«A centralidade atribuída aos docentes nos processos de reformas educacionais em curso traz
novas exigências profissionais com efeitos sobre a sua saúde. Buscando resultados na literatura epidemiológica e ergonômica, este artigo tece relações entre o processo de intensificação do trabalho nas escolas e o tipo de adoecimento dos professores descrito nos estudos atuais. Sobre a intensificação, são mencionados fatores qualitativos, caracterizados pelas transformações da atividade sem o necessário suporte social para acomodar as exigências do trabalho, e fatores quantitativos, relacionados ao aumento do volume de tarefas nas escolas. As evidências trazidas ao texto permitem esboçar as bases de um modelo explicativo para o processo de morbidade docente calcado em determinantes ambientais e organizacionais e suas implicações sobre a atividade de trabalho na sala de aula.VER
Este é um blog para comunicar com todos os que se preocupam com a promoção da segurança e saúde no trabalho em Portugal , na Europa e no Mundo. Trabalho há 25 anos nas questões de segurança e saúde no trabalho, particularmente nas área da comunicação social. Espero que outros escrevam para este blog, não apenas comentários a artigos que aqui apareçam mas também textos de opinião, chamadas de atenção para factos importantes,opiniões sobre política de prevenção, saúde e segurança.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
A SAÚDE DOS FERROVIÁRIOS!
«O setor ferroviário representa uma importante atividade
socioeconômica em vários países e tem sido foco de pesquisas de avaliação
relativas ao impacto do trabalho em turnos e noturno na vida desses
trabalhadores (HÄRMÄ et al., 2002; KOYAMA et al., 2012). Os trabalhadores em
turnos, rotineiramente, queixam-se de distúrbios do sono, fadiga e sonolência
durante a jornada de trabalho, o que tem sido considerado um importante fator
de erros e risco de acidentes (ÅKERSTEDT; WRIGHT, 2009; WAGSTAFF; …..»VER ARTIGODE INVESTIGADORES BRASILEIROSquinta-feira, 3 de dezembro de 2015
STRESSE E INTENSIFICAÇÂO DO TRABALHO!
O stresse é hoje um dos principais problemas do trabalho.
Os inquéritos mais recentes a trabalhadores e patrões nomeadamente das Agências
especializadas da União Europeia revelam que esta questão preocupa algumas empresas
e sindicatos e é tema de seminários, colóquios e campanhas visando, não apenas o
stresse, mas outros riscos psicossociais como o assédio moral, mobbing e
violência no trabalho!
Em outubro passado a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho encerrou uma Campanha Europeia de informação sobre a gestão
do stresse. Mais de 25% dos trabalhadores europeus dizem-se afetados de algum
modo por este problema! Parece que o stresse está na base de uma grande parte
dos dias perdidos de trabalho e de numerosas doenças psíquicas e físicas,
nomeadamente cardiovasculares e depressivas. Pode levar ao esgotamento físico e
psíquico de uma pessoa por mais forte que seja!
Acontece que na maioria dos casos o tema do stresse é
debatido e estudado como um problema de produtividade antes de ser um problema
de saúde! Fala-se em stresse bom, ou seja, aquele que funciona como forma de
pressão sobre o trabalhador para aumentar a intensidade do trabalho e em
stresse mau ou seja aquele que já nos afeta de forma permanente, com vários sintomas de natureza física e psíquica!
É curioso como, inclusive, alguns investigadores fazem
este tipo de distinções e afirmam que o mais importante é saber gerir o
stresse, admitindo que este é inevitável e até de certo modo necessário!
Ora, temos hoje alguns estudos que nos mostram que o
stresse é utilizado pela gestão para aumentar a intensidade do trabalho e,
assim, intensificar a exploração do trabalhador! O stresse, e até o assédio
moral, são assim utilizados como ferramentas de gestão para aumentar a
produtividade! Consideram-se como boas ferramentas, desculpabilizam-se e
tornam-se elementos da ideologia gestionária no quadro da exploração laboral na
economia capitalista!
Ora, uma perspetiva sindical do combate ao stresse não se
pode cair nesta armadilha, fazendo precisamente o jogo dos novos tipos de
gestão ao serviço de uma ideologia que submete a saúde do trabalhador aos
interesses de um capitalismo selvagem!
