Nanomateriais? O que é isso? Onde existem e que efeitos podem ter no nos locais de trabalho relativamente à saúde de quem trabalha?Temos legislação adequada para enquadrar a proteção dos tralhadores a nível nacional e europeu?O Instituto Sindical Europeu publicou uma excelente brochura que responde a estas questões.Infelizmente, que eu saiba, este documento não existe em português.No entanto para quem domina o inglês ou francês poderá ficar mais bem informado lendo esta brochura.VER
Este é um blog para comunicar com todos os que se preocupam com a promoção da segurança e saúde no trabalho em Portugal , na Europa e no Mundo. Trabalho há 25 anos nas questões de segurança e saúde no trabalho, particularmente nas área da comunicação social. Espero que outros escrevam para este blog, não apenas comentários a artigos que aqui apareçam mas também textos de opinião, chamadas de atenção para factos importantes,opiniões sobre política de prevenção, saúde e segurança.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
NANOMATERIAIS E SAÚDE DOS TRABALHADORES!
Nanomateriais? O que é isso? Onde existem e que efeitos podem ter no nos locais de trabalho relativamente à saúde de quem trabalha?Temos legislação adequada para enquadrar a proteção dos tralhadores a nível nacional e europeu?O Instituto Sindical Europeu publicou uma excelente brochura que responde a estas questões.Infelizmente, que eu saiba, este documento não existe em português.No entanto para quem domina o inglês ou francês poderá ficar mais bem informado lendo esta brochura.VER
quarta-feira, 20 de abril de 2016
TRABALHO TEMPORÁRIO É GRANDE NEGÓCIO!
Em 2014 existiam na União Europeia cerca de 26 milhões de
trabalhadores temporários. Em Portugal temos mais de 200 empresas de trabalho
temporário licenciadas, sendo que em Lisboa e Vale do Tejo estão localizadas
mais de 50% das mesmas. Dados recentes apontam para um volume de negócios de
aproximadamente mil milhões de euros. Segundo a própria Comissão Europeia este
tipo de trabalho, que exige intermediários na relação tradicional de trabalho,
veio flexibilizar as relações de trabalho facilitando a vida das empresas e dos
trabalhadores!
Que este trabalho veio facilitar a vida das empresas utilizadoras ninguém tem dúvidas! Ficam sem problemas de despedimentos, despachando o
trabalhador quando lhe convém, sem encargos para a segurança social e poucos ou
nenhuns investimentos na formação profissional!
Que este trabalho veio facilitar a vida dos trabalhadores
não é verdade! Que as empresas de trabalho temporário vieram promover o emprego é apenas uma meia
verdade! Estas empresas são um magnífico negócio com o qual muita gente está a
lucrar, nomeadamente alguns dirigentes dos partidos que mais têm governado
Portugal! Acontece que as empresas de trabalho temporário pagam ao trabalhador
metade ou menos de metade daquilo que recebem da empresa utilizadora! Acontece
que muitas das empresas de trabalho temporário torneiam a lei e fazem do
trabalhador um escravo moderno! Pagam mal e não cuidam da segurança e saúde dos
trabalhadores! Fazem autênticas vigarices nos contratos, impedem a
sindicalização dos trabalhadores, não os informam e até escondem seus direitos!
Os call centers, a hotelaria e a agricultura são setores
onde abunda o trabalho temporário! Empresas de colocação e empresas de trabalho
temporário não seriam necessárias se tivéssemos serviços públicos de emprego
competentes e com as devidas competências! Só que há muitos anos que o IEFP
está a ser esvaziado para que proliferem este tipo de empresas e de negócios
bem rentáveis!
Seria importante que o Estado, nomeadamente a ACT, fiscalizasse melhor estas empresas e limitasse a sua proliferação.Não com paninhos quentes.Está por provar que elas contribuam assim tanto para a promoção do emprego como dizem!E o emprego que promovem é o trabalho precário e sem condições!
segunda-feira, 18 de abril de 2016
LOCAIS DE TRABALHO SAUDÁVEIS!
A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), enquanto Ponto Focal
Nacional da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), irá
realizar no dia 19 de abril, no Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra, o Seminário de Lançamento da
Campanha "Locais de Trabalho Saudáveis para todas as idades".Ver Programa |
sexta-feira, 15 de abril de 2016
QUEM FISCALIZA OS CALL CENTERS EM PORTUGAL?
O trabalho em call centers tem sido
apontado como uma das atividades mais mal pagas e exercida
em piores condições de
segurança, saúde e bem estar! Instalações e locais de trabalho mal concebidos,
e sem higiene, carga física e psíquica que levam à depressão e ao desgaste
progressivo e, por vezes, irreversível da saúde.
Segundo informações, nomeadamente do
Sindicato dos Trabalhadores dos Call Centers, são mais de 50 mil pessoas a
trabalharem nestas unidades, em geral exploradas por grandes empresas de
telecomunicações! Os relatos que nos fazem alguns trabalhadores sobre a sua
condição são arrepiantes! Vários estudos académicos mostram que este trabalho e
os seus operadores assemelham-se em alguns aspetos às fábricas da primeira fase
da industrialização! Acrescente-se que a maioria dos operadores são jovens e
frequentemente licenciados!
Perante esta situação estranha-se o
silêncio que paira sobre as condições de trabalho nestas unidades. Perguntam
muitas vezes estes trabalhadores porque é que a ACT intervém raramente nestes
locais de trabalho, apesar dos relatos e reportagens dos «média» sobre as
condições de trabalho nos call centers.
