terça-feira, 8 de março de 2016

ESTUDO SOBRE DISTÚRBIOS NA VOZ DE PROFESSORES!

Estudo de investigadores brasileiros abordam os distúrbios na voz dos professores.
Um estudo transversal com 317 professores. Utilizou-se o questionário Condição de Produção Vocal do Professor. A variável dependente foi o distúrbio de voz autorreferido. Foram realizadas análises bivariada, estratificada e regressão múltipla de Poisson.

A prevalência de distúrbio de voz entre os professores é alta e os fatores associados relacionam-se ao ambiente e à organização do trabalho.VER

sexta-feira, 4 de março de 2016

A 18 DE MARÇO-100 anos da INSPEÇÃO DO TRABALHO!

Em março de 2016 celebram-se 100 anos da existência formal da Inspeção do Trabalho no quadro da criação do Ministério do Trabalho e Previdência Social em Portugal. Trata-se de uma efeméride que merece ser celebrada porque ultrapassa conjunturas organizacionais da administração pública e reporta-se a uma dimensão reguladora do Estado que assume uma importância extraordinária no desenvolvimento do nosso país.
Em Portugal, conhecemos desde a Monarquia Constitucional o germinar destas políticas, com legislação surgida a partir de 1860 e intervenções reguladoras a cargo dos Serviços da Indústria desde os finais do século XIX, mas é a partir da instauração da República que se institucionalizam tais abordagens, legislativa e institucional, a partir do Ministério do Trabalho, criado este que foi em março de 1916, aí se inserindo a ação da Inspeção do Trabalho.
O ano de 1916 foi terrível para o povo português em particular para os trabalhadores e para o movimento operário e sindical.A Alemanha declara guerra ao nosso país e o nível de vida das classes populares desceu de forma abrupta e terrível.Deram-se assaltos a armazéns de víveres em Lisboa ,Almada e Porto e ataques a comerciantes açambarcadores. Os preços subiram em flecha!O governo encerra provisoriamente a sede da UON a central sindical operária e prende numerosos sindicalistas.VER programa das comemorações

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

SEGURANÇA E SAÚDE DOS TRABALHADORES E O CONGRESSO DA CGTP

«...A Segurança e Saúde debate-se com um grande desafio. Hoje em dia a SST e a prevenção de sinistros laborais importa, acima de tudo, como factor de igualdade, equilíbrio e justiça social.Em que sentido?
Em primeiro lugar no combate à Precariedade Laboral. Está amplamente provado que as diversas formas de precariedade laboral constituem uma fonte interminável de risco laboral. Os trabalhadores com vínculo precário sofrem mais acidentes de trabalho e doenças profissionais e, para agravar, têm mais dificuldade na obtenção de qualquer reparação dos danos sofridos, uma vez que as relações de trabalho, no âmbito das quais, sofreram os sinistros, muitas vezes, já não existem. Ou seja, são os próprios trabalhadores e a sociedade como um todo que tem de se responsabilizar pelo atenuar dos danos provocados por políticas patronais economicistas e cada vez mais desumanas. Assim sendo, afirmar a segurança e saúde no trabalho como um dos veículos e instrumentos de combate à precariedade laboral, é contribuir para a igualdade de tratamento entre trabalhadores permanentes e trabalhadores com vínculo precário......Ver

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

CARTAZES HISTÓRICOS DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO!

Foram  inventariados todos os cartazes, na sua maioria relacionados com a promoção da segurança e saúde no trabalho, mas também institucionais, produzidos pelos diversos organismos que se sucederam no tempo, e que fazem parte do arquivo histórico da Autoridade para as Condições do Trabalho. Os cartazes são apresentados por ordem cronológica, estando já disponíveis os
cartazes dos anos 50/60 e 70 do século XX.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

FAZER UMA QUEIXA NA INSPEÇÃO DO TRABALHO,COMO É?

