segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

DEPRESSÃO E ANSIEDADE NO TOPO DAS CONSULTAS!

Dados recentes mostram que a depressão e ansidedade estão no topo das consultas dos trabalhadores franceses!Para os médicos do trabalho a actividade profissional está em causa em 80% dos casos!
Finança, imobiliário, comércio, transportes, comunicações, saúde e educação são os sectores com maior número de consultas .

Para obter estes dados uma agência de segurança e ambiente (AFSSET) coordenou uma rede de peritos de medicina constituída por 32 centros de patologia profissional.Mais de 100.000 consultas foram registadas nesta base.
É fundamental que a saúde no trabalho seja repensada e que os riscos psico-sociais sejam colocados na agenda política e social a nível europeu e a nível de portugal!

quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

PACTO PARA O EMPREGO?


A ideia do PS, e agora do actual Governo, inspirou-se no Pacto para o Emprego da OIT.Será necessário conter a onda mundial de desemprego avassalador e da destruição de postos de trabalho.Como?Através de um conjunto de medidas aceites pelos Parceiros Sociais.A ideia terá alguma hipótese de passar para além do marketing político?No caso concreto português não vejo como, para falar com sinceridade!
Por um lado os Parceiros (sindicatos e patrões) não valorizam do mesmo modo a questão do emprego e, por outro, o Governo tem pouca margem de manobra, principalmente quando não quer, ou não pode, ser o grande empregador!
A manutenção e crescimento do emprego depende muito mais do investimento público e privado do que das boas intenções dos parceiros e do governo.Ora, sabemos bem que, nos próximos tempos, não vamos ter investimento público nem privado!Não teremos investimento público significativo porque há pouco dinheiro e a dívida é grande!E Bruxelas e o FMI já avisaram, claro!Não vamos ter investimento privado porque os investidores,os detentores do capital preferem coloca-lo nos off-shores do que estar a ter dores de cabeça para criar emprego!Veja-se ainda na semana passada a notícia de que estariam a sair do país mais de 16 mil milhões de euros para o estrangeiro.
Enquanto o capital circular livremente, nomeadamente para paraísos fiscais , a boas taxas e sem regulação eficaz não poderemos resolver muitos dos problemas.
Perante este quadro valerá a pena passar o tempo a debater um Pacto sem pernas para andar, pouco desejado pelos patrões e olhado com cepticismo pelos sindicatos?
A Ministra do Trabalho, por muita boa vontade que tenha e grande perícia no diálogo social ,não poderá fazer milagres!Como sindicalista que foi sabe bem que a condicionar o diálogo está sempre a relação de forças....e esta está muito desequilibrada a desfavor dos trabalhadores e do emprego!
Mais importante seria relançar o debate sobre a sustentaibilidade finaceira da segurança social para garantir que com trabalho ou sem trabalho todos temos direito a uma vida digna!Hoje há empresas que dispensam trabalhadores e ao fazer tal coisa até se valorizam na bolsa!!É assim o sistema...a pessoa é mais um factor de produção!

segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

PARA UMA NOVA CULTURA DA SAÚDE NO TRABALHO!


Para o debate sobre saúde e trabalho no sistema económico capitalista.

Este artigo propõe-se a discutir o cenário contemporâneo das relações entre saúde e trabalho, apontando alguns elementos que possam contribuir para o debate sobre o tema, na perspectiva de alcançar uma nova cultura em segurançae saúde no trabalho.

Evidencia-se que a predominância do viés prevencionista nesta área, que se consolidou ao longo dos anos, é resultado de um modelo hegemônico centrado no biológico e no indivíduo. A construção de práticas voltadas para a atenção à saúde do trabalhador exige uma abordagem interdisciplinar e passa pela apreensão de novos referenciais em saúde e trabalho,compreendendo-os como um processo dinâmico e social.

"A perspectiva aqui referida deve ser pensada com base na premissa de que a saúde do trabalhador sofre forte impacto do capitalismo contemporâneo, em que a produtividade, a competitividade e a flexibilidadese sobrepõem aos aspectos humanose sociais. Portanto, é preciso extrapolar os “muros” da empresa e construir estratégias que articulem a participaçãoe o envolvimento de diferentes instâncias tripartites, compostas por trabalhadores,empresários e governo, para gerar um desenvolvimentonão apenas sustentável,mas socialmente capaz de enfrentar as conseqüências do actual modelo econômico..."(do artigo)Revista Brasileira de saúde ocupacional

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

WEBSITE DEDICADO À DECLARAÇÃO DE SEUL!


