As grandes empresas, de carácter global, estão refinando a sua estratégia para dominar o poder político e minar os sistemas democráticos, os direitos humanos e os direitos sindicais. À frente
destas multinacionais estão pessoas (investidores) bilionárias que acumulam fortunas incomensuráveis que são uma ofensa aos trabalhadores.
A Confederação Sindical Internacional publica desde 2024 uma
edição denominada «Empresas que minam a democracia» onde denuncia, com dados
objetivos estas grandes empresas que atacam os direitos dos trabalhadores e a
democracia.
Disseminação de comportamentos antidemocráticos
No seu Relatório deste ano afirma-se«a edição
de 2024, a edição inaugural de Empresas que
minam a democracia, ficou demonstrada a disseminação de
comportamentos antidemocráticos em todo o mundo empresarial. Entre os
envolvidos encontram-se investidores institucionais (Vanguard), empresas de capital privado (Blackstone), grandes empresas tecnológicas (Meta, Amazon), fabricantes de automóveis (Tesla) e gigantes da indústria pesada (Exxon, Glencore). É cada vez mais frequente as empresas e os
multimilionários que as apoiam deslocarem-se de um espaço para outro,
utilizando as suas empresas para introduzir nos mecanismos da democracia uma
visão pessoal que deixa pouco espaço aos trabalhadores e aos cidadãos….
A edição
de 2025 centrou-se na ameaça crescente que determinados
atores, já estabelecidos ou emergentes, representam para a democracia, num
contexto de rápida militarização da economia mundial. Destacou, em particular,
aqueles que combinam um novo e letal poder tecnológico com fervor ideológico (Amazon, Anduril, Meta, Palantir, SpaceX), bem como aqueles que estão a beneficiar de uma
nova corrida ao armamento nuclear (Northrop
Grumman, Vanguard).
Agora apropriam-se
diretamente do poder
Este ano está a verificar-se uma mudança de alcance muito mais
significativo. Estas empresas já não parecem contentar-se em exercer uma
influência indevida sobre as instituições democráticas ou em enfraquecê-las a
partir do exterior. Aspiram agora a apropriar-se diretamente do poder político
e, em alguns casos, do próprio poder governamental.
Para ilustrar esta realidade, a lista de 2026 inclui novamente três
empresas cuja procura de poder ilimitado se intensificou e
expandiu ao longo dos últimos doze meses: Amazon, Palantir e Tesla.
A lista inclui também três novas empresas cuja oposição à
democracia no local de trabalho e cuja interferência na democracia em geral
exigem especial atenção, tanto por parte dos responsáveis políticos como dos
ativistas: Apollo, Grupo Bolloré e Open AI.»
Ora o que podemos concluir desta realidade? Que
estes empresários bilionários querem um mundo sem democracia e sem sindicatos. O
caso americano é o mais evidente de todos! O desafio está lançado a todos nós,
trabalhadores sindicalistas e cidadãos, não restando outra atitude que reforçarmos
as nossas organizações, melhorarmos a nossa unidade sindical e articulação com
todos os movimentos sociais e resistentes.
Claramente estas empresas e o mundo dos
negócios em geral não pretende um novo «pacto social» como ainda consideram os
sindicatos europeus ser possível! Eles querem configurar um mundo controlado
por um sistema tecnológico de natureza autocrática, sem crítica sem oposição e
sem resistência! Um mundo sem qualquer partilha do poder e das riquezas. Um
mundo injusto e tenebroso!

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