Restaurantes americanos foram recentemente multados por exigirem aos seus trabalhadores o pagamento de dois dólares por hora para trabalharem nos seus estabelecimentos.Os fiscais obrigaram a devolução do dinheiro aos 73 trabalhadores explorados.Estas práticas inacreditáveis são um verdadeiro sinal dos tempos que vivemos!Consta que estas práticas existiam na hotelaria de Lisboa nos primórdios da organização dos trabalhadores deste setor nos inícios do século XX.VER
Este é um blog para comunicar com todos os que se preocupam com a promoção da segurança e saúde no trabalho em Portugal , na Europa e no Mundo. Trabalho há 25 anos nas questões de segurança e saúde no trabalho, particularmente nas área da comunicação social. Espero que outros escrevam para este blog, não apenas comentários a artigos que aqui apareçam mas também textos de opinião, chamadas de atenção para factos importantes,opiniões sobre política de prevenção, saúde e segurança.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
PAGAR PARA TRABALHAR?
Restaurantes americanos foram recentemente multados por exigirem aos seus trabalhadores o pagamento de dois dólares por hora para trabalharem nos seus estabelecimentos.Os fiscais obrigaram a devolução do dinheiro aos 73 trabalhadores explorados.Estas práticas inacreditáveis são um verdadeiro sinal dos tempos que vivemos!Consta que estas práticas existiam na hotelaria de Lisboa nos primórdios da organização dos trabalhadores deste setor nos inícios do século XX.VER
quarta-feira, 30 de março de 2016
PRECARIEDADE E SINDICALISMO!
As relações precárias de trabalho são uma
das caras da flexibilidade da economia capitalista atual.A flexibilidade total
dos vínculos é o sonho de qualquer patrão não pressionado pelas lutas sociais. Esta
flexibilidade está no coração do capitalismo predador do século XXI.
Esta dinâmica não encontra nos tempos atuais uma barreira suficientemente forte e eficaz porque os Estados estão em geral enfraquecidos e dominados pelos grandes interesses económicos multinacionais e a relação de forças é altamente desfavorável aos trabalhadores e suas organizações!
Esta dinâmica não encontra nos tempos atuais uma barreira suficientemente forte e eficaz porque os Estados estão em geral enfraquecidos e dominados pelos grandes interesses económicos multinacionais e a relação de forças é altamente desfavorável aos trabalhadores e suas organizações!
Este quadro exige que o sindicalismo,
que nasceu com o industrialismo para organizar a classe operária das grandes
empresas, se adapte à nova situação, tanto sobre o ponto de vista organizativo
como ideológico e tático.
Uma das questões a enfrentar é a de
organizar os trabalhadores cada vez mais precários no futuro e exercendo
profissões em empresas pequenas e voláteis, altamente móveis e tecnológicas. Os trabalhadores, com o
apoio dos cientistas sociais terão que encontrar também formas ágeis e eficazes
de se organizarem e lutarem pelos seus interesses.
Sabemos que os trabalhadores precários têm
dificuldade em se sindicalizarem e exercerem funções sindicais simplesmente
porque estas atividades são quase consideradas criminosas por muitas empresas e
patrões. Fazer militância num sindicato é, em muitas situações, sentenciar o
seu despedimento. Estas situações ferem claramente a Constituição. As empresas
e locais de trabalho não podem ser locais onde impera uma espécie estado de
sítio.
Ora esta realidade vai exigir que os trabalhadores
se organizem de forma semi - clandestina e encontrem formas de luta
alternativas ou complementares à greve, quer sejam legais ou não legais. A situação de facto a
que se chegou, ou seja, de não exercício dos direitos laborais justifica
igualmente o recurso a formas de luta excecionais como o boicote, a denúncia
pública e a sabotagem. Provavelmente iremos passar por um sindicalismo mais móvel, com menos associados e funcionários, mais incisivo e também menos burocrático.A sua aliança com os cidadãos e consumidores e com a comunicação social será de primordial importância!
segunda-feira, 28 de março de 2016
DOENÇAS PROFISSIONAIS DOS CABELEIREIROS. Comissão Europeia assobia para o lado!
Sindicatos europeus promovem uma campanha pela saúde de centenas de milhares de cabeleireiros perante a passividade da Comissão Europeia que tarda em regulamentar as condições de higiene e segurança acordadas sobre a matéria num acordo quadro!Segundo alguns estudos revelam mais de 20% destes profissionais sofrem de asma e de lesões músculo-esqueléticas com origem profissional!VER MAIS
segunda-feira, 14 de março de 2016
PRECARIEDADE LABORAL: um combate difícil mas necessário!
Nos últimos meses a precariedade laboral
ganhou centralidade nas notícias e nas agendas dos partidos políticos. O tema
ganhou maior atualidade com o Governo PS apoiado pelo PS, PCP e Verdes na medida
em que consta dos acordos políticos elaborados e que sustentam esta maioria
parlamentar. Assim existem projetos de diplomas sobre a matéria para debate no
Parlamento, os partidos de esquerda e várias organizações de trabalhadores
fazem pressão para se acabar com esta tendência nas relações laborais.
