriam libertar das correias feudais.
É verdade que mais tarde os seguidores de Domingos e Francisco, após largos debates e divergências perante a crua realidade acabaram por se instalar nas grandes urbes e aceder aos grandes centros de ensino teológico e filosófico.Adquiriram propriedade coletictiva ,com conventos e universidades,tornaran-se muitos deles conselheiros de novos poderes e até, no caso dos Dominicanos, líderes da mais execrável instituição da História da Igreja Católica, a Inquisição.Inquisição que em Espanha foi criada precisamente por um célebre Dominicano e torturador o inquisidor Tomás de Torquemada (século XV).Porém , a Inquisição também matou Dominicanos célebres como Girolamo Savonarala (séculoXV) um profeta que queria transformar Florença numa nova Jerusalém e criar um novo mundo!E não podemos claro escquecer S. Tomás de Aquino que criou, inclusive, uma das mais importantes correntes teológicas-o Tomismo-fazendo uma inédita sintese entre a tradição dos Padres da Igreja  e a filosofia de Aristóteles!
E aqui chegamos a um aspeto interessante desta Ordem Dominicana.Sempre teve duas correntes no seu seio ,também constatáveis históricamente em Portugal , em particular no século XX após o seu regresso na década de cinquenta.Basta lembrar-nos que foi um Dominicano, o Padre Joaquim de Faria, que veio a público defender o Bispo do Porto, D. António, quando todos os conservadores e fascistas o atacaram privada e públicamente!Polemizou  e desfez todas as teses reacionárias do fascista Manuel Anselmo que considerava o D. António um «cripto-comunista» por defender teses de liberdade contra o corporativismo autoritário, de controlo e opressão dos trabalhadores e de partido único.Podemos ver esta questão no trabalho de João Miguel de Almeida no seu  estudo «A Oposição Católica ao Estado Novo 1958-1974).
Mas podemos ver também a ação de outros Dominicanos conhecidos que trabalharam pela liberdade do nosso País , animaram os grupos de cristãos contra a ditadura e a Guerra Colonial, defenderam os presos políticos  e suas famílias, e legitimaram a Revolução do 25 de Abril perante muitos católicos apreensivos!Estou a falar de um bom punhado de Dominicanos com destaque para o Frei Bento Domingues, um dos poucos teólogos portugueses e colunista do Público,o seu irmão Frei Bernardo, Frei João Domingos,  Frei Luis França, infelizmente já falecidos,Frei Raimundo, também já falecido, Frei Matias, Frei José Nunes, este de uma geração mais nova, e outros que deixaram a Ordem mas que continuaram o trabalho cívico como leigos.Isto para não falar da sua importância na consciencializção de milhares de católicos e religiosos/as e leigos/as já no domínio da Teologia com a criação do ISTA  e ISET instituições do ensino da telogia e da Bíblia.Os Dominicanos foram efectivamente uma das componentes mais sólidas da oposição católica à ditadura e de luta pela liberdade em Portugal.Creio que é tempo de se fazer justiça e fazer um trabalho de investigação sobre esta questão.