O guia eletrónico sobre a gestão do stresse e dos riscos psicossociais no local de trabalho encontra-se disponível em versões nacionais. Fornece informações sobre o stresse relacionado com o trabalho e os riscos psicossociais com vista a promover a sensibilização, compreensão e gestão dessas questões no ambiente de trabalho.Uma iniciativa da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho.Ver
Este é um blog para comunicar com todos os que se preocupam com a promoção da segurança e saúde no trabalho em Portugal , na Europa e no Mundo. Trabalho há 25 anos nas questões de segurança e saúde no trabalho, particularmente nas área da comunicação social. Espero que outros escrevam para este blog, não apenas comentários a artigos que aqui apareçam mas também textos de opinião, chamadas de atenção para factos importantes,opiniões sobre política de prevenção, saúde e segurança.
terça-feira, 14 de junho de 2016
GUIA ELETRÓNICO PARA GERIR O STRESSE!
O guia eletrónico sobre a gestão do stresse e dos riscos psicossociais no local de trabalho encontra-se disponível em versões nacionais. Fornece informações sobre o stresse relacionado com o trabalho e os riscos psicossociais com vista a promover a sensibilização, compreensão e gestão dessas questões no ambiente de trabalho.Uma iniciativa da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho.Ver
quinta-feira, 9 de junho de 2016
PREVENÇÃO DAS DOENÇAS PROFISSIONAIS!
A OIT estima que os acidentes de trabalho e as doenças
profissionais resultam numa perda anual de 4 % no produto interno bruto (PIB)
mundial, ou cerca de 2,8 biliões de dólares, em custos diretos e indiretos de
lesões e doenças. Na União Europeia estimou-se que o custo das doenças
profissionais é, no mínimo, de 145 mil milhões de euros por ano na União
Europeia (UE).
O Governo francês
estima que o custo das indemnizações por doenças relacionadas com o amianto
(DRA), para o período entre 2001 e 2020, situar-se-á entre 27 e 30 mil milhões
de euros, o que equivale a 1,3 a 1,9 mil milhões de euros por ano.
Nos Estados Unidos, fontes indicam que as seguradoras
pagaram 21,6 mil milhões de dólares em casos de exposição ao amianto no período
entre 1990 e 2000, adicionalmente aos 32 mil milhões de dólares pagos em
indemnizações pelas empresas alvo de processos judiciais17.
Na República da
Coreia, o custo económico total das doenças músculo-esqueléticas foi de 6,89
mil milhões de dólares, o que corresponde a 0,7 % do produto interno bruto do
país em 2011. Estima-se que, na Nova Zelândia, estas mesmas doenças tenham
custado ao serviço de saúde mais de 4,71 mil milhões de dólares por ano, o que
representa cerca de um quarto do total de gastos anuais em cuidados de saúde. VER relatório da OIT
segunda-feira, 6 de junho de 2016
CONTRA A VIOLÊNCIA DE GÉNERO NO TRABALHO!
«A violência de género no local de trabalho
constitui uma violação grave dos direitos humanos e um atentado à dignidade e à
integridade física e psicológica. Em todo o mundo, 35 % das mulheres são
vítimas de violência exercida diretamente no local de trabalho e entre 40 e 50
% das mulheres são objeto de aproximações sexuais e contacto físico indesejados
ou outras formas de assédio sexual. 45 % das mulheres na União Europeia dizem
ter sofrido alguma vez violência de género. Entre 40 a 45 % referem ter sofrido
assédio sexual no trabalho. Estima-se que na Europa morrem por dia 7 mulheres
vítimas de violência de género .
Este
tipo de violência resulta de relações de poder desiguais entre mulheres e
homens e contribui para perpetuar estas desigualdades. Expressão de um desejo
de dominação, este tipo de violência está muito presente nas sociedades onde os
direitos humanos são violados, mas subsiste também nas sociedades democráticas.
Não pode ser confundida com a sedução, que implica o respeito pelo outro. A
violência sexual e de género não é um assunto privado; combatê-la é uma questão
de ordem pública e segurança coletiva...» Ver parecer do Comité Económico e Social Europeu
sexta-feira, 3 de junho de 2016
QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO-um balanço!