A
direita evita falar da questão, pois na sua generalidade, o seu pensamento
resume-se na frase proferida pelo chefe dos patrões, António Saraiva, quando
afirmou que «vale mais emprego precário do que nenhum emprego».
Ora, a questão da precariedade laboral é
dos problemas sociais e políticos mais complexos no domínio das relações
laborais porque, sendo uma tendência e exigência do capitalismo atual, na sua
lógica de acumulação de riqueza, este faz tudo o que pode em termos de direito,
de combate ideológico e de mobilização de recursos para manter o modelo
precário. É uma luta muito dura aquela que se vislumbra neste domínio e que
pode inclusive abrir algumas brechas no governo PS e respetiva aliança de
sustentação no Parlamento.
Perspetivando-se um quadro difícil e uma
luta renhida, mas fundamental no combate por um trabalho digno, será importante que
as organizações sindicais, associações de trabalhadores precários, partidos
políticos e personalidades de opinião atuem de forma articulada e definindo
objetivos estratégicos de luta faseada no tempo.
Neste sentido seria prioritário atacar em
força a precariedade no próprio Estado. Os milhares de trabalhadores na
Administração Central e Local, estando a desempenhar tarefas permanentes de
serviço público, deveriam ser integrados e considerados trabalhadores em
funções públicas. Esta situação seria exemplar e facilitaria o combate no setor
privado, onde enquanto existirem altos níveis de desemprego os patrões utilizam
com facilidade o trabalho barato e precário.
Por outro lado, uma inspeção do trabalho
muito mais eficaz no terreno é fundamental para fazer cumprir a legislação que
se aprovar sobre esta matéria. Neste sentido a ACT deveria não apenas ter mais
meios como exigem os sindicatos, mas principalmente ter uma orientação menos
burocrática e mais virada para a ação inspetiva deixando o grosso da ação
informativa e de aconselhamento para as associações sindicais e empresariais.
Por fim, seria também importante implementar
orientações no IEFP de combate à precariedade e ao trabalho barato.
quarta-feira, 9 de março de 2016
O ASSÉDIO MORAL E SEXUAL EM PORTUGAL!
As
mulheres são o alvo preferencial destas duas formas de assédio no local de
trabalho. Por um lado, 14,4% das mulheres já alguma vez sofreu assédio sexual
enquanto apenas 8,6% dos homens passaram pela mesma experiência no local de
trabalho. Por outro, 16,7% das mulheres já experimentou uma situação de assédio
moral contra 15,9% de homens. (Figura 3).
O
conceito de assédio sexual foi operacionalizado através de quatro grandes
dimensões ou grandes tipos de assédio: (i) insinuações sexuais; (ii) atenção
sexual não desejada; (iii) aliciamento; (iv) contacto físico e agressão sexual.
Por sua vez, cada uma destas dimensões é materializada num conjunto de
indicadores de assédio sexual específicos (doze formas práticas de assédio
sexual no total).
Seguindo
a mesma lógica, o conceito de assédio moral também se encontra segmentado em
quatro dimensões fundamentais que se desdobram em nove indicadores específicos.
total homens mulheres Assédio moral Assédio sexual 16,5.....»VER
terça-feira, 8 de março de 2016
ESTUDO SOBRE DISTÚRBIOS NA VOZ DE PROFESSORES!
Um estudo transversal com
317 professores. Utilizou-se o questionário Condição de Produção Vocal do
Professor. A variável dependente foi o distúrbio de voz autorreferido. Foram
realizadas análises bivariada, estratificada e regressão múltipla de Poisson.
A prevalência de distúrbio
de voz entre os professores é alta e os fatores associados relacionam-se ao
ambiente e à organização do trabalho.VER
sexta-feira, 4 de março de 2016
A 18 DE MARÇO-100 anos da INSPEÇÃO DO TRABALHO!
Em Portugal, conhecemos desde a Monarquia Constitucional o germinar destas políticas, com legislação surgida a partir de 1860 e intervenções reguladoras a cargo dos Serviços da Indústria desde os finais do século XIX, mas é a partir da instauração da República que se institucionalizam tais abordagens, legislativa e institucional, a partir do Ministério do Trabalho, criado este que foi em março de 1916, aí se inserindo a ação da Inspeção do Trabalho.
O ano de 1916 foi terrível para o povo português em particular para os trabalhadores e para o movimento operário e sindical.A Alemanha declara guerra ao nosso país e o nível de vida das classes populares desceu de forma abrupta e terrível.Deram-se assaltos a armazéns de víveres em Lisboa ,Almada e Porto e ataques a comerciantes açambarcadores. Os preços subiram em flecha!O governo encerra provisoriamente a sede da UON a central sindical operária e prende numerosos sindicalistas.VER programa das comemorações
Subscrever:
Mensagens (Atom)