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
INSPEÇÃO DO TRABALHO PORTUGUESA: elementos para a sua História! (3)
A primeira reorganização da Inspeção do Trabalho após a
Revolução de Abril de 1974, foi precisamente em março de 1978, aquando da
reestruturação da lei Orgânica do Ministério do Trabalho. Entre as suas várias
atribuições destaca-se o «assegurar a aplicação das normas do direito do
trabalho constantes das leis gerais, dos instrumentos de regulamentação
coletiva de trabalho….» Ora, o País tinha mudado vivendo agora numa democracia,
com sindicatos livres, negociação coletiva e uma Constituição que dava
importantes garantias aos trabalhadores no domínio dos direitos sociais,
nomeadamente o direito á greve.
Nos
anos seguintes e até 1983 é produzida importante legislação do trabalho, nomeadamente
ao nível das relações coletivas (1979) e ratificadas diversas convenções da OIT,
inclusive a da Inspeção na Agricultura (1981 e 1983).É criado o Conselho
Nacional de Higiene e Segurança do Trabalho (1982).A legislação do trabalho
portuguesa é das mais avançadas da Europa.
Em julho de 1983 é aprovado o novo Estatuto da Inspeção
Geral do Trabalho procurando responder de forma mais eficaz á nova situação económica
e social de um Portugal democrático.
A situação social é difícil com um volume
assinalável de trabalhadores com salários em atraso com relevo para os
distritos de Setúbal e Lisboa. Esta realidade, empresas em crise, com salários
em atraso, e o combate ao trabalho Infantil são algumas das prioridades da
Inspeção do Trabalho.
Em 1986
entraria em vigor o tratado de adesão de Portugal à CEE. Esta nova situação de
Portugal irá ter importantes consequências no domínio social. Em 1988 a CGTP
convoca uma greve geral contra o pacote laboral.
Na
década de 80 seria ainda publicada alguma legislação sobre segurança e saúde no
trabalho com destaque para o Regulamento Geral de Higiene e Segurança nos
Estabelecimentos Comerciais de Escritório e Serviços, proteção dos
trabalhadores contra o cloreto de vinilo monómero, chumbo, amianto e radiações
ionizantes (1989).
Em 1989
é aprovada a Diretiva 89/391/CEE, também chamada «Diretiva Quadro», sobre segurança
e saúde no trabalho comportando uma nova abordagem da prevenção e promoção da
segurança e saúde dos trabalhadores e que virá dar um assinalável impulso
legislativo ao nível europeu e nacional. A inspeção do trabalho assume cada vez
mais na sua missão a dimensão da promoção da segurança e saúde no trabalho.
Em
junho de 1990 arranca uma semana de luta da CGTP pelas 40 horas um novo
objetivo em termos de tempo de trabalho e que vai ter sucesso. Em 1991 a mesma
Central Sindical organiza uma Campanha Nacional de Sensibilização de Higiene e
segurança no trabalho.
Nesse
mesmo ano, 1991, é assinado o Acordo por todos os Parceiros Sociais e o Governo
sobre Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. É aprovado o Regime Jurídico de
SHST tendo por base a «Diretiva Quando» e a Convenção nº 155 da OIT.
Em 1992
realiza-se o Ano Europeu para a Segurança, Higiene e Saúde no Local de Trabalho.
São promovidas mais de 300 ações por todo o País sendo efetivamente um marco no
domínio da informação e sensibilização da sociedade para as questões da SST.
O ano
de 1993 é altamente produtivo em termos legislativos com a transposição para o direito
interno de várias diretivas europeias com destaque para os equipamentos de
proteção individual, prescrições mínimas de segurança na movimentação de
cargas, proteção dos trabalhadores expostos ao amianto e prescrições mínimas
para os locais de trabalho.
