sexta-feira, 11 de novembro de 2016

0 MEDO NO TRABALHO!

Recentemente pediram-me para animar uma sessão sobre como vencer os medos no trabalho!Comecei por inventariar os medos que enfrentamos nos dias de hoje, desde os medos de uma catástrofe climatérica até ao medo da guerra, terrorismo, doença ou velhice!Mas os medos que muitos enfrentam nos locais de trabalho quais seriam?
 0 medo de não ser competente, de não estar â altura dos desafios, medo dos colegas e da competição tão acérrima nos dias de hoje, do chefe ou do patrão autoritário, de não ganhar o suficiente para as necessidades da família e, muito importante, medo de ser despedido!Este último é o maior medo do trabalhador assalariado!
Hoje o medo faz parte da gestão em muitas empresas!É a estratégia do medo e da sua utilização para domesticar e destruir os coletivos de trabalhadores e a suas eventuais resistências!É esse mesmo medo de ser despedido ou colocado na lista negra que torna difícil a organização sindical dos trabalhadores e que se escolha ser delegado sindical ou membro da comissão de trabalhadores! 0 medo crónico cria doença nos trabalhadores, absentismo, menor produtividade!Uma empresa onde impera o medo e o autoritarismo é uma empresa doente!
Mas para se vencer o medo o melhor remédio é precisamente reorganizar os coletivos de trabalhadores, organizar a resistência, eleger um delegado e fazer a ligação aos respetivos sindicatos!Evitar a pulverização sindical é fundamental.Caso existam vários sindicatos na empresa é importante construir a unidade e organizar uma comissão intersindical! 0 poder dos trabalhadores numa empresa proporciona a defesa dos direitos laborais, a existência de democracia no trabalho, esconjura o medo!
Hoje com a expansão da precariedade laboral a todo o sistema económico, inclusive ao social e ao Estado,o medo e o sofrimento no trabalho aumentaram!Muitos são os trabalhadores que aceitam com resignação essa situação!0utros lutam e organizam-se porque não se pode ser cidadão em plenitude sem direitos e deveres garantidos, não apenas na lei, mas na prática !

terça-feira, 8 de novembro de 2016

CRESCER E C0MPETIR PARA QUÊ?

 0 Ministério do Trabalho  e a Inspeção do Trabalho de Portugal fazem um século este ano e a Organização
Internacional do Trabalho -0IT já prepara também o seu centésimo aniversário em 1919.Em todos os debates e atos comemorativos está presente o tema do futuro do trabalho! 0 trabalho tem futuro tal como agora o conhecemos?Teremos todos trabalho ou emprego no futuro?Qual o papel da OIT e das inspeções do trabalho num mundo global?
Questões pertinentes para todos responderem em particular os governos, investigadores sociais e organizações de trabalhadores.É importante lembrar que o emprego à moda ocidental existe apenas numa parte do mundo.Em vários cantos do globo o trabalho é informal sem regras mínimas onde a exploração dos trabalhadores se faz de forma descarada, em que muitas vezes nem estes têm consciência do facto, da opressão e exploração a que estão sujeitos!As normas da OIT e a ação das inspeções do trabalho servem para minorar o imenso sofrimento de milhões de seres humanos que todos os dias são obrigados a trabalhar, por vezes em condições terríveis!
Nas últimas décadas vemos o caminho que o trabalho assalariado, clandestino ou legal, efetivo ou precário, está a percorrer.De forma leviana e movidos por interesses economicistas e interesses pessoais, a maioria dos governos abrem o caminho à precariedade laboral,à desvalorização salarial ,à humilhação e à perda dos direitos dos trabalhadores!A competitividade das empresas é o novo dogma económico a par da necessidade de promover o crescimento.Dogma que nem as esquerdas nem as direitas contestam abertamente!Embora de modo diferente todos querem maior competitividade das empresas e mais crescimento.Será importante perguntar, maior competitividade e crescimento para quê?Respondem os papagaios do sistema:para colocar produtos no mercado mais baratos e distribuir a riqueza do crescimento!
 Sabemos que este dogma encerra uma espiral de morte para o planeta a nível ambiental e social.É impossível o crescimento ilimitado e as desigualdades têm aumentado com a competitividade, embora seja verdade que camadas importantes acederam ao consumo nos países emergentes como a China e o Brasil!A lógica de produtos cada vez mais baratos à custa do trabalho escravo, mal pago e precário leva a injustiças e revoltas sociais importantes!
0 problema está no modelo!Para se viver com qualidade não é necessário destruir o planeta num consumo infernal de uma minoria e na miséria de metade da humanidade!A esquerda terá que se diferenciar da direita de forma mais clara.É necessário um modelo económico e social que não estimule o consumo irracional, egoista e hedonista! Que não crie constantemente novas necessidades para uma minoria mas satisfaça as que são básicas a todos!Que não estimule a competitividade mas que a regule a nível global!A competitividade deve ter limites.Quais?os direitos humanos, sociais e laborais,o trabalho digno!A globalização económica exige a globalização dos direitos humanos, sociais e culturais.Esta é a grande luta!Não é apenas uma luta de classes, é também uma luta e responsabilidade pessoal, de consumidor e produtor!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

