terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

REVELAÇÕES CURIOSAS: Inquérito europeu às empresas!


Eurofound -Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho efectuou em 2009 um inquérito ás empresas europeias.A flexibilidade do tempo de trabalho é a forma de flexibilidade mais generalizada nas empresas europeias!Segundo o Inquérito o diálogo solcial até nem vai mal de todo!Será que nas respostas ao inquérito vem ao de cima a "bondade" nas relações de trabalho?

Dois terços ,67% das empresas da UE, oferecem emprego a tempo parcial.Veja outros dados interessantes sobre as empresas , a participação dos trabalhadores ,as remunerações e outros temas.

segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

MULHERES SÃO PENALIZADAS!


Os casos de discriminação no emprego continuam a crescer em Portugal. É pelo menos isso que demonstram os últimos dados da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), sobretudo contra as mulheres: as inspecções e queixas por discriminação laboral feminina duplicaram em 2009, em relação ao ano anterior.

A maioria das situações estão relacionadas com penalizações das mulheres em licença de maternidade ou no período de amamentação. Mas também com a discriminação salarial relativamente a pessoas na mesma categoria profissional e com oportunidades de ascensão na carreira, explicou ao DN o inspectorgeral do Trabalho, Paulo Morgado de Carvalho. Situações que devem agravar-se com a crise económica.

Só em 2009, a ACT realizou 4859 inspecções por suspeitas de discriminação em várias instituições e empresas, contra as 4804 desenvolvidas no ano anterior. Destas, 280 tiveram como alvo situações de tratamento diferenciado por género, mais do dobro do que no ano anterior (139).Estas inspecções tiveram por base denúncias de sindicatos e da Comissão para a Igualdade no Trabalho (CITE), ou eram já do conhecimento da ACT devido a averiguações anteriores, já que há entidades que praticam habitualmente situações de discriminação.

Com base em queixas apresentadas pelas eventuais vítimas ou pelos seus sindicatos, a ACT fez 810 acções inspectivas. Destas, 65 resultaram de queixas por discriminação de mulheres no trabalho. Em 2008, tinham sido apenas 25 inspecções (ver infografia). Das inspecções desenvolvidas pela ACT no último ano resultaram 109 autos de notícia. As multas aplicadas às entidades em que ficou provada a prática de actos discriminatórios oscilaram entre 213 882 euros e os 613 455 euros. Valores que têm vindo a crescer nos últimos anos.

Em 2007, as multas oscilavam entre os 138 mil euros e os 234 mil.Para o inspector-geral, Paulo Morgado de Carvalho, o aumento do número de inspecções e queixas pode não corresponder na totalidade a um crescimento de casos de discriminação no trabalho. "Houve um reforço das atenções para o problema, por parte das entidades competentes e uma maior informação das pessoas sobre os seus direitos", disse ao DN. E isso conduz a mais denúncias e queixas. Mas o responsável não exclui a possibilidade de a discriminação laborai também ter aumentado. O que garante é que na ACT tem estado a ser dada maior relevância ao combate a estas situações. As desigualdades de tratamento por raça, nacionalidade e sexo são as mais comuns no mundo laborai, diz o responsável.

Mas também há entidades que violam o dever de publicar anúncios de emprego, que praticam salários diferentes para pessoas com a mesma categoria profissional e formação, ou que promovem uns funcionários na carreira deixando outros para trás.Já as queixas das mulheres dizem sobretudo respeito a desigualdades na ascensão da carreira, ou a penalizações no emprego por estarem de licença de maternidade ou por gravidez. Muito raras são as queixas por assédio sexual ou moral.(notícia do dia)

sábado, 6 de Fevereiro de 2010

FUNÇÃO PÚBLICA :O GRANDE DESAFIO!

A situação dos trabalhadores da Função Pública está complicada!Em tempos de crise são os primeiros a pagarem as favas!Durante anos os funcionários públicos aparecem como trabalhadores especiais. Vínculo seguro, sem grande pressão no trabalho (até dava para alguns tirarem um curso) e salários não muito altos, mas sempre pagos a horas!Qual a família que não gostava de um emprego público para um familiar, principalmente nas finanças?

Os tempos mudaram, entretanto, os serviços não respondem às exigências sociais, a partidarização mexeu com a estrutura dirigente,as mudanças tecnológicas introduzidas nem sempre respondiam a necessidades, mas a interesses pessoais, a formação nem sempre era adequada e contrata-se à hora, a termo, ou a prestação de serviços!Os serviços baixaram de qualidade e alguns são privatizados, os cidadãos queixam-se de que são mal servidos e começa a culpabilização dos funcionários públicos!
As reformas apregoadas por todos aparecem como as grandes soluções.Passado algum tempo as reformas introduzidas apenas tornam os serviços menos capazes de servir o cidadão e o que reina é a desorganização e a desmotivação!
Critérios economicistas fundamentam a nova estrutura de carreiras e de promoções!Os funcionários sentem-se isolados, inteiramente nas maõs dos chefes e, os mais novos ,longe de qualquer compensação e no início de uma longa carreira.A desmotivação dos mais velhos é notória , basta ver o número dos que querem ir para a aposentação!

