segunda-feira, 20 de maio de 2013

NOVO CARDEAL DE LISBOA E OS AFLITOS!

Como é óbvio não se pode pedir a um cardeal que seja um revolucionário, mas podemos pedir que
evite ser um adepto do sistema a tal ponto que alinhe de forma pouco crítica nas políticas de empobrecimento gizadas pelas instituições financeiras internacionais! Que não critique os trabalhadores que organizadamente se opõem a esse empobrecimento! Que não se congratule a frio pelo fato das instituições de caridade conseguirem dar sopa aos mais pobres! Foi isto que aconteceu com o Cardeal de Lisboa, José Policarpo, na fase final do seu episcopado! Estas últimas posições não caíram bem em crentes e não crentes!


 Ele, que foi um homem dos «sinais dos tempos», acabou por não saber ler os sinais dos tempos de hoje, não perceber que não basta estar ao lado dos que têm fome mas que é preciso questionar as razões da fome, as causas que permitem a humilhação de se pedir uma sopa a uma instituição de caridade! Já a crise morava por cá e o Cardeal questionava gente das IPSS onde é que havia fome….como não acreditando!

Esperamos que o novo Cardeal Clemente saiba ler melhor «os sinais dos tempos», o mundo de hoje, perceber quem são os predadores e, profeticamente, ver que é necessário e urgente retirar as armas do empobrecimento e da fome a esses senhores! Que saiba ver quem o rodeia no Patriarcado e quem acaba por lhe retirar a capacidade de análise e de crítica! Os adversários da Igreja Católica não são os sindicatos, pois eles não querem dar sopa a ninguém! Apenas defender o trabalho digno, uma saúde digna, direitos no trabalho, uma escola pública democrática! O cardeal é o máximo responsável de uma Igreja aflita com os mais pobres e sem voz pública! Será assim?

quinta-feira, 16 de maio de 2013

DIREITO À DESCONEXÃO.....Desafio do presente!

O avanço tecnológico, em especial nas tecnologias de comunicação provocaram enormes mudanças nas formas de trabalho nos países mais avançados!O computador, o telemóvel e o trabalho no domicílio estão a alterar não apenas a natureza da nossa atividade como também os tempos de descanso e de trabalho.
Onde começa um e acaba o outro?Em algumas profissões a tendencia é estarmos dia e noite conetados, ligados ao trabalho, ao patrão, ao serviço!Esta realidade está a provocar enormes perturbações na saúde, na vida pessoal e familiar!
Este artigo de uma pessoa da Universidade Federal da Bahia, Brasil ,levanta algumas questões sob ponto de vista jurídico. sem ainda explorar as questões de saúde e de vida social e familiar.VER 

terça-feira, 14 de maio de 2013

A COMPLEXA GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO!


Artigo de investigadores da Universidade do Rio de Janeiro que abordam diversas questões
relativas ás modalidades de gestão dos riscos profissionais, subjetividade no trabalho e riscos psicossociais.


Das conclusões:
«Identificação dos elementos suscetíveis de provocar, em determinadas circunstâncias, danos à saúde – esses perigosos elementos são denominados fatores de risco.A partir dessa identificação, produz ou mobiliza conhecimentos sobre esses fatores, para implementar medidas visando impedir que o risco se transforme em perigo. Os riscos geralmente são técnicos e materiais. Grande parte das medidas e dispositivos de prevenção envolve o fornecimento de meios de proteção para os trabalhadores. Tais abordagens certamente melhoram as condições de trabalho, mas só são possíveis para os fatores de risco que podem ser objetivados, que são objeto de conhecimento relativamente estabilizado. Com relação aos fatores procedentes da atividade e aos chamados fatores humanos, entretanto, elas se demonstram limitadas.»VER

quinta-feira, 9 de maio de 2013

STRESSE AUMENTA!Nova sondagem europeia!

Cerca de metade dos trabalhadores em toda a Europa (51 %) tem a perceção de que o stresse
profissional é comum no seu local de trabalho, dos quais 16 % afirmam que é «muito comum», segundo a sondagem.

Os trabalhadores do sexo feminino, comparativamente aos do sexo masculino, são mais propensos a afirmar que o stresse no trabalho é comum (54 % contra 49 %), assim como o são os trabalhadores com idades compreendidas entre os 18 e os 54 anos (53 %) em comparação com os trabalhadores com idade igual ou superior a 55 anos (44 %).
A perceção do stresse relacionado com o trabalho também varia de acordo com o sector, registando-se entre os profissionais de saúde uma maior tendência para afirmar que os casos de stresse relacionado com o trabalho são comuns (61 %, incluindo 21 % que afirmam que os casos são «muito comuns»).VER

quarta-feira, 8 de maio de 2013

AGRICULTURA MATA MAIS!


