Dando continuidade
ao trabalho de prevenção dos riscos psicossociais a Direção Geral do Trabalho
de França desenvolveu, em conjunto com outras entidades, um interessante guia de
combate ao bournout (esgotamento profissional), consequências e formas de o
prevenir nos locais de trabalho públicos e privados, nomeadamente os meios e
ações coletivas e individuais a operacionalizar para agir sobre os fatores de
risco. VER em francêsEste é um blog para comunicar com todos os que se preocupam com a promoção da segurança e saúde no trabalho em Portugal , na Europa e no Mundo. Trabalho há 25 anos nas questões de segurança e saúde no trabalho, particularmente nas área da comunicação social. Espero que outros escrevam para este blog, não apenas comentários a artigos que aqui apareçam mas também textos de opinião, chamadas de atenção para factos importantes,opiniões sobre política de prevenção, saúde e segurança.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
GUIA PARA COMBATER O ESGOTAMENTO PROFISSIONAL!
Dando continuidade
ao trabalho de prevenção dos riscos psicossociais a Direção Geral do Trabalho
de França desenvolveu, em conjunto com outras entidades, um interessante guia de
combate ao bournout (esgotamento profissional), consequências e formas de o
prevenir nos locais de trabalho públicos e privados, nomeadamente os meios e
ações coletivas e individuais a operacionalizar para agir sobre os fatores de
risco. VER em francêsterça-feira, 14 de julho de 2015
A NANOTECNOLOGIA EM BANDA DESENHADA!
«Nanotecnologia: um universo em construção» é uma brochura da Fundacentro, Brasil, que explica em banda desenhada o que são as nanotecnologias e os riscos que podem colocar aos trabalhadores!Um trabalho muito interessante que pode informar, em particular o público jovem, sobre matérias complexas de segurança no trabalho.A Fundacentro é o organismo governamental, paritário, que tem a seu cargo a aplicação das políticas de promoção da segurança e saúde dos trabalhadores.VER
segunda-feira, 13 de julho de 2015
O PODER DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA
«Na perceção dos Técnicos de Segurança o seu trabalho é caracterizado por limitações
constantes no exercício de suas atividades e por conflitos com os diferentes
níveis hierárquicos das empresas. O desvio de função foi apontado como prática
corrente, com destaque para atividades administrativas e vigilância
patrimonial.
Os aspetos identificados como determinantes dessa situação foram:
priorização, pelas empresas, da produção em detrimento da prevenção; inserção
frágil do Técnico na política de segurança das empresas; atuação conflituosa
por sua posição intermediária entre trabalhadores e gestores; ausência de
proteção contra despedida desmotivada; predominância da abordagem
comportamental de segurança nas empresas e entre os próprios Técnicos. Essas
limitações e constrangimentos foram apontados como prejudiciais ao
desenvolvimento de ações preventivas e como causa de sofrimento mental e
adoecimento desses trabalhadores.» Revista Brasileira de Saúde OcupacionalVER
quinta-feira, 9 de julho de 2015
MILHARES DE TRABALHADORES SEM VIGILÃNCIA DA SAÚDE!
Há mais
de um ano foi publicada a Portaria nº112/2014 de 23 de maio que pretendia regular a
prestação de cuidados de saúde primários do trabalho através dos Agrupamentos
de centros de saúde (ACES) visando assegurar a promoção e vigilância da saúde a
grupos de trabalhadores específicos de acordo com o previsto no regime jurídico
da promoção da segurança e saúde dos trabalhadores.
Quem são esses
trabalhadores? São os trabalhadores independentes, agrícolas sazonais e a
termo, aprendizes ao serviço de um artesão, trabalhadores do serviço doméstico,
pescadores e, enfim, trabalhadores de microempresas que não exerçam atividade
de risco elevado.
Ora,
esta realidade no nosso País significa centenas de milhares de trabalhadores
cuja promoção e vigilância da saúde ficariam asseguradas pelo Serviço Nacional
de Saúde. Digo: «ficariam» porque efetivamente, e apesar deste diploma, não
ficaram! Pouco ou nada se fez neste sentido. Não se realizou formação e
preparação de médicos e enfermeiros do trabalho para assegurarem estas funções
nos centros de saúde! O governo sabia que seria assim pois nem conseguia médico
de família para todos os portugueses como poderia abrir uma nova frente do SNS,
ou seja, capacitar aqueles centros com os recursos humanos e técnicos para a
vigilância da saúde no trabalho! Aliás, a Ordem dos Médicos contestou esta
Portaria porque não teria pés para andar! Mais um «Faz de Conta» legislativo
para «inglês ver», matéria onde, de facto, este governo é exímio e em geral a
nossa tradição política!