Foi recentemente apresentado em Dusseldorf ,Alemanha, um novo website dedicado à Declaração de Seul sobre a Segurança e a Saúde no Trabalho.
Este novo site, consagrado à Declaração, é da responsabilidade conjunta do BIT (Programa Safework) da Associação Internacional da Segurança Social (AISS) e da Agência Coreana para a Segurança e Saúde no Trabalho (KOSHA).
A Declaração de Seul sobre a segurança e a saúde no trabalho foi adoptada a 29 de Junho de 2008 por cinquenta dirigentes de alto nível das quatro partes do mundo por ocasião do XVIIIº Congresso Mundial sobre segurança e saúde no trabalho.
http://www.seouldeclaration.org/

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

AS CONTRADIÇÕES DA COMISSÃO EUROPEIA!


A Comissão Europeia adoptou no passado mês de Outubro um plano de acção que visa reduzir as obrigações de informação das empresas.Este plano integra a campanha "Melhor Regulamentação" e cobre 13 áreas diferentes.Promete uma redução dos custos para as empresas na ordem de vários milhões....

Neste plano também estão algumas directivas sobre a segurança e saúde dos trabalhadores com a inclusão de propostas que pretendem reduzir aos mínimos as obrigações das pequenas empresas neste domínio, nomeadamente a obrigação de uma avaliação de riscos.

Curiosa esta posição quando uma entidade europeia como a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho acaba de encerrar uma campanha de dois anos precisamente para demonstrar a importancia da avaliação de riscos nas empresas.Campanha financiada pela Comissão Europeia!!Dá para entender?Dá!Ver mais...

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

CONFLITOS NAS EMPRESAS PORTUGUESAS!

Nas empresas portuguesas, quase tudo parece ser fonte de conflito, a começar pelo confronto ou incompatibilidade de personalidade (58%), má gestão de topo (52%), "stress" (46%), incorrecta definição de responsabilidades (44%) e indefinição correcta de funções (41%).

Estes são resultados de um inquérito realizado junto de mil trabalhadores portugueses de vários sectores e hierarquias pelas consultoras Netsonda e Convirgente.

As conclusões em Portugal foram comparadas com o estudo internacional: "Fight, flight or face it?" da OPP - psychology at work, que analisou nove países: Reino Unido, Bélgica, França, Dinamarca, Alemanha, Irlanda, Holanda, Estados Unidos e Brasil.

A má definição de funções e responsabilidades tem, em Portugal, um peso três vezes maior, como causa de conflito, que nos restantes países.Entre outras fontes de querelas, os trabalhadores portugueses apontam: excesso de trabalho para recursos humanos escassos (41%), escassa honestidade e frontalidade (38%), gestão medíocre do desempenho individual ou colectivo (25%) e má gestão intermédia (25%).Segue-se, como causa de conflitos laborais, a existência de assuntos tabu (22%), comportamentos discriminatórios (22%), incorrecta selecção de equipas (21%) e importância das aparências na avaliação do desempenho (21%).

Quanto aos impactos emocionais, a desmotivação é apontada pela maioria dos trabalhadores portugueses (70%). Segue-se a irritação / frustração (66%) e "stress" (54%). As estratégias de evasão são populares (mais de 62% dos respondentes). Outros evitam um colega (45%) ou afastam-se da actividade da empresa (20%).(notícia do dia)

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

METADE DOS DESEMPREGADOS NÃO RECEBEM SUBSÍDIO!

O desemprego oficial está nos 9,8%, adiantou esta semana o INE, mas se a estes 548 mil portugueses se juntarem aqueles que não procuraram trabalho no mês em que foi feito o inquérito ou os que tiveram pequenos biscates, então o desemprego real chega aos 12,3%. Ou seja, no fim do terceiro trimestre deste ano, 697 mil lusos não estavam a trabalhar, alerta Eugénio Rosa.
Segundo contas do economista, como apenas 351 mil desempregados estavam a receber subsídio de desemprego no fim de Setembro, entre 197 mil e 346 mil lusos sem trabalho não tinham qualquer apoio da Segurança Social.(notícia do dia)