Recentemente a ACT revelou que os acidentes de trabalho mortais na Agricultura estão a
aumentar,ao contrário do que acontecerá nos restantes setores!Para quando uma lei de enquadramento da segurança e saúde no trabalho agricola, pecuário e florestal?Eis o comunicado daquela Autoridade:


«Em 2012, e no âmbito do Plano de Ação para o combate aos acidentes de trabalho na agricultura, florestas e pecuária, a Autoridade para as Condições do Trabalho realizou, em parceria com outras entidades públicas e sociais, 75 ações de formação e sensibilização e quase 250 visitas inspetivas, envolvendo milhares de produtores, trabalhadores, técnicos e inspetores do trabalho.

Em 2010, e perante uma subida inusitada dos acidentes mortais na agricultura, 28 mortes, uma Resolução da Assembleia da República recomendou ao governo um conjunto de medidas a concretizar por diversos organismos da administração pública nomeadamente pela ACT, Ministério da Agricultura e Ministério da Saúde.

O Plano de Ação desenvolvido pela ACT responde a esta recomendação da AR e tem duas valências fundamentais: sensibilização, aconselhamento e formação por um lado e ação inspetiva por outro.

Na vertente da formação e sensibilização destacam-se 13 seminários com a presença de 700 participantes e 14 workshops com 406 dirigentes e técnicos de cooperativas e associações agrícolas. Nas ações de sensibilização implementadas estiveram presentes cerca de 1700 produtores agrícolas, pecuários e florestais.

Quanto à vertente inspetiva, de cariz fortemente pedagógico, foram realizadas 246 visitas em 213 empresas e 219 locais de trabalho, sendo abrangido um número superior a 1200 trabalhadores agrícolas e florestais.

Os instrumentos de ação inspetiva mais utilizadas foram a notificação para tomada de medidas com prazo (428),a Notificação para apresentação de documentos (139) sendo ainda levantados 11 autos de Notícia, 4 autos de Advertência e efetuadas 2 .»

terça-feira, 7 de maio de 2013

SUBSTANCIAS PERIGOSAS!

Segundo estudos recentemente realizados, 19% dos trabalhadores europeus afirmam estar expostos a vapores tóxicos durante um quarto ou mais do seu tempo de trabalho e 15% têm de manusear diariamente substâncias perigosas no âmbito do seu trabalho.

Numa grande percentagem de empresas a utilização de substancias perigosas, nomeadamente químicas,não levam a uma correta avaliação de risco e implementação de medidas adequadas.Resultado desta prática são o número crescente de pessoas que se queixam de problemas alérgicos e respiratórios.VER MEDIDAS



segunda-feira, 6 de maio de 2013

A GESTÃO PELO MEDO!

O governo Passos /Portas tem vindo a lançar mão do medo para aterrorizar os funcionários públicos para que estes não resistam às suas medidas de empobrecimento e destruição do Estado Social, privatizando nomeadamente os serviços lucrativos. A estratégia que já vem de longe, começou infelizmente com o governo Sócrates!

Os cidadãos em geral mal se aperceberam da questão quando no governo Sócrates mudaram o vínculo da maioria dos funcionários públicos. Uma minoria ficou em «nomeação» e não poderia ser despedida; os outros passaram a um contrato de Trabalhadores em Funções Públicas e deixaram de ser funcionários.Com esta mudança abriu-se a porta aos despedimentos e vulnerabilizou-se o estatuto do pessoal do Estado! Se já era difícil a um técnico do Estado fazer uma barreira á corrução de dirigentes políticos sem escrúpulos, mais difícil se tornou essa tarefa!

Agora a situação piorou drasticamente! Passos e Gaspar aproveitaram a deixa e voltam a «bater» nos trabalhadores da Função Pública mudando o regime de horário, forçando a Constituição portuguesa que impede os despedimentos, obrigando-os a trabalharem mais horas e mais anos por menos dinheiro e a mudarem o estatuto de aposentação acordado no passado, bem como o seu já débil sistema de saúde!

A comunicação social e alguns comentaristas ampliam o medo através dos seus mais que interesseiros comentários e análises. Há que cortar nas despesas do Estado e ponto final!

O programa para a chamada reforma do Estado é um conjunto de ideias e medidas avulsas com uma única lógica: poupar dinheiro, custe o que custar! Um programa de terror que não foi sufragado e contém em si uma dinâmica autoritária! Um programa aceite pelas instituições comunitárias, verdade se diga , e que este governo aplica como interprete dos interesses financeiros subjacentes. Este programa e este governo merecem todo o nosso repúdio. Não apenas dos trabalhadores do Estado e seus familiares, mas de todos os portugueses. Este programa não é uma reforma do Estado, de um Estado de Direito e democrático. Temos o direito de resistir e de enterrar este governo .