![]() Foram inventariados todos os cartazes, na sua maioria relacionados com a
promoção da segurança e saúde no trabalho, mas também institucionais, produzidos
pelos diversos organismos que se sucederam no tempo, e que fazem parte
do arquivo histórico da Autoridade para as Condições do Trabalho. Os
cartazes são apresentados por ordem cronológica, estando já disponíveis oscartazes dos anos 50/60 e 70 do século XX. VER |
Este é um blog para comunicar com todos os que se preocupam com a promoção da segurança e saúde no trabalho em Portugal , na Europa e no Mundo. Trabalho há 25 anos nas questões de segurança e saúde no trabalho, particularmente nas área da comunicação social. Espero que outros escrevam para este blog, não apenas comentários a artigos que aqui apareçam mas também textos de opinião, chamadas de atenção para factos importantes,opiniões sobre política de prevenção, saúde e segurança.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
CARTAZES HISTÓRICOS DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO!
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
FAZER UMA QUEIXA NA INSPEÇÃO DO TRABALHO,COMO É?
Nos
termos do artigo 21.º, n.º2, do Estatuto da Inspeção-Geral do Trabalho (IGT),
aprovado pelo Decreto-Lei n.º 102/2000, de 02 de Junho, os inspetores do trabalho
e os outros funcionários da ACT devem preservar a confidencialidade da origem
de qualquer queixa ou denúncia referente a defeitos de instalação ou ao
incumprimento de disposições integradas no âmbito de competência da ACT, não
podendo revelar que a visita de inspeção foi consequência de uma queixa ou
denúncia.
Os Critérios de investigação das denúncias
apresentadas.
A
ACT investiga as denúncias apresentadas, nomeadamente em função dos seguintes
critérios:
- Gravidade,
aferida em função do número de trabalhadores abrangidos, da particular
gravidade na perspectiva da segurança e da saúde no trabalho e em
situações de perigo grave e iminente;
- Oportunidade
da intervenção aferida em função das prioridades estabelecidas no plano de
acção inspectiva da ACT;
- Fiabilidade
e pertinência da informação fornecida pelas fontes; nesse sentido, a
identificação do denunciante constitui um dado relevante, nomeadamente
para a eventualidade de ser necessário obter informação adicional para
preparação da intervenção.VER
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
MAIS UMA CAMPANHA «Locais de trabalho seguros e saudáveis»!
«Condições de trabalho seguras e saudáveis ao longo de toda a vida profissional são benéficas para os trabalhadores, para as empresas e para a sociedade em geral».
Esta é a mensagem principal da Campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis» 2016-17, promovida pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho.Enquanto a Comissão e o Eurogrupo apostam na precariedade ,baixos salários e despedimentos a Agência corre o risco de ser uma agência de propaganda de boas intenções!!VER
Esta é a mensagem principal da Campanha «Locais de trabalho seguros e saudáveis» 2016-17, promovida pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho.Enquanto a Comissão e o Eurogrupo apostam na precariedade ,baixos salários e despedimentos a Agência corre o risco de ser uma agência de propaganda de boas intenções!!VER
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
O PODER DOS TRABALHADORES E O CONGRESSO DA CGTP!
O
próximo Congresso da CGTP, 26 e 27 de fevereiro, em Almada, vai debater a situação do país e aprovar o Plano de
Ação para os próximos anos! Verdadeiramente o que está em debate é o poder dos
trabalhadores no quadro da globalização da economia capitalista onde o domínio
do capital financeiro está, particularmente na Europa e através da dívida soberana,
a escravizar os povos e a liquidar a democracia! Vejam-se os casos da Grécia e
agora de Portugal!
O
penúltimo Congresso dos Sindicatos Europeus (CES) debateu precisamente esta questão
do poder dos trabalhadores. As suas conclusões apontavam para a necessidade
urgente de reforçar esse poder sob pena de se colocar em causa todas as grandes
conquistas sociais e laborais do século XX!
De
facto é necessário reforçar o poder organizado dos trabalhadores em todo o
mundo, qualquer que seja o modelo de sociedade existente. Aponto apenas algumas
razões essenciais:
1. Na
dinâmica social e política ninguém oferece nada a ninguém, mesmo que a
habilidade política mostre o contrário. Logo, apenas com mais poder dos
trabalhadores é possível defender os interesses essenciais dos mesmos. Seja
numa sociedade capitalista ou pós capitalista, seja numa sociedade que ainda se
diga socialista.
