domingo, 27 de novembro de 2016

PREVENIR ACIDENTES DE TRABALH0 C0M MÁQUINAS!

ACT publicou recentemente o relatório final sobre a Campanha de Prevenção dos Riscos Profissionais em
Máquinas e Equipamentos.Foi uma iniciativa que envolveu as mais importantes entidades ligadas ao mundo do trabalho que conseguiram dinamizar um conjunto assinalável de atividades informativas e de divulgação.A ação inspetiva foi  complementar e numa óptica pedagógica.Na sua concepção a Campanha teve pouco em conta a importância da organização do trabalho, nomeadamente os ritmos de trabalho, bem como a componente psico-social, nos acidentes com máquinas e equipamentos.Prevaleceu em demasia a visão «engenharista» dos problemas, uma visão tradicional da relação homem máquina,sem contextualização da economia de exploração a que os trabalhadores estão sujeitos!
Esta campanha foi desenvolvida conjuntamente com a inspeção de trabalho espanhola (ITSS), tendo sido realizadas 30 visitas inspetivas conjuntas, quer em Portugal quer em Espanha, envolvendo 14 inspetores de trabalho. Estas visitas abrangeram um total de 621 trabalhadores das 18 empresas visitadas, tendo sido elaboradas 37 notificações para tomada de medidas. RELAT0RI0

terça-feira, 22 de novembro de 2016

0S JOVENS E O SINDICALISM0!

Num recente seminário internacional sobre o desemprego juvenil os participantes interrogavam-se sobre as
razões da ausência dos jovens na vida sindical.Presente estava inclusive um dirigente jovem da CES-Confederação Europeia de Sindicatos e vários jovens da Plataforma Jovem do Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores- EZA.
Não é fácil responder a esta questão!Mas creio que os sindicalistas continuam a não dar a necessária importância a esta matéria.Creio que alguns olham paternalmente para os jovens e esperam que estes os copiem nos ideais e nas formas de trabalhar.É uma tentação fácil!Esquecem que as novas gerações são muito mais habilitadas e autónomas, não gostam das formas hierárquicas e burocráticas de trabalho e preferem redes simples de trabalho, sem grandes responsabilidades que impliquem empenhamentos para a vida!Em geral não gostam do profissionalismo e partidarização  sindical.Com exceção, claro, dos jovens que querem fazer carreira partidária.
Por outro lado, as escolas e os «media» enaltecem o empreedorismo e o voluntariado e  esquecem ou hostilizam o sindicalismo!Em quantas escolas se fala de sindicalismo?E quando se fala o que é que se diz?Inclusive nas escolas profissionais fala-se de sindicalismo com naturalidade?Não!
0ra esta realidade, particularmente aguda em Portugal, não favorece o envolvimento de mais jovens no sindicalismo, nomeadamente no local de trabalho!Claro que temos o aumento da precariedade que afeta muito especialmente os jovens trabalhadores!Esta realidade não ajuda!Mas, o mais grave é a  existência de uma cultura anti sindical, uma cultura individualista e não solidária!
Como explicação não podemos também ignorar que a emergência do sindicalismo livre em Portugal surgiu com uma Revolução e foi um dos seus principais motores! 0 sindicalismo foi essencial para as transformações sociais e económicas do Portugal de Abril!Esse foi o seu adn e, como tal, imperdoável para as classes patronais e dominantes.Mas é com estes constrangimentos que temos que trabalhar, apoiando e abrindo espaços para que os jovens se organizem e tomem nas suas mãos as suas organizações!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

EDUCAÇÃ0 EM SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO!

A Fundacentro , organização estatal brasileira de promoção da segurança e saúde no trabalho, editou recentemente uma publicação de apoio à construção de materiais impressos para a educação em segurança e saúde no trabalho.De leitura fácil e rápida pode ser um documento inspirador para o trabalho de professores e técnicos de SST.Ver resumo abaixo e a brochura.

  Resumo:«Esta publicação constitui-se num roteiro básico para subsidiar os profissionais da Fundacentro na elaboração de materiais impressos com fins educativos (livretos, fascículos, caderno de estudos etc.) no que diz respeito à produção do texto, das ilustrações e das atividades de aprendizagem, de modo que estes favoreçam a reflexão e a construção/reconstrução do conhecimento pelos seus leitores acerca da temática abordada, predispondo-os para a ação. Trata, também, de questões gerenciais relativas à produção dos referidos materiais.»