C0MO COMBATER O BULLYING NO TRABALHO?

O Bullying no trabalho pode ser prevenido e combatido através de medidas colectivas e individuais.
0 Bullying é um fator de risco para a saúde dos trabalhadores que tem quase sempre origem na cultura da empresa ou serviço, nomeadamente na organização de trabalho adoptada, práticas de gestão autoritárias, falta de formação e preparação dos seus dirigentes e chefias.A Plataforma Contra o Bullying no Trabalho editou recentemente um folheto muito simples com ideias concretas para combatermos as práticas de assédio moral no trabalho.Estas práticas violam a dignidade do trabalhador ou trabalhadora!VER

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

SAMSUNG IMPOE CONDIÇ0ES DE TRABALH0 MEDIEVAIS!

El fundador de Samsung al parecer declaró que en su compañía "se reconocerá a los sindicatos pasando por encima de mi cadáver" Ahora, unos documentos internos de Samsung que se han filtrado revelan hasta qué extremos puede llegar la empresa para ejercer un control total sobre las vidas de sus trabajadores – muy especialmente de aquellos que intenten formar un sindicato.
La presentación PowerPoint –destinada exclusivamente a los directores ejecutivos de la empresa– decreta "contramedidas" específicas que han de utilizarse para "dominar a los empleados". Los términos utilizados resultan chocantes. El material filtrado da instrucciones a los directivos para "aislar a los empleados", "castigar a los líderes" e "inducir conflictos internos".
¿Podrían sumarse a otras personas en el mundo entero para exigir a Samsung que ponga fin a los abusos contra los trabajadores y abola su política "antisindical"?
Con una mano de obra empleada con contratos precarios, las condiciones inhumanas son habituales. Según China Labor Watch, los empleados de las fábricas de Samsung, algunos menores de edad, deben realizar hasta 100 horas de horas extraordinarias forzosas al mes, trabajando de pie durante entre 11 y 12 horas al día, sufren agresiones físicas y verbales, graves casos de discriminación en función de la edad y el género, ausencia de seguridad en el trabajo... Durante un período de tres meses, cuando se estaba produciendo de manera acelerada la tableta Samsung Galaxy, una trabajadora testificó que: "apenas dormía unas dos o tres horas por noche" y que tuvo que dejar de amamantar a su bebé de dos meses para poder cumplir con los horarios impuestos.
Samsung goza de gran reputación por su moderna tecnología, pero también tiene un historial de condiciones de trabajo medievales impuestas a los cerca de 1.500.000 trabajadores/as distribuidos en una vasta y opaca red de subcontratistas y subsidiarios repartidos por toda la región. Es más, el Asia Monitor Resource Centre ha informado que la política "antisindical" de Samsung afecta a toda la industria electrónica de Asia "porque Samsung Electronics interviene activamente para impedir la formación de sindicatos en sus proveedores".
Samsung está por todas partes. Si tiene un smartphone –bien sea Androide o iPhone– es muy probable que algunas de las piezas en su teléfono hayan sido manufacturadas en fábricas controladas por Samsung y sus filiales. Es hora de que se le diga a Samsung que ya basta.
Los accionistas de Samsung se reúnen hoy. ¡Envíales un mensaje ahora mismo!
¡Muchas gracias por su acción!
Sharan Burrow

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

UMA PLATAFORMA PARA COMBATER O ASSÉDIO NO TRABALHO!