Artigo de Mário César Ferreira
«No limiar do século XXI, a questão da
Qualidade de Vida no Trabalho (QVT) vem se tornando no mundo corporativo um
tema cada vez mais presente nas agendas de dirigentes e gestores. Tal interesse
se inscreve num cenário que combina, concomitantemente, a reestruturação
produtiva, o agravamento de indicadores negativos em saúde e segurança no
trabalho e os riscos para o alcance de objetivos e metas corporativas. É neste
contexto que as organizações têm investido cada vez mais em QVT. O objetivo do
texto é fornecer uma visão panorâmica das práticas hegemônicas de Qualidade de
Vida no Trabalho (QVT) em organizações brasileiras, buscando evidenciar a sua
natureza assistencialista e, sobretudo, seus limites para uma real melhoria dos
indicadores de saúde e segurança. A superação do viés assistencialista requer
resituar o protagonismo dos trabalhadores e suas atividades para uma efetiva
promoção da Qualidade de Vida no Trabalho (QVT).»VER
segunda-feira, 30 de maio de 2016
TRABALHADORES CLANDESTINOS NA «AGRICULTURA COMPETITIVA»!
Nos últimos dias a Autoridade para as Condições do
Trabalho realizou nas regiões da Lezíria e Médio Tejo, Setúbal, Alentejo e
Algarve um conjunto de ações inspetivas, tendo como objetivo o combate ao
trabalho não declarado na agricultura e à cedência ilícita de trabalhadores. No
decorrer das visitas os inspetores do trabalho inspecionaram um total 20
locais de trabalho e analisaram a situação de 1.360 trabalhadores
dos quais 85% de nacionalidade estrangeira.
No âmbito desta ação, que envolveu 86 inspetores do
trabalho de 9 serviços da ACT, foram detetados 66 trabalhadores não
declarados e 60 trabalhadores em situação de cedência ilícita, o que
corresponde a 9% do total de trabalhadores abrangidos pela ação. Até ao
momento foram adotados 43 procedimentos inspetivos. Como habitualmente a
ACT vai acompanhar estas situações para que seja reposta por completo a
legalidade das relações laborais.(Comunicado da ACT)
quarta-feira, 25 de maio de 2016
STRESSE PREOCUPA ORGANIZAÇÔES DE TRABALHADORES!
O Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores-EZA
promoveu em 2015 um projeto sobre «Os novos desafios na promoção da segurança e
saúde no trabalho». O projeto, apoiado pela Comissão Europeia, era constituído
por quatro seminários internacionais realizados em Vilnius, Lituânia pelo
sindicato LDF, em Copenhaga, na Dinamarca, pelo sindicato Krifas, em Ohrid na
Macedónia, pelos sindicato UNASM em parceria com NBH da Alemanha e em Miskolc,
Hungria, pelo sindicato MOSZ.A coordenação do projeto foi de Portugal pelo CFTL/BASE-FUT.
Em todos os seminários participaram diversos países
europeus e em todos foram debatidos os riscos psicossociais, em particular o
stresse. Do relatório final que elaborei destaco algumas conclusões significativas.
No final do projeto foi constituído um grupo de trabalho europeu que vai
continuar a debater estas questões.O relatório final do projeto vai ser publicado em caderno pelo EZA e distribuído pela sua rede constituída por mais de 60 centros. Estas temáticas têm merecido um especial empenhamento do EZA o que se deve registar e louvar!
O stresse e o assédio moral foram os riscos mais
debatidos e aprofundados neste projeto. O stresse esteve presente nos quatro
seminários sendo abordado por vários especialistas e com vários enfoques.
Os riscos psicossociais e em particular o stresse, o
assédio e bournout são, juntamente com as lesões músculo esqueléticas, a grande
causa de doença e absentismo na Europa.Foi referido que o stresse laboral é
hoje um dos maiores problemas nos serviços e empresas, ou seja, nos locais de
trabalho da Europa gerando perturbações graves de saúde, problemas familiares e
diminuição da produtividade.
Stresse exige estratégia de prevenção
Em todos os seminários, com destaque para o da Lituânia e
Hungria, foram analisadas as causas, sintomas e consequências dos fatores de
risco psicossocial. Em todos foram apresentadas pistas para uma estratégia de
prevenção e uma abordagem sindical. Valerá a pena focar as conclusões
principais retiradas dos diferentes seminários:
1. Os
riscos psicossociais, em particular o stresse, existem nos locais de trabalho
públicos e privados. Em alguns setores de atividade é uma verdadeira catástrofe
com efeitos destruidores na saúde das vítimas e seus familiares, na economia e
nos sistemas de saúde.
2. Como
principais fatores de risco podemos destacar a falta de equilíbrio entre a vida
familiar e profissional, o aumento da carga física e psíquica do trabalho
provocada pelas mudanças tecnológicas e organizacionais. Existem outros elementos
culturais e «estilos de vida» que contribuem para a emergência dos riscos
psicossociais;
3. A
prevenção dos riscos psicossociais deve integrar o sistema de gestão e o plano
de prevenção e promoção da segurança e saúde no trabalho da empresa ou serviço.
