Sindicatos europeus promovem uma campanha pela saúde de centenas de milhares de cabeleireiros perante a passividade da Comissão Europeia que tarda em regulamentar as condições de higiene e segurança acordadas sobre a matéria num acordo quadro!Segundo alguns estudos revelam mais de 20% destes profissionais sofrem de asma e de lesões músculo-esqueléticas com origem profissional!VER MAIS
Este é um blog para comunicar com todos os que se preocupam com a promoção da segurança e saúde no trabalho em Portugal , na Europa e no Mundo. Trabalho há 25 anos nas questões de segurança e saúde no trabalho, particularmente nas área da comunicação social. Espero que outros escrevam para este blog, não apenas comentários a artigos que aqui apareçam mas também textos de opinião, chamadas de atenção para factos importantes,opiniões sobre política de prevenção, saúde e segurança.
segunda-feira, 28 de março de 2016
DOENÇAS PROFISSIONAIS DOS CABELEIREIROS. Comissão Europeia assobia para o lado!
Sindicatos europeus promovem uma campanha pela saúde de centenas de milhares de cabeleireiros perante a passividade da Comissão Europeia que tarda em regulamentar as condições de higiene e segurança acordadas sobre a matéria num acordo quadro!Segundo alguns estudos revelam mais de 20% destes profissionais sofrem de asma e de lesões músculo-esqueléticas com origem profissional!VER MAIS
segunda-feira, 14 de março de 2016
PRECARIEDADE LABORAL: um combate difícil mas necessário!
Nos últimos meses a precariedade laboral
ganhou centralidade nas notícias e nas agendas dos partidos políticos. O tema
ganhou maior atualidade com o Governo PS apoiado pelo PS, PCP e Verdes na medida
em que consta dos acordos políticos elaborados e que sustentam esta maioria
parlamentar. Assim existem projetos de diplomas sobre a matéria para debate no
Parlamento, os partidos de esquerda e várias organizações de trabalhadores
fazem pressão para se acabar com esta tendência nas relações laborais.
A
direita evita falar da questão, pois na sua generalidade, o seu pensamento
resume-se na frase proferida pelo chefe dos patrões, António Saraiva, quando
afirmou que «vale mais emprego precário do que nenhum emprego».
Ora, a questão da precariedade laboral é
dos problemas sociais e políticos mais complexos no domínio das relações
laborais porque, sendo uma tendência e exigência do capitalismo atual, na sua
lógica de acumulação de riqueza, este faz tudo o que pode em termos de direito,
de combate ideológico e de mobilização de recursos para manter o modelo
precário. É uma luta muito dura aquela que se vislumbra neste domínio e que
pode inclusive abrir algumas brechas no governo PS e respetiva aliança de
sustentação no Parlamento.
Perspetivando-se um quadro difícil e uma
luta renhida, mas fundamental no combate por um trabalho digno, será importante que
as organizações sindicais, associações de trabalhadores precários, partidos
políticos e personalidades de opinião atuem de forma articulada e definindo
objetivos estratégicos de luta faseada no tempo.
Neste sentido seria prioritário atacar em
força a precariedade no próprio Estado. Os milhares de trabalhadores na
Administração Central e Local, estando a desempenhar tarefas permanentes de
serviço público, deveriam ser integrados e considerados trabalhadores em
funções públicas. Esta situação seria exemplar e facilitaria o combate no setor
privado, onde enquanto existirem altos níveis de desemprego os patrões utilizam
com facilidade o trabalho barato e precário.
Por outro lado, uma inspeção do trabalho
muito mais eficaz no terreno é fundamental para fazer cumprir a legislação que
se aprovar sobre esta matéria. Neste sentido a ACT deveria não apenas ter mais
meios como exigem os sindicatos, mas principalmente ter uma orientação menos
burocrática e mais virada para a ação inspetiva deixando o grosso da ação
informativa e de aconselhamento para as associações sindicais e empresariais.
Por fim, seria também importante implementar
orientações no IEFP de combate à precariedade e ao trabalho barato.
quarta-feira, 9 de março de 2016
O ASSÉDIO MORAL E SEXUAL EM PORTUGAL!