Mas esta
malfeitoria do governo não surpreende! Agora surpreende-me que os parceiros
sociais e, em especial os sindicatos, estejam calados sobre a matéria!
segunda-feira, 6 de julho de 2015
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÂO DE RISCOS PSICOSSOCIAIS!
Foram disponibilizadas no Portal da ACT listas de
verificação relacionadas com os riscos psicossociais, nomeadamente o stresse,
assédio moral e violência no trabalho.Utilize estas listas para verificar a sua situação e a da sua empresa.
No
mesmo menu são igualmente disponibilizados instrumentos de avaliação de riscos
em várias atividades, editados pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde
no Trabalho.VER
quarta-feira, 1 de julho de 2015
MAIORIA NO BRASIL SOFRE ASSÉDIO NO TRABALHO!
O assédio
moral e sexual está mais presente nas empresas brasileiras do que se imagina.
Pesquisa realizada pelo site de carreiras Vagas.com mostra que 52% dos
entrevistados já sofreram algum tipo de assédio no ambiente de trabalho. A
pesquisa foi respondida por quase 5 mil registados no portal - sendo 54,4%
mulheres e 45,6% homens, de todas as regiões do País - e traz alguns dados
alarmantes.
Do total de entrevistados, 47,3% declararam
já ter sofrido algum tipo de assédio moral, que se caracteriza por piadas,
agressões verbais ou gritos constantes. As mulheres são ligeiramente mais
afetadas do que os homens, respondendo por 51,9% dos relatos.Ver
segunda-feira, 29 de junho de 2015
PARA QUE SERVEM AS REFORMAS LABORAIS?
«São conhecidos os critérios
de racionalidade material que fazem sentido no desenho de uma política
legislativa laboral: reequilíbrio do mercado de trabalho, articulação da
proteção do trabalhador (contraente débil) com a salvaguarda das condições de
viabilidade da empresa, ou, noutra perspetiva, dos direitos fundamentais dos
trabalhadores com a liberdade de empresa.
Com a recente reforma laboral, entrou em cena um legislador que tratou de usar
os instrumentos e as técnicas próprias da lei do trabalho num sentido oposto ao
da sua razão de ser. Desenhou-se assim um "direito do trabalho"
neutro, transformado num corpo normativo "anfíbio", pronto para
qualquer uso e para qualquer ambiente.
A manobra redundou na degradação da qualidade do emprego e das relações de
trabalho nas empresas, na instalação de condições de instabilidade económica,
social e familiar sem precedentes para uma enorme massa de pessoas, na criação
de uma "bolha de desemprego" de dimensões colossais, e no desperdício
maciço de qualificações, de disponibilidades e de experiências profissionais.
Em síntese - enfraquecimento da economia.
A competitividade das empresas aumentou, em consequência das modificações da
lei do trabalho? Sim, deu mesmo um verdadeiro salto mortal entre 2013 e 2014,
segundo o famoso "Index" do Forum Económico Mundial de Davos... Na
verdade, Portugal, num só ano, subiu de 51º para 37º nesse ranking! Nos anos
anteriores - a partir de 2011, os anos da troika -, o país estivera sempre em
queda na classificação da competitividade (45º, 49º, 51º). Contribuía poderosamente
para esse declive a chamada "eficiência do mercado de trabalho".
Misteriosamente, quanto a essa rubrica, Portugal subiu, no último período -
isto é, em 2014/2015 - de 126º para 83º. Só os membros do painel português
podem explicar este estranho e imaterial milagre, assim como a sua nula
projeção na realidade económica do país.
Por seu turno, a produtividade do trabalho cresceu? Os números oficiais (do
Banco de Portugal e do INE) indicam que o maior aumento de produtividade do
trabalho recente ocorreu em 2010 - e que, depois disso, ela praticamente
estagnou. No mesmo sentido apontam os dados da OCDE quanto à
"produtividade multifatorial", que "reflete a eficiência global
com que o trabalho e o capital são conjuntamente usados nos processos produtivos".
O indicador, conforme os dados da OCDE, subiu em 2010 e baixou ou estagnou daí
em diante. ( Monteiro Fernandes in Expresso de 27/06/2015
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