Devem instituir-se mecanismos de alerta e comunicação, externos e internos,
para detetar cedo os indícios de stresse, assédio ou outro tipo de violência. É
igualmente importante articular a dimensão preventiva organizacional com as
medidas de caráter individual e de apoio às vítimas.
4. Sabemos
que as empresas, em particular as pequenas e médias, consideram que a prevenção
é um custo. Na maioria das pequenas empresas não existe organização sindical
nem representantes dos trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho. Aqui
a prevenção é mais difícil e exige um grande esforço informativo da parte das
entidades públicas para mostrar que a prevenção é um investimento que gera
retorno;
5. É um
facto que existem algumas dificuldades dos médicos do trabalho em reconhecer e
diagnosticar as doenças do trabalho, em particular as doenças mentais. Na
maioria dos países os serviços de segurança e saúde no trabalho são externos,
não conhecem devidamente os trabalhadores e os respetivos riscos dos locais de
trabalho;
Sindicatos preocupados com o stresse
6. Os sindicatos
devem incorporar os riscos psicossociais na ação sindical tendo em conta as
diferentes realidades nacionais e o acerbo legislativo da União Europeia.
7. É
necessário preparar sindicalistas e negociadores sindicais para integrarem a
segurança e saúde na negociação sindical, acordos, cadernos reivindicativos.
8. As
organizações de trabalhadores devem trocar experiencias e saberes,
desenvolvendo metodologias e abordagens sindicais próprias neste domínio.
Igualmente deve existir um esforço na formação dos representantes dos
trabalhadores para a segurança e saúde no trabalho;
É importante valorizar as boas práticas empresariais em
matéria de segurança e saúde no trabalho, incentivando uma cultura empresarial
saudável com participação e bem -estar dos trabalhadores no quadro do diálogo
social. O instrumento do diálogo social, realizado desde a União Europeia até
ao local de trabalho, ajuda a aumentar a consciencialização para os riscos
psicossociais e a desenvolver políticas e ações adequadas em cada país, empresa
sexta-feira, 20 de maio de 2016
A QUALIDADE DOS SERVIÇOS EXTERNOS DE SST!
A segurança e saúde no trabalho em
Portugal têm a sua história. Refletir sobre as mesmas é uma obrigação de todos
os que são atores neste domínio, nomeadamente os técnicos e as organizações de
trabalhadores.
Hoje há quem se congratule por existirem milhares de técnicos de
segurança e um número razoável de médicos do trabalho! É um facto positivo e
diga-se em abono da verdade que ainda são necessários mais técnicos sem descurar uma formação rigorosa dos mesmos! Há também quem se congratule por existir já
um número razoável de empresas prestadoras de serviços de segurança e saúde no
trabalho. Aqui já não estou de acordo! Creio que o sistema falhou nesta matéria e não
são as auditorias da ACT ou da DGS que poderão superar o problema de base. E
qual é o problema de base? É a falta de qualidade da prestação de serviços
externos de SST.
O Estado incentivou um mercado de
prestação de serviços externos, definiu regras, um quadro regulamentar de base
e dois reguladores. No entanto, uma larga percentagem de empresas, a maioria pequenas
e médias, não está disponível para investir na promoção da segurança e saúde no
trabalho. Logo, não está disponível para pagar um valor suficiente para que as
empresas prestadoras façam mais do que ação à distância e preenchimento de
relatórios. O objetivo para uma maioria é cumprir burocraticamente a lei! Aliás, num recente
inquérito, ESENER, as empresas portuguesas apontavam as coimas da ACT como
primeira razão para fazerem algo nestas matérias.
Podemos assim dizer que a maioria das
prestações de serviços de SST são puro engano e mera burocracia que sustentam
um negócio relativamente pouco interessante! Um diploma voluntarista publicado
pelo anterior governo abria a hipótese dos centros de saúde poderem prestar
assistência a micro empresas e trabalhadores independentes no domínio da SST.
Esse diploma já foi revogado porque em boa verdade os centros de saúde não
tinham técnicos para fazerem este trabalho e as limitações orçamentais da
Comissão Europeia não permitem a contratação de mais pessoal. Ou seja o Estado
não quer, ou não pode, gastar dinheiro com a saúde ocupacional e as empresas
também não!
Esta situação crua e nua faz-nos concluir
que as organizações de trabalhadores não podem estar satisfeitas com esta
situação do «faz de conta»! A promoção efetiva da SST é da responsabilidade das
empresas e, de certo modo, é do Estado também, enquanto problema de saúde
pública! Quem paga esta situação? Os trabalhadores e seus familiares! Mas a
sociedade também paga com os custos dos acidentes e das doenças profissionais!
Então porque andamos todos a fazer de conta?
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