2. Sem
este poder organizado dos trabalhadores a própria sociedade democrático-liberal
corre riscos perante os populismos autoritários e racistas.
3. O poder
organizado dos trabalhadores é historicamente o mais importante movimento
social de emancipação dos povos e da luta pela igualdade. Mais do que nunca
este movimento é necessário para a humanidade e os valores humanistas.
4. Sem
mais poder dos trabalhadores o projeto europeu restará um dia apenas um mercado servido por milhões de escravos, sem dimensão social.
5. O poder
organizado dos trabalhadores não se materializa apenas no movimento sindical
mas também nos seus aliados como os movimentos sociais reivindicativos, algumas
correntes cristãs de ação sócio-política e alguns partidos políticos.
Sei que
a algumas pessoas lhe repugna falar em poder dos trabalhadores porque imaginam de imediato a sovietização da sociedade! Mas não lhe repugna falar em poder
empresarial e no poder das multinacionais pintando-as quase como sucursais da
Cáritas!
O mundo
de hoje é outro e a história avançou! Hoje temos o poder dos
trabalhadores/produtores e também o poder dos consumidores, que na sua maioria
também são os produtores! No entanto, o poder dos trabalhadores tem que estar
acima do capital! A governação do capital de casino será o desastre social,
ambiental e político!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
CENTENÁRIO DA OIT!
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Esta iniciativa, que se insere no programa comemorativo do centenário da OIT,
está orientada em torno dos seguintes eixos temáticos (não exclusivos):
* Os ministérios do trabalho numa perspectiva transnacional (análise da história e do desenvolvimento destes organismos, bem como a evolução da sua denominação e competências); * A organização e a administração dos ministérios do trabalho (acções e reacções em torno da sua criação e evolução); * Os ministérios do trabalho como reguladores das condições de emprego em situações de crises e guerras; * A definição das principais políticas públicas na área laboral; * A produção de normas laborais nas esferas nacionais e a influência da regulamentação internacional do trabalho e dos direitos dos trabalhadores nas mesmas. O encontro reúne intervenções proferidas por conferencistas convidados/as e a apresentação de comunicações submetidas através de call for papers. A selecção das propostas será orientada com o objectivo de garantir o máximo de qualidade e diversidade dos trabalhos. Prazo para a submissão de propostas: 15 de Janeiro de 2016 a 31 de Março de 2016. Mais informação carregue aqui. |
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
A QUESTÃO INTERNACIONAL NO CONGRESSO DA CGTP!
No
entanto, existem e existiram no passado razões de ordem ideológica e política
que condicionaram e condicionam ainda hoje essa participação. São estas que
mais nos interessam para o debate sempre necessário no mundo sindical!
No passado e em particular nas décadas da
Primeira República o movimento sindical esteve dividido a nível internacional e
sofreu profundamente o conflito entre marxistas e anarquistas na Primeira
Internacional e, mais tarde, entre a AIT (anarquista) e a Internacional
Sindical Vermelha (comunista). Este conflito contribuiu para o enfraquecimento
da CGT portuguesa e do movimento sindical português num momento tão importante
como foi a implantação da Ditadura Fascista do Estado Novo.
A Ditadura acabou com os sindicatos livres
, o direito à greve e à associação. Mas o conflito entre os sindicalistas
continuaria. Na década de sessenta do século passado dar-se ia em Portugal o
ressurgimento de uma oposição sindical que aglutinou sindicalistas de várias
correntes, nomeadamente da JOC, socialistas e comunistas. Esta oposição viria a
criar a Intersindical e a luta pela democratização dos sindicatos da ditadura
onde estavam os trabalhadores obrigatoriamente sindicalizados. No quadro da
«Guerra Fria» o sindicalismo mundial, para além de pequenas organizações
anarquistas e não- alinhadas, estava dividido ideologicamente na Confederação
Internacional de Sindicatos Livres (CISL), socialista, Confederação Mundial do
Trabalho (CMT) de inspiração cristã e Federação Sindical Mundial (FSM)
comunista.