Ver aqui

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

0 MEDO NO TRABALHO!

Recentemente pediram-me para animar uma sessão sobre como vencer os medos no trabalho!Comecei por inventariar os medos que enfrentamos nos dias de hoje, desde os medos de uma catástrofe climatérica até ao medo da guerra, terrorismo, doença ou velhice!Mas os medos que muitos enfrentam nos locais de trabalho quais seriam?
 0 medo de não ser competente, de não estar â altura dos desafios, medo dos colegas e da competição tão acérrima nos dias de hoje, do chefe ou do patrão autoritário, de não ganhar o suficiente para as necessidades da família e, muito importante, medo de ser despedido!Este último é o maior medo do trabalhador assalariado!
Hoje o medo faz parte da gestão em muitas empresas!É a estratégia do medo e da sua utilização para domesticar e destruir os coletivos de trabalhadores e a suas eventuais resistências!É esse mesmo medo de ser despedido ou colocado na lista negra que torna difícil a organização sindical dos trabalhadores e que se escolha ser delegado sindical ou membro da comissão de trabalhadores! 0 medo crónico cria doença nos trabalhadores, absentismo, menor produtividade!Uma empresa onde impera o medo e o autoritarismo é uma empresa doente!
Mas para se vencer o medo o melhor remédio é precisamente reorganizar os coletivos de trabalhadores, organizar a resistência, eleger um delegado e fazer a ligação aos respetivos sindicatos!Evitar a pulverização sindical é fundamental.Caso existam vários sindicatos na empresa é importante construir a unidade e organizar uma comissão intersindical! 0 poder dos trabalhadores numa empresa proporciona a defesa dos direitos laborais, a existência de democracia no trabalho, esconjura o medo!
Hoje com a expansão da precariedade laboral a todo o sistema económico, inclusive ao social e ao Estado,o medo e o sofrimento no trabalho aumentaram!Muitos são os trabalhadores que aceitam com resignação essa situação!0utros lutam e organizam-se porque não se pode ser cidadão em plenitude sem direitos e deveres garantidos, não apenas na lei, mas na prática !

terça-feira, 8 de novembro de 2016

CRESCER E C0MPETIR PARA QUÊ?

 0 Ministério do Trabalho  e a Inspeção do Trabalho de Portugal fazem um século este ano e a Organização
Internacional do Trabalho -0IT já prepara também o seu centésimo aniversário em 1919.Em todos os debates e atos comemorativos está presente o tema do futuro do trabalho! 0 trabalho tem futuro tal como agora o conhecemos?Teremos todos trabalho ou emprego no futuro?Qual o papel da OIT e das inspeções do trabalho num mundo global?
Questões pertinentes para todos responderem em particular os governos, investigadores sociais e organizações de trabalhadores.É importante lembrar que o emprego à moda ocidental existe apenas numa parte do mundo.Em vários cantos do globo o trabalho é informal sem regras mínimas onde a exploração dos trabalhadores se faz de forma descarada, em que muitas vezes nem estes têm consciência do facto, da opressão e exploração a que estão sujeitos!As normas da OIT e a ação das inspeções do trabalho servem para minorar o imenso sofrimento de milhões de seres humanos que todos os dias são obrigados a trabalhar, por vezes em condições terríveis!
Nas últimas décadas vemos o caminho que o trabalho assalariado, clandestino ou legal, efetivo ou precário, está a percorrer.De forma leviana e movidos por interesses economicistas e interesses pessoais, a maioria dos governos abrem o caminho à precariedade laboral,à desvalorização salarial ,à humilhação e à perda dos direitos dos trabalhadores!A competitividade das empresas é o novo dogma económico a par da necessidade de promover o crescimento.Dogma que nem as esquerdas nem as direitas contestam abertamente!Embora de modo diferente todos querem maior competitividade das empresas e mais crescimento.Será importante perguntar, maior competitividade e crescimento para quê?Respondem os papagaios do sistema:para colocar produtos no mercado mais baratos e distribuir a riqueza do crescimento!
 Sabemos que este dogma encerra uma espiral de morte para o planeta a nível ambiental e social.É impossível o crescimento ilimitado e as desigualdades têm aumentado com a competitividade, embora seja verdade que camadas importantes acederam ao consumo nos países emergentes como a China e o Brasil!A lógica de produtos cada vez mais baratos à custa do trabalho escravo, mal pago e precário leva a injustiças e revoltas sociais importantes!
0 problema está no modelo!Para se viver com qualidade não é necessário destruir o planeta num consumo infernal de uma minoria e na miséria de metade da humanidade!A esquerda terá que se diferenciar da direita de forma mais clara.É necessário um modelo económico e social que não estimule o consumo irracional, egoista e hedonista! Que não crie constantemente novas necessidades para uma minoria mas satisfaça as que são básicas a todos!Que não estimule a competitividade mas que a regule a nível global!A competitividade deve ter limites.Quais?os direitos humanos, sociais e laborais,o trabalho digno!A globalização económica exige a globalização dos direitos humanos, sociais e culturais.Esta é a grande luta!Não é apenas uma luta de classes, é também uma luta e responsabilidade pessoal, de consumidor e produtor!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