É criado o IDICT juntando a inspeção do trabalho à Prevenção
Neste mesmo ano, 1993, ocorre nova transformação orgânica
e estratégica na Administração do Trabalho com a Criação do Instituto para o
Desenvolvimento e Inspeção das Condições de Trabalho (IDICT).A Inspeção Geral
do Trabalho passa a integrar a estrutura geral do IDICT, mas mantém garantida e
consagrada a sua independência técnica e autonomia de decisão, sendo que o
Inspetor Geral é por inerência, membro da Direção daquele Instituto. O novo
organismo integra também a prevenção de riscos profissionais e a Direção Geral
de Higiene e Segurança no Trabalho é extinta!
Nos
anos seguintes o IDICT lançou diversas campanhas setoriais de inspeção e
prevenção dos riscos profissionais, nomeadamente na construção civil,
agricultura e indústria têxtil. Na mesma altura o Estado lançou grandes obras
públicas e Portugal transformou-se também num país de trabalhadores imigrantes.
Esta nova situação conduziu a um aumento da sinistralidade laboral levando o
IDICT, e em particular a ação inspetiva, a equacionar novas abordagens e
estratégias de intervenção.
Ao
nível editorial o IDICT deu início ao maior volume de publicações até então
verificado, nomeadamente de estudos académicos, no domínio da prevenção dos
riscos profissionais e relações do trabalho. Este trabalho, único no país,
seria continuado mais tarde pelo ISHST e pela ACT.
Em fevereiro
de 1994 estabelece-se pela primeira vez em Portugal um regime de organização e
funcionamento das atividades de SST nas empresas.
Até
finais da década, e em particular no ano de 1999 foram publicados diversos
diplomas sobre reparação de acidentes de trabalho e doenças profissionais e
criado o Fundo de Acidentes de Trabalho. É apresentado também o «Livro Branco
dos Serviços de Prevenção das Empresas, documento que propôs um conjunto de
medidas para melhorar as políticas de promoção da saúde e segurança do
trabalho.
Segundo
dados da própria Inspeção do trabalho na década de 90 morreram em Portugal
cerca de 3.500 trabalhadores nos locais de trabalho e ocorreram cerca de 2
milhões e meio de acidentes com alguma gravidade.
O novo
milénio começa com o IDICT a tornar-se Ponto Focal Nacional da Agência Europeia
para a Segurança e Saúde no Trabalho após uma iniciativa de informação inédita
denominada «Semanas Europeias». É entretanto assinado um novo Acordo por todos
os Parceiros Sociais e pelo Governo sobre Condições de Trabalho, Higiene e
Segurança no Trabalho e Combate à Sinistralidade (2001). No mesmo ano a
Assembleia da República cria o Dia Nacional de Prevenção e Segurança no
Trabalho ficando o IDICT de organizar as respetivas comemorações. É ainda aprovado o Estatuto da Inspeção do
Trabalho (2000).
Campanhas Europeias e criada a ACT
Em 2002
Portugal integra a zona Euro e em 2003 é publicado o Código do Trabalho que
codifica, altera e introduz vastíssima legislação laboral. A CGTP convoca uma
greve geral contra as mudanças na legislação laboral.
Em 2004 o Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no
Trabalho (ISHST) sucede ao IDICT. Este novo instituto continua com a dimensão
da prevenção de riscos profissionais e a Inspeção Geral do Trabalho prossegue
como organismo autónomo. No âmbito do Programa Nacional de Ação para a Prevenção
(PNAP) e tendo em conta algumas iniciativas
das últimas décadas, nomeadamente o projeto «Trabalho Seguro Melhor Futuro» o
ISHST concebeu e implementou de forma inédita o Programa Nacional de Educação
para a Segurança e Saúde no Trabalho- PNSST visando sensibilizar a população
escolar para estas matérias e a sua integração nos curricula escolares.
No segundo
semestre de 2006 é lançada uma campanha de inspeção e informação em todos os
Estados-Membros da União Europeia. Promovida pelo Comité dos Altos Responsáveis da Inspeção do
Trabalho, esta campanha foi coordenada em Portugal pela Inspeção-Geral do
Trabalho, tendo como lema “O amianto pode provocar a morte. Evite a exposição a
esta substância”.
No ano
seguinte em 2007 a Inspeção Geral do Trabalho dinamiza a Campanha Europeia
«Alivie a Carga» para prevenir as lombalgias.