Esta divisão política e sindical ao nível
mundial foi o grande motor da divisão do movimento sindical português após a
Revolução de Abril de 1974 com a criação da UGT. Já em democracia a
Intersindical, agora CGTP, embora com socialistas e católicos na sua estrutura,
é fortemente hegemonizada agora pelos comunistas. A UGT é a primeira a entrar
para a Confederação Europeia de Sindicatos (CES), hegemonizada pela
social-democracia mas onde estavam centrais sindicais tanto de inspiração
cristã como comunista. Numa primeira fase a CGTP resiste á participação na CES
em nome da unidade. Entraria mais tarde após um longo período de insistência,
particularmente de católicos, socialistas e comunistas portugueses e europeus,
pois o processo teve a oposição da UGT portuguesa. A maior central sindical
portuguesa não poderia continuar de fora da organização europeia! Foi esse o
entendimento de todas as correntes da CGTP, embora com reticências de alguns
quadros comunistas influentes.
Já no início do século XXI, precisamente
em 2006, e após um longo processo de debate e maturação, a CISL, a CMT e
algumas centrais sindicais não filiadas em qualquer confederação mundial
decidem criar uma central sindical mundial, a Confederação Sindical
Internacional (CSI), aceitando aquelas a sua dissolução enquanto organizações
históricas. Fica de fora deste processo a FSM, de inspiração comunista. A nova
central mundial, a CSI, embora tenha uma maioria de organizações socialistas
também tem um número significativo de centrais de inspiração cristã e
comunista, nomeadamente francesas, italianas e espanholas. A CGTP, após um
breve debate na estrutura dirigente, ficou de fora para, segundo a explicação
oficial, salvaguardar a unidade da central. As razões de fundo, no entanto, são
outras, ou seja, de caráter ideológico e político, mais uma vez.
O debate da questão internacional
As questões internacionais são tradicionalmente
resolvidas em congresso de cada organização. Em geral são debatidas por alguns
dirigentes da estrutura e muito pouco pelas bases, pelos sindicatos e pelos
trabalhadores. Os trabalhadores sindicalizados e até alguns dirigentes não
estão sensibilizados para a questão internacional. Alguns ainda têm uma noção
de sindicalismo internacional igual a relações públicas sindicais. A forma de
promover este debate nos sindicatos e com os trabalhadores deve ser estudada. O
nosso pão, paz, habitação tanto são hoje defendidos em Lisboa como em Bruxelas,
em Genebra ou Nova Yorque!
As teses a debater e aprovar no próximo
congresso da CGTP não vão além do cliché em matéria internacional, nomeadamente
sobre o papel da CES e da CSI, havendo uma regressão neste capítulo. Estas
questões não podem ser arrumadas com meia dúzia de linhas. Hoje a luta sindical
ao nível europeu e internacional é das questões mais importantes para os
trabalhadores, tendo em conta a natureza do capitalismo globalizado e a sua
forma de atuar, de se articular de combater os trabalhadores. A articulação das
lutas nacionais com a luta europeia e internacional, o papel da CES e da CSI
das Federações setoriais mundiais, dos comités de empresa europeus e outras
plataformas que se organizem para uma luta concreta de dimensão regional ou
mundial são fulcrais para um sindicalismo que saia da sua dimensão provinciana!
Ganhar novas eficácias nesta dimensão é fulcral para o movimento sindical de
hoje e para a melhoria das condições de vida e trabalho.
Participar na CSI é reforçar o
sindicalismo mundial e dar-lhe outra dimensão. Tanto a CES como a CSI precisam
de organizações combativas que não subalternizem os interesses dos
trabalhadores a outros interesses. A situação europeia e mundial não é
favorável à nossa luta e muito menos á luta de cada um por si! Só é cego quem
não quer ver!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
OS EFEITOS DO TRABALHO NA NOSSA SAÚDE!
«Os pressupostos que
estiveram na origem e na essência do capitalismo, preconizados por Max Weber
(2001), são bastante diferentes daqueles que podemos observar na atualidade.
Nas palavras de Sennett (2001) houve uma rutura significativa entre o velho
capitalismo de classe e o novo capitalismo flexível. As consequências desta
transformação foram, no mínimo, aterradoras para algumas formas de interação e
convivência contemporâneas, nomeadamente ao nível do trabalho. O lucro
tornou-se, cegamente, no único objetivo das empresas (ou pelo menos o
principal) e a ideologia utilitarista foi levada ao extremo, tendo em conta que
os meios utilizados para atingir esse fim (lucro) são, em certos casos,
imorais.» Ver artigo
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