C0MO COMBATER O BULLYING NO TRABALHO?

O Bullying no trabalho pode ser prevenido e combatido através de medidas colectivas e individuais.
0 Bullying é um fator de risco para a saúde dos trabalhadores que tem quase sempre origem na cultura da empresa ou serviço, nomeadamente na organização de trabalho adoptada, práticas de gestão autoritárias, falta de formação e preparação dos seus dirigentes e chefias.A Plataforma Contra o Bullying no Trabalho editou recentemente um folheto muito simples com ideias concretas para combatermos as práticas de assédio moral no trabalho.Estas práticas violam a dignidade do trabalhador ou trabalhadora!VER

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

SAMSUNG IMPOE CONDIÇ0ES DE TRABALH0 MEDIEVAIS!

El fundador de Samsung al parecer declaró que en su compañía "se reconocerá a los sindicatos pasando por encima de mi cadáver" Ahora, unos documentos internos de Samsung que se han filtrado revelan hasta qué extremos puede llegar la empresa para ejercer un control total sobre las vidas de sus trabajadores – muy especialmente de aquellos que intenten formar un sindicato.
La presentación PowerPoint –destinada exclusivamente a los directores ejecutivos de la empresa– decreta "contramedidas" específicas que han de utilizarse para "dominar a los empleados". Los términos utilizados resultan chocantes. El material filtrado da instrucciones a los directivos para "aislar a los empleados", "castigar a los líderes" e "inducir conflictos internos".
¿Podrían sumarse a otras personas en el mundo entero para exigir a Samsung que ponga fin a los abusos contra los trabajadores y abola su política "antisindical"?
Con una mano de obra empleada con contratos precarios, las condiciones inhumanas son habituales. Según China Labor Watch, los empleados de las fábricas de Samsung, algunos menores de edad, deben realizar hasta 100 horas de horas extraordinarias forzosas al mes, trabajando de pie durante entre 11 y 12 horas al día, sufren agresiones físicas y verbales, graves casos de discriminación en función de la edad y el género, ausencia de seguridad en el trabajo... Durante un período de tres meses, cuando se estaba produciendo de manera acelerada la tableta Samsung Galaxy, una trabajadora testificó que: "apenas dormía unas dos o tres horas por noche" y que tuvo que dejar de amamantar a su bebé de dos meses para poder cumplir con los horarios impuestos.
Samsung goza de gran reputación por su moderna tecnología, pero también tiene un historial de condiciones de trabajo medievales impuestas a los cerca de 1.500.000 trabajadores/as distribuidos en una vasta y opaca red de subcontratistas y subsidiarios repartidos por toda la región. Es más, el Asia Monitor Resource Centre ha informado que la política "antisindical" de Samsung afecta a toda la industria electrónica de Asia "porque Samsung Electronics interviene activamente para impedir la formación de sindicatos en sus proveedores".
Samsung está por todas partes. Si tiene un smartphone –bien sea Androide o iPhone– es muy probable que algunas de las piezas en su teléfono hayan sido manufacturadas en fábricas controladas por Samsung y sus filiales. Es hora de que se le diga a Samsung que ya basta.
Los accionistas de Samsung se reúnen hoy. ¡Envíales un mensaje ahora mismo!
¡Muchas gracias por su acción!
Sharan Burrow