Em setembro do mesmo ano é criada a
Autoridade para as Condições do Trabalho que integra a prevenção dos riscos
profissionais e assume as funções e competências da Inspeção do trabalho.
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
CANCRO É SÉRIO PROBLEMA PROFISSIONAL!
O cancro de origem profissional (cancro profissional) é um problema que tem de ser combatido na
União Europeia (UE). As estimativas relativas aos encargos recentes e futuros associados às
doenças profissionais indicam que o cancro profissional ainda é um problema e assim continuará no
futuro, devido à exposição dos trabalhadores a agentes cancerígenos.Documento da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho apresenta informação sobre os métodos de avaliação profissional.VER
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
INSPEÇÃO DO TRABALHO PORTUGUESA:elementos para a sua história! (2)
Entre o
golpe militar terminando com a Primeira República (1926) e a nova Constituição
Corporativa (1933) Portugal atravessa anos de grandes convulsões sociais e
políticas com o desmantelamento do movimento sindical livre e a prisão de milhares de sindicalistas. São, no então, ratificadas pelo nosso país várias convenções da OIT,
nomeadamente sobre descanso semanal, horários e trabalho noturno.O novo regime procurava lançar poeira aos olhos do mundo.
Com a ditadura a Inspeção do trabalho ficou sujeita à ideologia fascista
A
Constituição Corporativa e o Estatuto do Trabalho Nacional, inspirado na Carta
del Lavoro do fascismo italiano constituem a base legal da nova ordem social e
política do chamado Estado Novo.
Com a criação no mesmo ano do Instituto Nacional do
Trabalho e Previdência (INTP) fica criada a nova estrutura que irá fiscalizar
as condições de trabalho, nomeadamente a assistência e inspeção dos novos
organismos corporativos, segurança nos locais de trabalho, horários, salários e
propaganda dos princípios da nova ordem social e política.
Os inspetores do trabalho dão lugar aos delegados ou estão a estes submetidos.Estes delegados articulavam com a polícia política e as forças de segurança para combaterem as lutas dos trabalhadores. Nesta nova ordem os sindicatos livres são dissolvidos e criados os sindicatos nacionais. A greve fica proibida!
Os inspetores do trabalho dão lugar aos delegados ou estão a estes submetidos.Estes delegados articulavam com a polícia política e as forças de segurança para combaterem as lutas dos trabalhadores. Nesta nova ordem os sindicatos livres são dissolvidos e criados os sindicatos nacionais. A greve fica proibida!
A estrutura do INTP irá ser reformulada em 1942
com a criação da inspeção do trabalho e um Regulamento onde são redefinidas as
funções e competências desta.
Em 1948
realiza-se uma nova reorganização do INTP procurando que a estrutura
corporativa seja capaz de responder aos novos desafios da sociedade pós IIª
Grande Guerra Mundial e com o incremento industrial.
Os anos
50 encontram o nosso país com 50% da população ativa, 3 milhões e 200 mil
pessoas, a trabalhar na agricultura, apesar de vários planos de fomento
industrial. Nesta década ocorrem as primeiras brechas no regime, nomeadamente
com as eleições para Presidente da República e a entrada em cena de Humberto Delegado (1958).
Logo em janeiro de 1950 é promulgado o Regulamento da
Inspeção do Trabalho que estipula a respetiva organização dos serviços, funções
e competências.
Na
década de 60, em particular o ano de 1962, deve ser lembrado embora não se
tenham efetuado grandes mudanças estruturais na inspeção do trabalho. Efetivamente
ocorreu a criação da Caixa Nacional de Seguros de Doenças Profissionais e dos
Serviços Médicos do Trabalho para a prevenção da silicose, do Gabinete de Higiene
e Segurança do Trabalho. Este Gabinete passaria a Direção Geral em dezembro de
1974.Significativa foi também a conquista das oitos horas pelos trabalhadores
agrícolas do Alentejo após um movimento grevista de grande dimensão.
Até
1970 ocorreu diversa produção legislativa com destaque para o Regime Jurídico
dos Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais (1965), a conhecida Lei nº
2.127, a criação e regulamentação dos serviços médicos nas empresas (1967).