Aderi desde a primeira hora à Plataforma Contra o Bullying no Trabalho, uma iniciativa de cidadãos
apartidária que tem como objetivos principais contribuir com propostas para a legislação a  aprovar na Assembleia da República nos próximos meses, sensibilizar e informar sobre o assédio moral no trabalho, uma prática que tem aumentado com a crise e, segundo alguns estudos, afeta um em seis trabalhadores portugueses.
A Plataforma está aberta a cidadãos e a entidades associativas  de diversos tipos. Já debateu e amadureceu um conjunto de propostas que tem apresentado aos grupos parlamentares dos partidos mais empenhados nesta matéria! Propostas de caráter jurídico como a inversão do ónus da prova e a penalização das empresas  com práticas de assédio até a medidas para proteção da vítima e dos agressores! Medidas a implementar pelo Estado, pelas empresas e serviços e pelo movimento sindical! Sem proteção das testemunhas será muito difícil a defesa das vítimas, em particular numa situação de desemprego como é o momento atual.
A prevenção e combate ao assédio moral deve  enquadrar-se, porém, na prevenção e combate mais largo que é a prevenção dos riscos psicossociais. ´Não temos apenas o assédio moral e sexual, existe igualmente o stresse laboral, o bournout/esgotamento a violência de utentes e consumidores. O que é necessário para além de uma lei sobre o assédio moral no trabalho é uma revisão da lei quadro da promoção da segurança e saúde no trabalho, a lei 102/2009.A prevenção dos riscos psicossociais deve estar de modo claro explícita nessa lei. O Código do Trabalho também é muito limitado nesta matéria! As entidades patronais não querem alterar a legislação laboral? Então onde vão os tempos em que acusavam os sindicatos de conservadorismo por não quererem alterar a legislação do trabalho? Mudam-se os tempos mudam-se as vontades....e os interesses, claro!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

PROTEÇÃO INDIVIDUAL DO TRABALHADOR TEM NORMAS!

A Autoridade para as Condições de Trabalho publicou recentemente um guia geral para ajudar na seleção dos equipamentos de proteção  individual no trabalho.O documento está apenas publicado eletronicamente, com uma boa apresentação, linguagem acessível e não é muito extenso.
É um bom apoio para os responsáveis da segurança e saúde no trabalho nas empresas e serviços, em particular para os representantes dos trabalhadores, delegados sindicais e outros ativistas laborais.No quadro da prevenção de riscos profissionais a principal preocupação é a prevenção coletiva, ou seja , o planeamento e execução de medidas de prevenção e proteção nas estruturas, equipamentos de trabalho, fontes de risco e organização do trabalho.Todavia, existem diversas situações de risco que exigem, como medida complementar, a proteção individual, quase sempre incómoda para o trabalhador.Substituir as medidas de prevenção coletiva pelos equipamentos individuais não resolve os problemas e é verdadeiramente uma falsa prevenção.VER GUIA

sábado, 8 de outubro de 2016

COMISSÃ0 EUR0PEIA QUER SABER C0M0 VÃ0 0S DIREIT0S SOCIAIS! PARA QUÊ?

Decorre até 31 de dezembro de 2016 a Consulta Pública sobre o Pilar Europeu dos Direitos Sociais,
lançada pela Comissão Europeia.
Esta Consulta Pública servirá para recolher pontos de vista e reações das outras instituições europeias, autoridades e parlamentos nacionais, parceiros sociais, partes interessadas, sociedade civil, peritos do meio académico e cidadãos.No âmbito dos seus objetivos, a Consulta pretende:

- Fazer uma avaliação do "acervo" social em vigor na União Europeia, determinar em que medida os direitos existentes são praticados e permanecem relevantes ou se devem ser consideradas novas formas de concretizar esses direitos;

- Refletir sobre as novas tendências nos padrões de trabalho e na sociedade, devido ao impacto das novas tecnologias, tendências demográficas e outros fatores importantes para a vida profissional e social;

- Recolher pontos de vista e observações sobre o papel do Pilar Europeu dos Direitos Sociais como parte de uma União Económica e Monetária mais profunda e mais justa. Isso servirá para discutir o seu papel, âmbito e conteúdo, para refletir sobre as necessidades específicas da área do euro e para discutir a especificidade dos princípios propostos.Ver mais informação