De facto este setor, em crescimento no
nosso País, exigiria uma maior vigilância da inspeção do trabalho portuguesa! A
promoção do emprego não pode justificar condições de trabalho destruidoras das
pessoas , com salários de não
sobrevivência!
Todavia, o maior repto é feito ao
movimento sindical e às diversas organizações de trabalhadores. A melhoria das condições de segurança e saúde e o exercício
do trabalho com dignidade foi sempre historicamente um problema dos
trabalhadores! A defesa do pão e da dignidade e, de forma mais ampla, a emancipação
é obra dos próprios trabalhadores!
quarta-feira, 13 de abril de 2016
MÁQUINAS E OUTROS EQUIPAMENTOS DE TRABALHO SÃO FONTE DE ACIDENTES!
A Autoridade para as Condições do Trabalho
encerra no dia 14 de março, na cidade do Porto, a Campanha de Prevenção de Riscos Profissionais em Máquinas
e Equipamentos de Trabalho com a presença de Pedro Pimenta Braz, Inspetor Geral
desta Autoridade e representantes de organizações sindicais e patronais.
Durante a Sessão, que terá início pelas 14
horas, Emanuel Gomes, dirigente da Unidade Local de Braga da ACT, e coordenador
da Campanha, apresentará os resultados da mesma aos participantes e jornalistas
presentes.
Do diagnóstico realizado confirma-se efetivamente
que em 2015 foram objeto de inquérito 59 acidentes de trabalho mortais com
origem em máquinas e outros equipamentos de trabalho, representando cerca de
43% do total dos acidentes mortais. A construção civil é o setor que regista
maior número de acidentes mortais ocorridos com a utilização de máquinas e
outros equipamentos de trabalho seguido da agricultura.
A campanha também
incluiu algumas centenas de visitas inspetivas quase sempre numa perspetiva
informativa e evitando a punição!
Um dos objetivos da Estratégia Nacional para
a Segurança e Saúde no Trabalho 2015-2020 é precisamente diminuir o número de
acidentes de trabalho em 30%, objetivo bastante ambicioso para Portugal!
O combate à precariedade galopante e ao
trabalho não declarado são vitais para a diminuição da sinistralidade laboral!
segunda-feira, 11 de abril de 2016
UM LIVRO VERDE SOBRE O FUTURO DO TRABALHO?
Nas últimas décadas as leis do trabalho
têm sofrido diversas alterações com prejuízo em geral para os trabalhadores.Com
o código de Bagão Félix e a intervenção da Troika nos últimos anos a situação
ficou francamente desequilibrada em desfavor dos trabalhadores.
Foram mudadas
as regras de despedimento, horários de trabalho, contratação coletiva, valor do
trabalho suplementar e das indemnizações, vínculos, contratos a termo, enfim,
quase tudo de essencial sofreu alterações! Por sugestão de quem? Do FMI, da
OCDE, de Bruxelas! As teses que vingaram foram as que são mais favoráveis às
empresas e à dita competitividade e ao investimento! Resultados? Estagnação e
perdas salariais históricas, crescimento económico ridículo, empobrecimento e
aumento das desigualdades sociais. Houve um aumento das exportações e um ou
outro brilharete em alguns setores! Em conclusão os resultados das reformas
laborais têm até agora contribuído para uma maior concentração da riqueza numa
minoria, o aumento do trabalho precário e para o desemprego de milhares de
trabalhadores de gerações mais velhas que foram sendo substituídas pelos mais
novos!
Ora, é tempo de se realizar um debate
nacional sobre o trabalho que envolva todas as partes interessadas, ou seja,
governo, partidos políticos, sindicatos, empresas, universidades igrejas,
organizações não -governamentais e outras entidades da sociedade portuguesa que
queiram ter uma palavra sobre uma realidade tão importante para a vida dos
portugueses! Não é justo nem salutar que apenas entidades estrangeiras, e
principalmente ligadas aos interesses económicos, apontem os caminhos do futuro
para o trabalho! Este é uma realidade demasiado importante, tanto para as
pessoas em concreto, como para a economia do País para que só alguns tenham
tamanho poder!
O debate poderia ser dinamizado através de
um «Livro Verde» elaborado por uma comissão representativa e pluralista que
colocasse para debate nacional as principais questões, os cenários ou caminhos
possíveis que se colocam a Portugal no domínio laboral. O debate culminaria num
LIVRO BRANCO que daria informação, ideias e propostas fundamentadas para os
debates e decisões do Conselho de Concertação Social e do Parlamento.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
FOLHETOS E CARTAZES SOBRE SEGURANÇA E SAÚDE LABORAL!
A ACT tem promovido diversas campanhas de
informação, sensibilização e inspeção para combater os
riscos profissionais ou
situações de ilegalidade laboral! No âmbito dessas campanhas, promovidas em
geral com os Parceiros sindicais e empresariais, ou ainda no quadro das
comemorações do Dia Nacional da Prevenção e Segurança do Trabalho, a ACT tem
produzido dezenas de folhetos e cartazes que são conhecidos em geral pelos
atores destas iniciativas. Todavia, talvez seja importante divulgar o link para
estas páginas para que os leitores que ainda não conheçam estes instrumentos
possam ter acesso aos mesmos!
Note-se
que nem sempre estes produtos primam pela qualidade estética no domínio gráfico
e design! Por outro lado, alguns destes produtos focam em demasia as obrigações
dos trabalhadores esquecendo que o empregador é o responsável pelas condições
de segurança e saúde nos locais de trabalho!
Subscrever:
Mensagens (Atom)