Entre
1970 e 1973 ocorrem vários acontecimentos que terão consequências para o futuro
do país e da administração do trabalho. Morre Salazar e a OIT volta a condenar
Portugal pela sistemática violação dos direitos sindicais. É criado o embrião
do que viria a ser a Intersindical e, pela primeira vez, uma mulher integra um
governo como subsecretária de Estado da Saúde e Assistência. É assinado um
acordo comercial com a CEE em Bruxelas.
É
publicado o Regulamento Geral de Segurança e Saúde no Trabalho nos
Estabelecimentos Industriais (1971) e a Lista das Doenças Profissionais (1973).
Realizam-se
neste anos grandes manifestações de trabalhadores, nomeadamente no Porto,
aquando o 1º de Maio e no setor bancário por causa da prisão de um seu
dirigente sindical. Em outubro de 1973 realizam-se importantes manifestações
nas regiões de Lisboa, Setúbal e Alentejo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
SUICÍDIO NAS FORÇAS DE SEGURANÇA!
O mês de
novembro foi negro para as forças de segurança portuguesas com destaque para a
PS e GNR no que respeita ao número de suicídios! Foram sete neste mês e 15 em
todo o ano! Parece que o sentimento mais comum dos que se matam é a revolta! O ex-ministro de administração interna criou mais um grupo de trabalho para atenuar
o problema.
Os
Sindicatos do setor chamam atenção para as condições de higiene, segurança e
saúde do trabalho dos agentes. É aqui que se deve bater de forma objetiva e
clara. A Função Pública e nomeadamente as Forças de Segurança não têm
implementados os serviços de segurança e saúde no trabalho com exceção de
algumas entidades. A inspeção do trabalho, no caso a ACT, não tem poderes de
fiscalização nos serviços do Estado e, muito menos, nas Forças de Segurança! As
queixas e problemas serão enviados para os organismos de fiscalização internos!
Claro que esta questão é fulcral! Então nas Forças de Segurança é uma questão
chave, dado que os agentes que estão com problemas de saúde terão que se
queixar aos respetivos superiores ou ao médico de clínica geral ou ao psicólogo
da instituição. A cultura destas Forças é uma cultura «durona», de virilidade
de aguentar até aos limites. Quem se queixar de stresse, de ansiedade de
depressão é um fraco, não serve para agente.
O stresse ataca também os mais fortes!
Esquecem-se
que o stresse e as doenças psicológicas podem afetar os mais fortes e durões!
Não existe a cultura da prevenção dos riscos da profissão. Prevenir não é uma
questão de fraqueza, é uma questão de sabedoria porque os agentes são pessoas
com problemas financeiros, emocionais, familiares, etc.
Nunca
como hoje os agentes das Forças de Segurança tiveram tantos problemas de
stresse profissional! Nunca como hoje sentiram que a sua instituição é
madrasta, que lhes exige turnos, trabalho noturno, missões perigosas de
vigilância e lhes rateia os meios necessários ao cumprimento das missões! A
falta de meios para cumprir os objetivos é um dos fatores mais poderosos de
stresse laboral!
As
instituições PSP e GNR sempre tiveram um grande espírito corporativo, de
coesão. Construíram serviços sociais, campos de férias, cooperativas de
consumo, iniciativas de natal, etc. etc…Os últimos governos, submetidos aos
ditames financeiros, foram cortando em toda a Função Pública, inclusive nestas
corporações, retirando-lhes conquistas de muitas décadas. Conquistas sociais
que ajudavam o agente e a sua família a viverem com orgulho a sua profissão e a
conseguirem um certo bem -estar.
Os
agentes viram nas últimas décadas a degradação da sua corporação do seu
estatuto e da sua vida em geral. Estas são as causas fundamentais dos suicídios
na PSP e na GNR e até nos guardas prisionais.
O Ministério de Administração Interna faça algo com
seriedade. O grupo de trabalho que aborde esta situação com verdade, retire
todas as conclusões e apresente medidas que não sejam meros paliativos! O assunto
deve ir posteriormente à Assembleia da República porque há medidas que, sendo de promoção da segurança e saúde no trabalho, também são políticas.
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