Os outros trabalhadores continuam a pensar que os funcionários públicos são privilegiados!No próprio movimento sindical e na oposição de esquerda não se leva a sério a situação!Há uma grande infelicidade e desmotivação profissional na Função Pública! Acordem!Os dirigentes sindicais (UGT e CGTP) preparem um novo caminho de unidade, convergência, o que lhe queiram chamar, mas passem para uma nova etapa para que a mobilização dos trabalhadores possa dar um salto qualitativo! Não nos podemos contentar com 40 ou 50 mil trabalhadores na rua!Há um grande trabalho pela frente para se dignificar o trabalhador e o serviço público!A responsabilidade é de todos !Os dirigentes sindicais devem assumir a sua autonomia estratégica para que o movimento sindical seja um actor de corpo inteiro na cena política!

quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

SUICÍDIO NO TRABALHO-Que fazer?

No sábado passado o jornal Público publicou uma longa entrevista de Christophe Desjours, investigador francês, sobre o suicídio no trabalho, tema do seu mais recente livro que, julgo, ainda não está traduzido em português.Apresenta-se aqui a resenha sobre este novo livro apresentada na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional .
É uma reflexão que vem na linha de outra obra do mesmo autor sobre o sofrimento em França que liga o mal estar generalizado no mundo do trabalho às recentes modalidades de organização do trabalho com início nas décadas de oitenta e no quadro neo-liberal.Ver

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

INIMIGO DA DITADURA!

No passado Domingo , dia 31 de Janeiro, morreu Manuel Serra um dos portugueses que mais vezes procurou derrubar a ditadura fascista!Oriundo das escolas da JOC e militante socialista, Manuel Serra foi um incansável lutador pela liberdade.
Serra era uma personagem fascinante e que marcou gerações de resistentes ,em particular de jovens trabalhadores católicos, que pouco a pouco se foram radicalizando na luta pelo derrube do regime.Em seu nome, como de outros tantos, vamos continuar a luta pela emancipação e liberdade!Esta não é uma conquista adquirida para sempre!

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

A RETÓRICA SOBRE A POBREZA!

Estamos em 2010-O Ano Europeu sobre a pobreza!Começaram os discursos mal intencionados sobre o "flagelo", bem como os colóquios, seminários sobre tão importante tema!Todas as instituições que se prezem irão falar do assunto desde a União Europeia até ao Governo, igrejas, partidos etc.
Existem, inclusive, sites para darmos a nossa opinião sobre tão magno problema!Aí, os que têm internet, podemos dar opinião, vociferar, criticar, dizer mal do Governo.De forma verdadeiramente despudorada existem até sites do Estado onde solicitam, sim, solicitam que as pessoas partilhem experiencias de pobreza!Como tal experiência seja comparável á que se teve numa ida à Patagónia,a Chicago ou outra interessante aventura!

É impressionante como ao mesmo tempo que se produz toda esta cínica retórica se decide sem negociação que os funcionários públicos não são aumentados, sim, mesmo aquela grande percentagem que não chega aos 600 euros, ficando muitos pelos quinhentos e tal!

Enquanto foi preciso um murro na mesa paara que se aceitasse o último aumento miserável do salário mínimo, dado que alguns já estavam a ver uma crise nas empresas com tamanho aumento que não chegava a 1 euro por dia!

E agora no sector privado a maioria dos patrões vão dizer que não havendo aumentos no Estado também não podem ter lugar no sector privado!

E então, os estudos não nos dizem que uma grande parte da nossa pobreza está relacionada com os salários baixos?

A este propósito a LOC/MTC (Trabalhadores Católicos) realiza estes dias, em Guimarães, um Seminário Internacional sobre esta questão, ou seja sobre a pobreza de muitos trabalhadores portugueses!Uma boa iniciativa para pôr o dedo na ferida e falar para dentro da Igreja Católica muito sensível ao apoio de emergência (ainda bem) mas pouco sensível às reivindicações dos trabalhadores e á distribuição efectiva da riqueza!

Vamos continuar com esta retórica?A pobreza está bem estudada!São necessárias medidas políticas de distribuição da riqueza.

terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

VILOLÊNCIA PSICOLÓGICA NA FUNÇÃO PÚBLICA

Estudo na realidade brasileira mas ajuda a compreender a nossa!

"O objetivo central do presente estudo é realizar uma reflexão sobre as mudanças ocorridas no sector público e a violência psicológica no trabalho. Serviram como subsídio teórico para esta reflexão alguns dos estudos desenvolvidos por integrantes do ECoS/UnB (Núcleo de Estudos em Ergonomia da Atividade,Cognição e Saúde), bem como outros estudos realizados em organizações públicas – específicos ou não – de violência no trabalho.

Por meio desta reflexão, foi possível constatar a necessidade de ampliação do conceito de violência e de investigação criteriosa quando da adoção de mudanças neste contexto produtivo.Palavras-chave: violência no trabalho, violência psicológica"(resumo)Ver artigo