As
mulheres são o alvo preferencial destas duas formas de assédio no local de
trabalho. Por um lado, 14,4% das mulheres já alguma vez sofreu assédio sexual
enquanto apenas 8,6% dos homens passaram pela mesma experiência no local de
trabalho. Por outro, 16,7% das mulheres já experimentou uma situação de assédio
moral contra 15,9% de homens. (Figura 3).
O
conceito de assédio sexual foi operacionalizado através de quatro grandes
dimensões ou grandes tipos de assédio: (i) insinuações sexuais; (ii) atenção
sexual não desejada; (iii) aliciamento; (iv) contacto físico e agressão sexual.
Por sua vez, cada uma destas dimensões é materializada num conjunto de
indicadores de assédio sexual específicos (doze formas práticas de assédio
sexual no total).
Seguindo
a mesma lógica, o conceito de assédio moral também se encontra segmentado em
quatro dimensões fundamentais que se desdobram em nove indicadores específicos.
total homens mulheres Assédio moral Assédio sexual 16,5.....»VER
terça-feira, 8 de março de 2016
ESTUDO SOBRE DISTÚRBIOS NA VOZ DE PROFESSORES!
Um estudo transversal com
317 professores. Utilizou-se o questionário Condição de Produção Vocal do
Professor. A variável dependente foi o distúrbio de voz autorreferido. Foram
realizadas análises bivariada, estratificada e regressão múltipla de Poisson.
A prevalência de distúrbio
de voz entre os professores é alta e os fatores associados relacionam-se ao
ambiente e à organização do trabalho.VER
sexta-feira, 4 de março de 2016
A 18 DE MARÇO-100 anos da INSPEÇÃO DO TRABALHO!
Em Portugal, conhecemos desde a Monarquia Constitucional o germinar destas políticas, com legislação surgida a partir de 1860 e intervenções reguladoras a cargo dos Serviços da Indústria desde os finais do século XIX, mas é a partir da instauração da República que se institucionalizam tais abordagens, legislativa e institucional, a partir do Ministério do Trabalho, criado este que foi em março de 1916, aí se inserindo a ação da Inspeção do Trabalho.
O ano de 1916 foi terrível para o povo português em particular para os trabalhadores e para o movimento operário e sindical.A Alemanha declara guerra ao nosso país e o nível de vida das classes populares desceu de forma abrupta e terrível.Deram-se assaltos a armazéns de víveres em Lisboa ,Almada e Porto e ataques a comerciantes açambarcadores. Os preços subiram em flecha!O governo encerra provisoriamente a sede da UON a central sindical operária e prende numerosos sindicalistas.VER programa das comemorações
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
SEGURANÇA E SAÚDE DOS TRABALHADORES E O CONGRESSO DA CGTP
«...A Segurança e Saúde debate-se com um grande desafio. Hoje em dia a SST e a prevenção de sinistros laborais importa, acima de tudo, como factor de igualdade, equilíbrio e justiça social.Em que sentido?
Em primeiro lugar no combate à Precariedade Laboral. Está amplamente provado que as diversas formas de precariedade laboral constituem uma fonte interminável de risco laboral. Os trabalhadores com vínculo precário sofrem mais acidentes de trabalho e doenças profissionais e, para agravar, têm mais dificuldade na obtenção de qualquer reparação dos danos sofridos, uma vez que as relações de trabalho, no âmbito das quais, sofreram os sinistros, muitas vezes, já não existem. Ou seja, são os próprios trabalhadores e a sociedade como um todo que tem de se responsabilizar pelo atenuar dos danos provocados por políticas patronais economicistas e cada vez mais desumanas. Assim sendo, afirmar a segurança e saúde no trabalho como um dos veículos e instrumentos de combate à precariedade laboral, é contribuir para a igualdade de tratamento entre trabalhadores permanentes e trabalhadores com vínculo precário......Ver
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
CARTAZES HISTÓRICOS DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO!
![]() Foram inventariados todos os cartazes, na sua maioria relacionados com a
promoção da segurança e saúde no trabalho, mas também institucionais, produzidos
pelos diversos organismos que se sucederam no tempo, e que fazem parte
do arquivo histórico da Autoridade para as Condições do Trabalho. Os
cartazes são apresentados por ordem cronológica, estando já disponíveis oscartazes dos anos 50/60 e 70 do século XX. VER |
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