quarta-feira, 15 de julho de 2015

GUIA PARA COMBATER O ESGOTAMENTO PROFISSIONAL!

Dando continuidade ao trabalho de prevenção dos riscos psicossociais a Direção Geral do Trabalho de França desenvolveu, em conjunto com outras entidades, um interessante guia de combate ao bournout (esgotamento profissional), consequências e formas de o prevenir nos locais de trabalho públicos e privados, nomeadamente os meios e ações coletivas e individuais a operacionalizar para agir sobre os fatores de risco. VER em francês

terça-feira, 14 de julho de 2015

A NANOTECNOLOGIA EM BANDA DESENHADA!

«Nanotecnologia: um universo em construção» é uma brochura da Fundacentro, Brasil, que explica em banda desenhada o que são as nanotecnologias e os riscos que podem colocar aos trabalhadores!Um trabalho muito interessante  que pode informar, em particular o público jovem, sobre matérias complexas de segurança no trabalho.
A Fundacentro é o organismo governamental, paritário, que tem a seu cargo a aplicação das políticas de promoção da segurança e saúde dos trabalhadores.VER

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O PODER DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA

«Na perceção dos Técnicos de Segurança o seu trabalho é caracterizado por limitações constantes no exercício de suas atividades e por conflitos com os diferentes níveis hierárquicos das empresas. O desvio de função foi apontado como prática corrente, com destaque para atividades administrativas e vigilância patrimonial. 

Os aspetos identificados como determinantes dessa situação foram: priorização, pelas empresas, da produção em detrimento da prevenção; inserção frágil do Técnico na política de segurança das empresas; atuação conflituosa por sua posição intermediária entre trabalhadores e gestores; ausência de proteção contra despedida desmotivada; predominância da abordagem comportamental de segurança nas empresas e entre os próprios Técnicos. Essas limitações e constrangimentos foram apontados como prejudiciais ao desenvolvimento de ações preventivas e como causa de sofrimento mental e adoecimento desses trabalhadores.» Revista Brasileira de Saúde OcupacionalVER

quinta-feira, 9 de julho de 2015

MILHARES DE TRABALHADORES SEM VIGILÃNCIA DA SAÚDE!

Há mais de um ano foi publicada a Portaria nº112/2014 de 23 de maio que pretendia regular a prestação de cuidados de saúde primários do trabalho através dos Agrupamentos de centros de saúde (ACES) visando assegurar a promoção e vigilância da saúde a grupos de trabalhadores específicos de acordo com o previsto no regime jurídico da promoção da segurança e saúde dos trabalhadores. 
Quem são esses trabalhadores? São os trabalhadores independentes, agrícolas sazonais e a termo, aprendizes ao serviço de um artesão, trabalhadores do serviço doméstico, pescadores e, enfim, trabalhadores de microempresas que não exerçam atividade de risco elevado.
Ora, esta realidade no nosso País significa centenas de milhares de trabalhadores cuja promoção e vigilância da saúde ficariam asseguradas pelo Serviço Nacional de Saúde. Digo: «ficariam» porque efetivamente, e apesar deste diploma, não ficaram! Pouco ou nada se fez neste sentido. Não se realizou formação e preparação de médicos e enfermeiros do trabalho para assegurarem estas funções nos centros de saúde! O governo sabia que seria assim pois nem conseguia médico de família para todos os portugueses como poderia abrir uma nova frente do SNS, ou seja, capacitar aqueles centros com os recursos humanos e técnicos para a vigilância da saúde no trabalho! Aliás, a Ordem dos Médicos contestou esta Portaria porque não teria pés para andar! Mais um «Faz de Conta» legislativo para «inglês ver», matéria onde, de facto, este governo é exímio e em geral a nossa tradição política!
Mas esta malfeitoria do governo não surpreende! Agora surpreende-me que os parceiros sociais e, em especial os sindicatos, estejam calados sobre a matéria!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÂO DE RISCOS PSICOSSOCIAIS!

Foram disponibilizadas no Portal da ACT listas de verificação relacionadas com os riscos psicossociais, nomeadamente o stresse, assédio moral e violência no trabalho.Utilize estas listas para verificar a sua situação e a da sua empresa.
No mesmo menu são igualmente disponibilizados instrumentos de avaliação de riscos em várias atividades, editados pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho.VER

quarta-feira, 1 de julho de 2015

MAIORIA NO BRASIL SOFRE ASSÉDIO NO TRABALHO!

O assédio moral e sexual está mais presente nas empresas brasileiras do que se imagina. Pesquisa realizada pelo site de carreiras Vagas.com mostra que 52% dos entrevistados já sofreram algum tipo de assédio no ambiente de trabalho. A pesquisa foi respondida por quase 5 mil registados no portal - sendo 54,4% mulheres e 45,6% homens, de todas as regiões do País - e traz alguns dados alarmantes.
 Do total de entrevistados, 47,3% declararam já ter sofrido algum tipo de assédio moral, que se caracteriza por piadas, agressões verbais ou gritos constantes. As mulheres são ligeiramente mais afetadas do que os homens, respondendo por 51,9% dos relatos.Ver


segunda-feira, 29 de junho de 2015

PARA QUE SERVEM AS REFORMAS LABORAIS?


«São conhecidos os critérios de racionalidade material que fazem sentido no desenho de uma política legislativa laboral: reequilíbrio do mercado de trabalho, articulação da proteção do trabalhador (contraente débil) com a salvaguarda das condições de viabilidade da empresa, ou, noutra perspetiva, dos direitos fundamentais dos trabalhadores com a liberdade de empresa.  

Com a recente reforma laboral, entrou em cena um legislador que tratou de usar os instrumentos e as técnicas próprias da lei do trabalho num sentido oposto ao da sua razão de ser. Desenhou-se assim um "direito do trabalho" neutro, transformado num corpo normativo "anfíbio", pronto para qualquer uso e para qualquer ambiente.  
A manobra redundou na degradação da qualidade do emprego e das relações de trabalho nas empresas, na instalação de condições de instabilidade económica, social e familiar sem precedentes para uma enorme massa de pessoas, na criação de uma "bolha de desemprego" de dimensões colossais, e no desperdício maciço de qualificações, de disponibilidades e de experiências profissionais. Em síntese - enfraquecimento da economia.  
A competitividade das empresas aumentou, em consequência das modificações da lei do trabalho? Sim, deu mesmo um verdadeiro salto mortal entre 2013 e 2014, segundo o famoso "Index" do Forum Económico Mundial de Davos... Na verdade, Portugal, num só ano, subiu de 51º para 37º nesse ranking! Nos anos anteriores - a partir de 2011, os anos da troika -, o país estivera sempre em queda na classificação da competitividade (45º, 49º, 51º). Contribuía poderosamente para esse declive a chamada "eficiência do mercado de trabalho".  
Misteriosamente, quanto a essa rubrica, Portugal subiu, no último período - isto é, em 2014/2015 - de 126º para 83º. Só os membros do painel português podem explicar este estranho e imaterial milagre, assim como a sua nula projeção na realidade económica do país.  
Por seu turno, a produtividade do trabalho cresceu? Os números oficiais (do Banco de Portugal e do INE) indicam que o maior aumento de produtividade do trabalho recente ocorreu em 2010 - e que, depois disso, ela praticamente estagnou. No mesmo sentido apontam os dados da OCDE quanto à "produtividade multifatorial", que "reflete a eficiência global com que o trabalho e o capital são conjuntamente usados nos processos produtivos". O indicador, conforme os dados da OCDE, subiu em 2010 e baixou ou estagnou daí em diante. ( Monteiro Fernandes in Expresso de 27/06/2015