Nos termos do artigo 21.º, n.º2, do Estatuto da Inspeção-Geral do Trabalho (IGT), aprovado pelo Decreto-Lei n.º 102/2000, de 02 de Junho, os inspetores do trabalho e os outros funcionários da ACT devem preservar a confidencialidade da origem de qualquer queixa ou denúncia referente a defeitos de instalação ou ao incumprimento de disposições integradas no âmbito de competência da ACT, não podendo revelar que a visita de inspeção foi consequência de uma queixa ou denúncia.

Os Critérios de investigação das denúncias apresentadas.

A ACT investiga as denúncias apresentadas, nomeadamente em função dos seguintes critérios:
  1. Gravidade, aferida em função do número de trabalhadores abrangidos, da particular gravidade na perspectiva da segurança e da saúde no trabalho e em situações de perigo grave e iminente;
  2. Oportunidade da intervenção aferida em função das prioridades estabelecidas no plano de acção inspectiva da ACT;
  3. Fiabilidade e pertinência da informação fornecida pelas fontes; nesse sentido, a identificação do denunciante constitui um dado relevante, nomeadamente para a eventualidade de ser necessário obter informação adicional para preparação da intervenção.VER



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

MAIS UMA CAMPANHA «Locais de trabalho seguros e saudáveis»!

«Condições de trabalho seguras e saudáveis ao longo de toda a vida profissional são benéficas para os trabalhadores, para as empresas e para a sociedade em geral». 
Esta é a mensagem principal da Campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis» 2016-17, promovida pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho.Enquanto a Comissão e o Eurogrupo apostam na precariedade ,baixos salários e despedimentos a  Agência corre o risco de ser uma agência de propaganda de boas intenções!!VER

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O PODER DOS TRABALHADORES E O CONGRESSO DA CGTP!

O próximo Congresso da CGTP, 26 e 27 de fevereiro, em Almada, vai debater a situação do país e aprovar o Plano de Ação para os próximos anos! Verdadeiramente o que está em debate é o poder dos trabalhadores no quadro da globalização da economia capitalista onde o domínio do capital financeiro está, particularmente na Europa e através da dívida soberana, a escravizar os povos e a liquidar a democracia! Vejam-se os casos da Grécia e agora de Portugal!
O penúltimo Congresso dos Sindicatos Europeus (CES) debateu precisamente esta questão do poder dos trabalhadores. As suas conclusões apontavam para a necessidade urgente de reforçar esse poder sob pena de se colocar em causa todas as grandes conquistas sociais e laborais do século XX!
De facto é necessário reforçar o poder organizado dos trabalhadores em todo o mundo, qualquer que seja o modelo de sociedade existente. Aponto apenas algumas razões essenciais:
1.   Na dinâmica social e política ninguém oferece nada a ninguém, mesmo que a habilidade política mostre o contrário. Logo, apenas com mais poder dos trabalhadores é possível defender os interesses essenciais dos mesmos. Seja numa sociedade capitalista ou pós capitalista, seja numa sociedade que ainda se diga socialista.
2.   Sem este poder organizado dos trabalhadores a própria sociedade democrático-liberal corre riscos perante os populismos autoritários e racistas.
3.   O poder organizado dos trabalhadores é historicamente o mais importante movimento social de emancipação dos povos e da luta pela igualdade. Mais do que nunca este movimento é necessário para a humanidade e os valores humanistas.
4.   Sem mais poder dos trabalhadores o projeto europeu restará um dia apenas um mercado servido por milhões de escravos, sem dimensão social.
5.   O poder organizado dos trabalhadores não se materializa apenas no movimento sindical mas também nos seus aliados como os movimentos sociais reivindicativos, algumas correntes cristãs de ação sócio-política e alguns partidos políticos.

Sei que a algumas pessoas lhe repugna falar em poder dos trabalhadores porque imaginam de imediato a sovietização da sociedade! Mas não lhe repugna falar em poder empresarial e no poder das multinacionais pintando-as quase como sucursais da Cáritas!

O mundo de hoje é outro e a história avançou! Hoje temos o poder dos trabalhadores/produtores e também o poder dos consumidores, que na sua maioria também são os produtores! No entanto, o poder dos trabalhadores tem que estar acima do capital! A governação do capital de casino será o desastre social, ambiental e político!